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Shopping Tijuca: lojistas retornam após incêndio com vítimas
Rio de Janeiro

Shopping Tijuca: lojistas retornam após incêndio com vítimas

Última Atualizacão 12/01/2026 14:30
PainelRJ
Publicado 12/01/2026
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Shopping Tijuca permanece interditado para clientes, sem data confirmada para reabertura - Foto: ...
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O Shopping Tijuca, um dos centros comerciais mais movimentados da zona norte do Rio de Janeiro, vivencia uma fase de reabertura gradual e restrita dez dias após ser palco de um devastador incêndio. Desde o fatídico 2 de janeiro, o empreendimento permaneceu com suas portas fechadas ao público, mas neste fim de semana, lojistas foram autorizados a acessar parcialmente seus estabelecimentos. A medida, embora essencial para a recuperação dos negócios, ocorre em meio a investigações intensas e a profunda tristeza pela perda de dois brigadistas que atuaram heroicamente no combate às chamas. A administração do Shopping Tijuca reforça seu compromisso com a transparência e a segurança, colaborando plenamente com as autoridades competentes para elucidar as causas e responsabilidades do sinistro.

Acesso gradual e restrições impostas

A decisão de permitir o retorno dos lojistas ao Shopping Tijuca representa um primeiro e cauteloso passo rumo à normalização das atividades, mas não significa uma reabertura completa. A administração do centro comercial, em consonância com as determinações da Defesa Civil, estabeleceu regras claras para este acesso parcial, visando garantir a segurança de todos enquanto as áreas afetadas passam por avaliações e reparos. O acesso do público geral continua estritamente proibido, com a data de reabertura total ainda a ser confirmada, dependendo do progresso das investigações e da liberação das autoridades.

Liberação para lojistas e áreas críticas

A liberação concedida aos lojistas permite que responsáveis por lojas e quiosques em pavimentos específicos do Shopping Tijuca realizem atividades essenciais de limpeza, reparos e manutenção. Este acesso visa minimizar os prejuízos e preparar os estabelecimentos para o momento da reabertura plena. Contudo, há restrições significativas: o subsolo e parte do andar L1, onde se localizam 14 estabelecimentos, permanecem totalmente interditados. A Defesa Civil impôs essa interdição devido à extensão dos danos nessas áreas, que exigem uma inspeção mais aprofundada e trabalhos de recuperação mais complexos antes de qualquer liberação, mesmo para os lojistas. A segurança estrutural e a integridade das instalações são prioridades máximas neste processo de recuperação e avaliação.

O trágico incidente e suas consequências

O incêndio que atingiu o Shopping Tijuca em 2 de janeiro não apenas causou grandes danos materiais e interrupção das atividades comerciais, mas também deixou uma marca indelével de luto e consternação. O centro comercial, que abrigava cerca de sete mil pessoas no momento do incidente, precisou ser evacuado em tempo recorde, em uma operação que demonstrou a eficácia dos planos de emergência, mas que, lamentavelmente, resultou em perdas humanas. A tragédia ressaltou a importância e os riscos inerentes à profissão de brigadista, heróis anônimos que atuam na linha de frente para proteger vidas e bens.

A cronologia do fogo e a evacuação

No início da tarde de 2 de janeiro, um foco de incêndio irrompeu em uma das instalações do shopping, rapidamente gerando fumaça e pânico. O plano de evacuação foi imediatamente acionado, e as sete mil pessoas presentes no local, entre clientes e funcionários, foram retiradas em segurança. A agilidade na evacuação foi crucial para evitar um número maior de vítimas. Equipes de brigadistas do próprio estabelecimento foram os primeiros a atuar no combate às chamas, antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros. Sua ação inicial, embora tenha sido fundamental para conter a propagação do fogo e auxiliar na evacuação, expôs esses profissionais a riscos extremos, com consequências devastadoras.

Vítimas e o impacto na equipe de segurança

Infelizmente, o esforço heróico da equipe de brigadistas do Shopping Tijuca teve um custo altíssimo. O supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes foram atingidos pelas chamas e inalaram uma quantidade fatal de fumaça, vindo a óbito no local do incidente. A perda de Anderson e Emellyn gerou uma onda de pesar e solidariedade, tanto dentro da comunidade do shopping quanto na sociedade em geral. Suas mortes jogam luz sobre a bravura e a dedicação dos profissionais de segurança em estabelecimentos comerciais e levantam questões importantes sobre os equipamentos, treinamentos e protocolos de segurança para esses cenários. O incidente serve como um doloroso lembrete dos perigos enfrentados por aqueles que se dedicam a proteger a vida e o patrimônio alheio.

Investigações em curso e busca por respostas

Diante da gravidade do incêndio e da lamentável perda de vidas, as autoridades competentes agiram prontamente para iniciar uma série de investigações. O objetivo é claro: apurar as causas do sinistro, identificar possíveis falhas e responsabilizar os envolvidos. A administração do Shopping Tijuca manifestou total disposição em colaborar, fornecendo todas as informações e recursos necessários para o andamento dos inquéritos, reafirmando seu compromisso com a transparência e a justiça.

A colaboração da administração e o inquérito policial

A 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca) é a responsável pelo inquérito que busca desvendar as circunstâncias do incêndio. Agentes já ouviram testemunhas, incluindo funcionários do centro comercial, para reconstruir a cronologia dos eventos e coletar evidências. A colaboração ativa da administração do Shopping Tijuca tem sido enfatizada, com a disponibilização de documentos, imagens de segurança e acesso às instalações para perícia. Este inquérito policial é fundamental para determinar a origem do fogo, avaliar se houve negligência ou falhas nos sistemas de segurança e manutenção, e, consequentemente, determinar as responsabilidades cíveis e criminais.

Demanda por CPI na Alerj

Além da investigação policial, o caso também ganhou repercussão política. Deputados estaduais do Rio de Janeiro estão articulando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para investigar o incêndio. A proposta de uma CPI demonstra a preocupação dos parlamentares com a gravidade do ocorrido e a necessidade de um escrutínio mais amplo sobre os protocolos de segurança em grandes centros comerciais. Uma CPI tem o poder de convocar testemunhas, requisitar documentos e promover debates públicos, podendo ir além da apuração criminal para investigar aspectos regulatórios, fiscalizatórios e a conformidade com as normas de segurança contra incêndios em estabelecimentos de grande porte.

Perspectivas futuras e o caminho para a recuperação

A reabertura parcial do Shopping Tijuca para lojistas marca o início de um longo e complexo processo de recuperação. Enquanto as investigações seguem seu curso para oferecer respostas às famílias das vítimas e à comunidade, o foco se volta para a reconstrução e a garantia de que um evento dessa natureza não se repita. A administração do shopping se compromete a implementar todas as melhorias e ajustes recomendados pelas autoridades, visando reforçar ainda mais a segurança e restaurar a confiança de seus frequentadores e lojistas. A expectativa é que o centro comercial possa, em breve, retomar plenamente suas operações, mas com a lição aprendida e um compromisso renovado com a vida e o bem-estar de todos.

Perguntas frequentes

Quando o Shopping Tijuca foi afetado pelo incêndio?
O incêndio que levou à interdição do Shopping Tijuca ocorreu no dia 2 de janeiro.

Quais áreas do shopping permanecem fechadas e por quê?
O subsolo e parte do andar L1, que abrigam 14 estabelecimentos, continuam totalmente fechados por determinação da Defesa Civil, devido aos danos e à necessidade de avaliações e reparos. O acesso ao público geral permanece interditado em todo o shopping.

Quantas pessoas morreram no incêndio e quem eram?
Duas pessoas morreram no incêndio: o supervisor de brigadistas Anderson Aguiar do Prado e a brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes, que atuaram no combate às chamas.

Quando o Shopping Tijuca será reaberto ao público?
A data de reabertura total do Shopping Tijuca para o público ainda não foi confirmada. A administração aguarda a liberação das autoridades e o progresso das obras de reparo e adequação.

Para acompanhar todas as atualizações sobre a reabertura do Shopping Tijuca e os desdobramentos das investigações, mantenha-se informado através de fontes de notícias confiáveis.

Fonte: https://temporealrj.com

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