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Uma em cada quatro pessoas vive em áreas de risco em Juiz
Brasil

Uma em cada quatro pessoas vive em áreas de risco em Juiz

Última Atualizacão 27/02/2026 12:30
PainelRJ
Publicado 27/02/2026
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© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, enfrenta um desafio monumental: uma em cada quatro pessoas reside em áreas de risco. Esta alarmante estatística foi reiterada pela prefeita Margarida Salomão após uma série de eventos trágicos causados por fortes chuvas que assolaram a Zona da Mata mineira. Os deslizamentos e inundações recentes provocaram 64 mortes na região, sendo 58 delas em Juiz de Fora e seis no município vizinho de Ubá. Diante do cenário de devastação, a urgência de intervenções urbanísticas e de um planejamento robusto para mitigar futuros desastres tornou-se uma prioridade inadiável para as autoridades locais.

A vulnerabilidade urbana em Juiz de Fora: um alerta após a tragédia

O cenário de risco e as consequências das catástrofes

A fragilidade de Juiz de Fora, assim como de outras cidades serranas como Petrópolis (RJ) e Angra dos Reis (RJ), é intrínseca à sua geografia. Construída em encostas, a ocupação desordenada ao longo das décadas criou um mosaico urbano onde a moradia se mistura perigosamente com a instabilidade do solo. A prefeita Salomão destacou que não são apenas as populações de baixa renda que habitam essas áreas perigosas; mesmo segmentos mais abastados, da classe média alta, constroem suas residências em locais de alto risco. Um exemplo marcante disso foi o recente desmoronamento de uma mansão erguida em uma encosta, que resultou na morte de uma pessoa, ilustrando a universalidade do perigo.

Especialistas consultados apontam que a intensidade e a frequência desses temporais são um reflexo direto da negligência global e local com as mudanças climáticas. A combinação de chuvas torrenciais, desmatamento, impermeabilização do solo e a ocupação inadequada de áreas de preservação ambiental e encostas fragiliza o ambiente urbano, transformando eventos climáticos extremos em catástrofes humanitárias. A infraestrutura existente, em muitos casos, não está dimensionada para suportar o volume de precipitação que tem sido observado, culminando em inundações e deslizamentos de terra com consequências fatais.

O drama do desalojamento e o desafio da reassentamento

Convencer os moradores a deixar suas casas em áreas de risco é, segundo a prefeita, uma tarefa “monstruosa”, que exige imensa paciência, capacidade de acolhimento e escuta. Para muitas famílias, a casa representa a conquista de uma vida inteira, um patrimônio construído com anos de sacrifício. O apego emocional e o investimento material dificultam a decisão de abandonar o lar, mesmo diante de um perigo iminente. Essa barreira humana é um dos maiores entraves para a execução de planos de prevenção e realocação.

Diante da crise, mais de 500 pessoas foram abrigadas em estruturas emergenciais montadas pelo município. Além disso, cerca de 5 mil indivíduos ficaram desalojados, buscando refúgio em casas de parentes ou amigos. Para aqueles que não podem retornar às suas residências, o poder público municipal está implementando um programa de moradia, que inicialmente prevê o aluguel social como medida temporária, até que uma solução habitacional definitiva possa ser providenciada. O esforço imediato é de reparação e atendimento à emergência, mas o olhar já se volta para as intervenções estruturais que a cidade exige para se tornar um espaço seguro e de convivência.

Resposta emergencial e planos de reconstrução

A mobilização federal e a visita do presidente

Em resposta à gravidade da situação, o governo federal rapidamente se mobilizou. A Defesa Civil Nacional reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, municípios mais atingidos. Na sequência, mais de R$ 3 milhões foram liberados para auxiliar no atendimento às vítimas e na reconstrução das cidades. A solidariedade e o apoio institucional se materializaram também com a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à região.

No sábado subsequente aos desastres, o presidente sobrevoou as áreas afetadas e se reuniu com lideranças locais na prefeitura de Juiz de Fora. A visita teve como objetivo oferecer conforto à população e garantir a chegada de recursos necessários para a recuperação e reconstrução das infraestruturas danificadas. A articulação entre os níveis federal e municipal é vista como crucial para superar a crise e implementar as mudanças estruturais necessárias para prevenir futuras tragédias.

Suporte à população e alertas climáticos

Além do apoio financeiro direto aos municípios, o governo federal implementou medidas para auxiliar as famílias individualmente. Foi liberado o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os moradores das cidades afetadas, com limite de R$ 6.220 por conta. Essa medida visa proporcionar um alívio financeiro imediato para as vítimas que perderam bens ou tiveram suas moradias comprometidas. A combinação de abrigos, aluguel social e o saque do FGTS compõe um pacote emergencial de suporte.

Enquanto os esforços de reconstrução ganham força, a vigilância climática permanece ativa. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve, na mesma semana dos eventos, um alerta de perigo para chuvas intensas na Zona da Mata, com previsão de altos volumes de precipitação e ventos fortes. Esses alertas contínuos reforçam a necessidade de a população e as autoridades permanecerem atentas aos riscos de cortes de energia elétrica, queda de árvores, novos alagamentos e descargas elétricas. A preparação para desastres e a comunicação de riscos são elementos fundamentais para proteger vidas e bens.

Conclusão

A tragédia em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira é um sombrio lembrete da vulnerabilidade de muitas cidades brasileiras diante de eventos climáticos extremos e da ocupação desordenada do solo. A declaração da prefeita Margarida Salomão, de que um quarto da população vive em áreas de risco, sublinha a urgência de políticas públicas abrangentes que englobem desde a prevenção e o monitoramento climático até a reestruturação urbana e a educação da população. A mobilização governamental, com apoio federal e local, é essencial para a recuperação imediata e para a construção de um futuro mais resiliente. Contudo, o verdadeiro desafio reside na implementação de soluções duradouras que equilibrem o desenvolvimento urbano com a segurança ambiental, garantindo que a memória das vítimas inspire mudanças significativas e evite novas perdas.

FAQ

Quantas pessoas vivem em áreas de risco em Juiz de Fora?
Segundo a prefeita Margarida Salomão, uma em cada quatro pessoas, ou seja, aproximadamente 25% da população de Juiz de Fora, reside em áreas consideradas de risco para deslizamentos e inundações.

Quais foram as medidas de apoio financeiro e habitacional anunciadas?
O governo federal liberou mais de R$ 3 milhões para assistência e reconstrução dos municípios. Além disso, moradores das áreas afetadas podem solicitar o saque do FGTS, limitado a R$ 6.220. A prefeitura oferece abrigos e programa de aluguel social para os desalojados.

A cidade está preparada para futuros eventos climáticos?
A cidade está em processo de reparação e planejamento de intervenções estruturais. Há esforços para reconstrução e proteção, mas o desafio é enorme devido à geografia e à ocupação histórica. O Inmet mantém alertas para chuvas intensas na região, exigindo vigilância constante.

Mantenha-se informado sobre os esforços de reconstrução e as medidas de segurança em Juiz de Fora. Acompanhe as notícias locais e as orientações da Defesa Civil para garantir a segurança de todos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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