O cenário político do Rio de Janeiro foi sacudido por uma intensa disputa interna no Partido dos Trabalhadores, desencadeada por acusações do prefeito Washington Quaquá contra André Ceciliano e Lindbergh Farias. Quaquá alega que ambos estariam utilizando a estrutura federal para manobras políticas no estado, o que inflamou ainda mais o clima já tenso entre as lideranças petistas fluminenses e gerou ampla discussão nas redes sociais.
O conflito ganhou um novo capítulo quando André Ceciliano compartilhou em seu perfil no Instagram uma postagem de Quaquá sobre sua esposa, Gabriela Lopes, acompanhada da palavra “bandido”. A reação de Quaquá foi imediata, anunciando que apresentará representações nas esferas cível, criminal e no comitê de ética do partido.
A escalada da tensão não passou despercebida dentro da legenda. O Setorial de Mulheres do PT-RJ emitiu uma nota de repúdio, classificando a atitude de Ceciliano como violência política de gênero e exigindo uma retratação pública por parte do secretário de Assuntos Federativos.
Em meio a essa turbulência, o anúncio da possível candidatura de Bacellar ao Senado adiciona mais um elemento à complexa teia política do estado. A movimentação é vista como uma estratégia dentro de uma disputa velada entre figuras de destaque e Cláudio Castro, visando desarticular politicamente o governador.
A festa de despedida de Luciano Vieira para o PSDB também chamou atenção, em particular pela ausência de importantes nomes do partido, como Sávio Neves, Marcelo Queiroz e Talita Galhardo. O evento, que reuniu figuras de diferentes espectros políticos, como Eduardo Paes, Cláudio Castro e Washington Reis, contrastou com a falta de manifestações de relevantes tucanos.
A convergência de forças políticas, desde petistas até membros do PL, foi comparada a uma “coligação orgiástica”, evocando a memória de Sirkis e sua visão sobre as complexas alianças no cenário político.
Fonte: diariodorio.com



