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Tragédia na Zona da Mata: mortos por temporais sobem para 49 em
Brasil

Tragédia na Zona da Mata: mortos por temporais sobem para 49 em

Última Atualizacão 26/02/2026 09:30
PainelRJ
Publicado 26/02/2026
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© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Zona da Mata Mineira enfrenta um cenário de devastação e luto após uma série de temporais que castigam a região desde a última segunda-feira (23). O balanço mais recente, divulgado nesta quinta-feira (26), confirma o aumento do número de mortos, que agora chega a 49 vítimas fatais. Juiz de Fora, a maior cidade da região, registra o maior número de óbitos, com 43 vidas perdidas, enquanto o município de Ubá contabiliza seis mortes. Além das vítimas fatais, a comunidade lida com a dor de ter entes queridos desaparecidos, sendo 16 em Juiz de Fora e dois em Ubá. A crise humanitária se aprofunda com mais de 3,5 mil pessoas desabrigadas e desalojadas, refletindo a urgência de ações coordenadas para mitigar os efeitos da catástrofe.

Balanço devastador e desafios urgentes

A intensidade dos temporais provocou uma série de deslizamentos de terra e inundações que surpreenderam moradores e sobrecarregaram a infraestrutura local. Os números atualizados pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMG) na manhã desta quinta-feira (26) pintam um quadro sombrio da realidade enfrentada pelas comunidades afetadas. A elevação do número de mortos para 49 evidencia a gravidade dos eventos e a vulnerabilidade das áreas atingidas. A dimensão da tragédia transcende os números, afetando profundamente a vida de milhares de famílias que perderam suas casas, bens e, em muitos casos, seus entes queridos.

O impacto humano e material

Em Juiz de Fora, a situação é particularmente crítica. Além das 43 mortes confirmadas, a busca por 16 desaparecidos mantém equipes de resgate em uma corrida contra o tempo, muitas vezes sob condições de risco. A prefeitura da cidade reporta que mais de 3,5 mil pessoas foram forçadas a deixar suas residências, seja por destruição completa (desabrigadas) ou por risco iminente (desalojadas). Essas famílias estão agora dependendo de abrigos públicos, casas de parentes ou amigos, enfrentando um futuro incerto. Em Ubá, com seis mortes e dois desaparecidos, o drama é igualmente intenso, embora em menor escala. As cenas de destruição se repetem: casas soterradas, ruas intransitáveis, pontes colapsadas e infraestrutura básica comprometida. Desde o início das chuvas, a Defesa Civil registrou impressionantes 1.257 ocorrências, que vão desde quedas de árvores e muros até deslizamentos de grande proporção e alagamentos generalizados. A complexidade do cenário exige uma resposta multifacetada, englobando desde o resgate de vítimas até o fornecimento de assistência humanitária e o início da reconstrução.

A resposta das autoridades

Diante da magnitude do desastre, as autoridades locais e estaduais mobilizaram uma força-tarefa robusta. O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais lidera as operações de busca e salvamento, utilizando equipamentos especializados e cães farejadores para localizar desaparecidos sob escombros. A Defesa Civil estadual e municipal atua na coordenação das ações de emergência, na avaliação de riscos e na distribuição de auxílio. Abrigos provisórios foram estabelecidos para acolher os desabrigados, e campanhas de arrecadação de donativos, como alimentos não perecíveis, água potável, roupas e produtos de higiene, foram iniciadas para suprir as necessidades mais urgentes das vítimas. A declaração de estado de calamidade pública permite que os municípios recebam apoio adicional e desburocratiza processos para a liberação de recursos, essenciais para a recuperação a longo prazo. No entanto, a extensão dos danos e o número elevado de ocorrências representam um desafio imenso para a capacidade de resposta, exigindo colaboração contínua entre diferentes esferas governamentais e a sociedade civil.

As causas da tragédia e a persistência do risco

A série de temporais que assola a Zona da Mata Mineira não é um evento isolado, mas sim o resultado da combinação de fatores meteorológicos adversos e vulnerabilidades socioambientais. A passagem de uma frente fria sobre o estado de Minas Gerais tem sido o principal motor dessa instabilidade, trazendo consigo volumes de chuva atípicos para a época, que se somam a solos já encharcados, aumentando exponencialmente o risco de desastres.

Cenário meteorológico adverso

Segundo a Defesa Civil estadual, a frente fria mantém um cenário de instabilidade meteorológica persistente. As projeções indicam que os acumulados de chuva podem variar entre 40 e 60 milímetros em diversas regiões do estado, incluindo a Zona da Mata, a região metropolitana de Belo Horizonte, o centro, o Norte e o Noroeste de Minas. Esses volumes, que em condições normais seriam significativos, tornam-se extremamente perigosos em áreas já fragilizadas. O risco de alagamentos e enxurradas é iminente em vales e áreas urbanas com pouca drenagem. Além disso, o perigo de deslizamentos de terra é acentuado em encostas e morros, onde a saturação do solo pode levar ao rompimento e desabamento. Os temporais são frequentemente acompanhados por pancadas fortes com raios e trovoadas, rajadas de vento que podem atingir até 80 quilômetros por hora e ocorrência de granizo isolado, intensificando a destruição e os perigos para a população. Mesmo com temperaturas máximas variando entre 25°C e 28°C, a sensação térmica é de apreensão e o ambiente de risco permanece.

Vulnerabilidade e alertas climáticos

A recorrência de desastres naturais no Brasil, e em Minas Gerais em particular, levanta discussões importantes sobre a urbanização desordenada, a falta de planejamento territorial e a ocupação de áreas de risco. Muitas das comunidades afetadas pelos deslizamentos estão localizadas em encostas íngremes ou margens de rios, construídas muitas vezes sem infraestrutura adequada ou fiscalização. Este cenário, somado à intensificação dos eventos climáticos extremos – um reflexo das mudanças climáticas globais – cria uma receita para tragédias. Embora não seja possível atribuir diretamente cada evento climático a uma única causa, especialistas apontam para uma tendência de chuvas mais intensas e concentradas, que sobrecarregam os sistemas de drenagem e a capacidade de resiliência dos solos. A negligência histórica com a prevenção e o investimento em infraestrutura de contenção e drenagem, aliada à expansão urbana descontrolada, agrava o impacto de cada temporada chuvosa. A necessidade de políticas públicas robustas de gerenciamento de riscos, mapeamento de áreas vulneráveis e educação da população sobre como agir em situações de emergência é mais premente do que nunca.

Conclusão

A Zona da Mata Mineira vive dias de profunda tristeza e desafios monumentais, com o aumento do número de mortos e desaparecidos devido aos recentes temporais. A tragédia em Juiz de Fora e Ubá serve como um doloroso lembrete da fragilidade humana diante da fúria da natureza e da urgência de repensar nossas cidades. A resposta imediata das autoridades e a solidariedade da sociedade civil são cruciais para aliviar o sofrimento das vítimas e iniciar o longo processo de recuperação. Contudo, é imperativo que esta crise inspire ações preventivas de longo prazo, incluindo investimentos em infraestrutura resiliente, planejamento urbano rigoroso e políticas de adaptação às mudanças climáticas. Somente assim será possível construir um futuro mais seguro para as comunidades mais vulneráveis, transformando a dor presente em lições para o porvir.

FAQ

1. Quantas pessoas morreram nos temporais em Juiz de Fora e Ubá?
Até a última atualização desta quinta-feira (26), o número de mortos devido aos deslizamentos e enchentes na Zona da Mata Mineira chegou a 49. Juiz de Fora registra 43 mortes e Ubá, seis.

2. Qual a situação dos desabrigados e desalojados nas cidades afetadas?
A prefeitura de Juiz de Fora informou que há mais de 3,5 mil pessoas desabrigadas (que perderam suas casas) e desalojadas (que tiveram que deixar suas casas temporariamente por segurança). Muitas estão em abrigos públicos ou em casas de familiares e amigos.

3. Ainda há risco de chuvas e novas ocorrências na Zona da Mata Mineira?
Sim, segundo a Defesa Civil estadual, a passagem de uma frente fria mantém o cenário de instabilidade meteorológica. Há risco de mais chuvas intensas, alagamentos, enxurradas e deslizamentos na Zona da Mata mineira e em outras regiões do estado, com rajadas de vento e possibilidade de granizo isolado.

Ajude as famílias impactadas pela tragédia na Zona da Mata Mineira. Procure os canais oficiais das prefeituras de Juiz de Fora e Ubá para saber como você pode contribuir com doações e apoio aos esforços de reconstrução.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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