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Venezuelanos no exterior reagem à captura de Maduro e ofensiva dos EUA
Brasil

Venezuelanos no exterior reagem à captura de Maduro e ofensiva dos EUA

Última Atualizacão 04/01/2026 12:39
PainelRJ
Publicado 04/01/2026
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© Reuters/Mariana Nedelcu/Proibida reprodução
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A inesperada ação dos Estados Unidos, que culminou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na madrugada de um sábado recente, desencadeou uma onda de manifestações globalmente. Cidades em diversos continentes foram palco de atos que refletiam a profunda polarização em torno do futuro da nação sul-americana. Milhões de venezuelanos no exterior, que buscaram refúgio em outras terras devido à grave crise econômica e social em seu país natal, reagiram com uma mistura complexa de esperança e condenação. A operação americana, que também envolveu a primeira-dama, Cilia Flores, visava levá-los a julgamento nos Estados Unidos por suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas, ao mesmo tempo em que o governo americano declarou a intenção de administrar a Venezuela temporariamente, visando uma transição “segura, adequada e criteriosa”.

Reações globais e a polarização da diáspora venezuelana

A notícia da captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores reverberou rapidamente, mobilizando a vasta diáspora venezuelana em diferentes cantos do mundo. As reações foram intensamente divididas, espelhando a profunda fratura política que há anos caracteriza a nação sul-americana. De um lado, houve celebrações efusivas; do outro, condenações veementes à intervenção estrangeira.

Celebrações e o anseio por mudança

Em diversas cidades da América Latina e na Espanha, milhares de venezuelanos foram às ruas para celebrar o que muitos interpretaram como um passo crucial para a libertação de seu país. Ações de comemoração foram registradas em metrópoles como Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Quito (Equador) e Madri (Espanha). Em Buenos Aires, capital argentina, um grupo se reuniu no icônico Obelisco para festejar a captura de Maduro, expressando a esperança de um novo capítulo para a Venezuela. Até mesmo em cidades dos Estados Unidos, como São Francisco e Nova York, foram observados grupos de venezuelanos que celebraram a ação.

Para muitos migrantes, essa ação representava a concretização de um desejo de longa data por uma mudança política radical. Andrés Losada, que vive na Espanha há três anos, país que acolheu cerca de 400 mil venezuelanos, expressou um misto de preocupação e alegria à medida que acompanhava os desenvolvimentos. “Embora o que as pessoas estejam passando em Caracas seja difícil, acredito que, além disso, há uma luz que nos levará à liberdade”, afirmou, ecoando o sentimento de muitos que anseiam por um retorno à normalidade democrática. De Quito, no Equador, onde a diáspora venezuelana é significativa, Maria Fernanda Monsilva compartilhou a expectativa de que o principal candidato da oposição venezuelana na eleição presidencial de 2024, Edmundo González, possa assumir o poder. “Muitos de nós que estamos no exterior queremos voltar”, declarou Monsilva, sublinhando o forte vínculo e a esperança de retornar à sua terra natal sob um novo governo.

Condenação e o repúdio à intervenção

Contrariamente às celebrações, outras parcelas da diáspora, bem como movimentos sociais e cidadãos de diversas nacionalidades, se manifestaram contra a ação militar norte-americana, classificando-a como uma violação da soberania venezuelana. Na Cidade do México, por exemplo, venezuelanos e mexicanos a favor e contra a intervenção organizaram atos simultâneos em frente às embaixadas da Venezuela e dos Estados Unidos, resultando na intervenção policial para evitar escaladas de tensão. Em Buenos Aires, movimentos sociais e venezuelanos contrários à ação protestaram em frente à embaixada dos Estados Unidos, denunciando o que consideravam um ato de intervencionismo.

Protestos contra o ataque também foram registrados em cidades norte-americanas, como São Francisco e Nova York, evidenciando que a discordância com a política externa dos EUA não se restringia apenas ao exterior. Na própria Caracas, capital da Venezuela e epicentro da ação, uma manifestação massiva repudiou a intervenção. José Hernandez, um dos participantes do protesto, classificou a operação estrangeira como criminosa. “Os outros países do mundo precisam ter muita clareza sobre o modo completamente criminoso com que os Estados Unidos estão agindo. Isso é extrair, ou melhor, roubar recursos de outros países que têm energia e minérios”, criticou Hernandez, expressando a visão de muitos que veem a ação como uma tentativa de exploração dos vastos recursos naturais da Venezuela.

Implicações políticas e o futuro incerto da Venezuela

A captura de Nicolás Maduro desencadeou uma crise institucional profunda, com ramificações tanto internas quanto internacionais. A declaração dos Estados Unidos de que administrariam o país e controlariam seu vital setor de petróleo adicionou uma camada de complexidade e incerteza sobre o futuro político e econômico da Venezuela.

O dilema da sucessão e a resposta interna

Ainda que o governo dos EUA tenha anunciado a intenção de assumir o controle temporário da Venezuela e direcionar o setor de petróleo – que possui as maiores reservas confirmadas de óleo e gás do mundo – para empresas americanas, a resposta interna não tardou. O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) agiu prontamente, decidindo que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiria a presidência interina do país. Essa decisão do TSJ criou um cenário de dupla autoridade, com os EUA buscando impor um controle externo e o sistema judiciário venezuelano afirmando a continuidade da linha sucessória constitucional. Diante da gravidade da situação, o Conselho de Segurança da ONU agendou uma reunião de emergência para discutir os desdobramentos e buscar soluções diplomáticas, evidenciando a dimensão global do conflito e a preocupação internacional com a soberania e a estabilidade regional.

O peso da diáspora e a crise humanitária

A crise política e a ação militar ocorreram em um contexto de uma das maiores diásporas do mundo contemporâneo. Desde 2014, cerca de 20% da população venezuelana deixou o país em busca de melhores condições de vida. Os principais destinos foram a Colômbia, que recebeu aproximadamente 2,8 milhões de venezuelanos, e o Peru, com 1,7 milhão, de acordo com dados da plataforma R4V, um grupo de ONGs regionais coordenado pela agência de migração da ONU que presta assistência a migrantes e refugiados. A Espanha também se tornou um importante refúgio, acolhendo cerca de 400 mil venezuelanos.

A fala de Maria Fernanda Monsilva, de que “muitos de nós que estamos no exterior queremos voltar”, ressalta a profunda ligação dos migrantes com sua terra natal e a esperança de que os desenvolvimentos políticos possam abrir caminho para um retorno seguro. O desejo de reconstrução da nação, expresso por muitos na diáspora, contrasta com a instabilidade presente e a intervenção externa. Em meio à turbulência, o Vaticano, através do Papa, reiterou a defesa do bem-estar do povo venezuelano e a soberania do país, sublinhando a preocupação internacional com a crise humanitária e a importância de respeitar a autodeterminação da nação.

Desafios à frente para a nação venezuelana

A captura do presidente Nicolás Maduro e a subsequente intervenção dos Estados Unidos delineiam um cenário de incertezas e profundos desafios para a Venezuela. A nação enfrenta não apenas a tarefa de definir sua liderança política e seu futuro governo, mas também de navegar pelas complexas relações internacionais e pelas divisões internas que foram expostas de forma tão vívida. A continuidade da crise humanitária, o destino de milhões de venezuelanos exilados e a recuperação econômica dependem criticamente dos próximos passos. A polarização, tanto dentro quanto fora do país, indica que o caminho para uma transição estável e consensual será longo e árduo, exigindo esforços diplomáticos e um compromisso genuíno com a soberania e o bem-estar do povo venezuelano.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual foi a principal causa da ação dos Estados Unidos na Venezuela?

A principal causa anunciada para a ação dos Estados Unidos foi o suposto envolvimento do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores com o tráfico internacional de drogas. O governo americano declarou a intenção de levá-los a julgamento nos EUA, além de administrar o país temporariamente para uma transição segura.

Como a comunidade internacional reagiu à captura de Maduro?

A comunidade internacional reagiu de forma dividida. Enquanto parcelas da diáspora venezuelana e alguns setores internacionais celebraram a ação como um passo para a libertação da Venezuela, outros países e movimentos sociais condenaram-na como uma violação da soberania venezuelana. O Conselho de Segurança da ONU agendou uma reunião para discutir a situação.

Quem assumiu a presidência interina da Venezuela após a captura de Maduro?

Após a captura de Maduro, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ) decidiu que a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, deveria assumir a presidência interina do país, contrariando a intenção declarada dos Estados Unidos de administrar a nação.

Qual o impacto da diáspora venezuelana nos eventos recentes?

A diáspora venezuelana teve um papel central nas reações globais, com manifestações tanto de celebração quanto de condenação em várias cidades do mundo. Milhões de venezuelanos que deixaram o país esperam por uma resolução da crise que lhes permita, eventualmente, retornar.

Para aprofundar seu entendimento sobre os desdobramentos na Venezuela, continue acompanhando as análises e notícias internacionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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