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Shopping Jardim Guadalupe vende terreno para complexo de 720 apartamentos
Rio de Janeiro

Shopping Jardim Guadalupe vende terreno para complexo de 720 apartamentos

Última Atualizacão 27/02/2026 16:30
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Publicado 27/02/2026
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O Shopping Jardim Guadalupe, um empreendimento que desde sua inauguração em 2011 tem enfrentado uma série de desafios complexos, anunciou uma significativa reestruturação em seu modelo de negócios. Localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, às margens da movimentada Avenida Brasil, o centro comercial decidiu vender uma parcela estratégica de seu terreno. A aquisição foi realizada pela incorporadora Jerônimo da Veiga, que tem planos de edificar um ambicioso complexo residencial popular no espaço. Este movimento estratégico visa não apenas sanear as finanças do shopping, mas também representa uma tentativa de revitalizar a área e introduzir um novo perfil de uso para o terreno, inserindo-o no dinâmico mercado imobiliário carioca. A iniciativa sublinha uma tendência crescente de empreendimentos híbridos em regiões urbanas em transformação.

A reestruturação imobiliária no Shopping Jardim Guadalupe

A decisão de ceder parte de seu terreno para o desenvolvimento imobiliário marca um ponto de viragem para o Shopping Jardim Guadalupe. Lançado com a promessa de ser um polo de compras e lazer para a Zona Norte carioca, o empreendimento tem, ao longo de sua trajetória, lidado com uma série de obstáculos que impactaram diretamente sua viabilidade econômica e atratividade. A venda da área para a construção de um empreendimento residencial é vista como uma medida estratégica essencial para a “reorganização das contas”, injetando capital fresco e redefinindo o futuro do complexo.

A estratégia de venda e o novo empreendimento

A transação com a incorporadora Jerônimo da Veiga prevê a construção de um robusto conjunto residencial popular. O projeto contempla a edificação de quatro blocos de apartamentos, somando um total impressionante de 720 unidades habitacionais. Esta iniciativa sinaliza uma mudança paradigmática: de um modelo predominantemente focado no varejo para um ecossistema misto, integrando moradia e comércio. A expectativa é que a presença de centenas de novos moradores no entorno imediato do shopping possa gerar um fluxo constante de potenciais consumidores, revitalizando o comércio local e contribuindo para uma maior taxa de ocupação dos pontos comerciais remanescentes.

Além do impacto direto no faturamento e na ocupação do shopping, a construção de um novo complexo residencial na região de Guadalupe pode trazer benefícios mais amplos para a infraestrutura local. O aumento da população residente geralmente estimula investimentos em serviços públicos, transporte e segurança, potencialmente melhorando a qualidade de vida para os moradores existentes e futuros. A incorporação de moradias populares em uma área com acesso à Avenida Brasil e a um shopping center pode ser vista como uma solução para a demanda habitacional e uma aposta na valorização de uma área estratégica da cidade.

Desafios persistentes e o histórico do empreendimento

Desde sua abertura em 2011, o Shopping Jardim Guadalupe tem sido palco de uma série de dificuldades que impediram seu pleno desenvolvimento. O empreendimento nunca conseguiu atingir sua capacidade máxima de ocupação, com uma significativa parcela de suas lojas permanecendo vazias. Atualmente, dos 191 pontos comerciais originalmente projetados, apenas 59 estão operacionais, o que representa uma taxa de ocupação de pouco mais de 30%. Essa baixa performance é um reflexo direto de problemas estruturais e socioeconômicos que historicamente afetam a região.

Impacto da segurança e do poder de compra

Um dos fatores mais críticos que têm impactado o desempenho do Shopping Jardim Guadalupe é o elevado índice de criminalidade na área. Inúmeros episódios de assaltos registrados em seus acessos e nas proximidades do shopping têm afastado tanto grandes marcas quanto consumidores. A percepção de insegurança é um poderoso desestimulante para o fluxo de visitantes, tornando o ambiente menos atraente para famílias e investidores.

Paralelamente, a região de Guadalupe e seus arredores enfrentam um desafio econômico significativo: o baixo poder de compra da população local. Essa realidade limita a capacidade de consumo e restringe o interesse de marcas de maior valor agregado, que buscam públicos com maior capacidade de gasto. A combinação de baixa segurança e poder de compra restrito cria um ciclo vicioso, onde a falta de grandes varejistas e a redução do fluxo de pessoas impactam negativamente o interesse de novos lojistas, aprofundando o problema da vacância.

Tentativas de revitalização e obstáculos anteriores

A história recente do Shopping Jardim Guadalupe é marcada por tentativas de reverter o cenário adverso, muitas das quais não obtiveram sucesso duradouro. Em 2024, a construtora Gafisa chegou a firmar um acordo promissor com o fundo MACAM Shopping para injetar recursos no empreendimento, na esperança de promover uma revitalização. Contudo, esse acordo foi desfeito em 2025, apenas um ano após sua assinatura, evidenciando a complexidade e a persistência dos problemas enfrentados pelo shopping.

Outro indicativo da fragilidade operacional do centro comercial ocorreu em outubro do ano passado, quando o Cine Araújo, a sala de cinema do shopping, ameaçou encerrar suas atividades. O cinema chegou a ficar fechado por um curto período, gerando preocupação entre os poucos frequentadores e lojistas, mas retomou as operações após intensas negociações. Episódios como este reforçam a urgência da atual estratégia de venda de parte do terreno, vista como uma das poucas alternativas viáveis para garantir a continuidade e a sustentabilidade do empreendimento em longo prazo. A integração de um complexo residencial pode ser a peça que faltava para injetar nova vida e um senso de comunidade ao redor do shopping.

Conclusão

A venda de parte do terreno do Shopping Jardim Guadalupe para a construção de 720 apartamentos representa uma medida decisiva na trajetória de um empreendimento que, por mais de uma década, lutou para superar desafios estruturais, econômicos e de segurança. A decisão de migrar para um modelo híbrido, integrando moradia ao complexo comercial, reflete uma adaptação às realidades do mercado e às particularidades da Zona Norte do Rio de Janeiro. Esta estratégia não apenas visa estabilizar as finanças e aumentar o fluxo de consumidores, mas também sinaliza um reconhecimento de que o futuro dos grandes centros comerciais pode residir na multifuncionalidade e na capacidade de criar comunidades vibrantes ao seu redor. O sucesso desta empreitada dependerá de uma gestão eficiente e da capacidade de integrar harmoniosamente os novos moradores com as operações comerciais existentes, transformando os desafios históricos em oportunidades para um novo capítulo de desenvolvimento para Guadalupe.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual o principal motivo para o Shopping Jardim Guadalupe vender parte de seu terreno?
O principal motivo é a necessidade de reorganizar as contas e sanear as finanças do empreendimento, que tem enfrentado baixa taxa de ocupação, problemas estruturais e desafios socioeconômicos desde sua inauguração em 2011. A venda injeta capital e permite a entrada no mercado imobiliário.

Quantos apartamentos serão construídos na área vendida?
A incorporadora Jerônimo da Veiga planeja construir quatro blocos residenciais, totalizando 720 unidades habitacionais de perfil popular.

Como a construção de apartamentos pode impactar o shopping?
A expectativa é que a presença de centenas de novos moradores no entorno imediato do shopping gere um fluxo constante de potenciais consumidores, aumentando a movimentação, a taxa de ocupação das lojas e, consequentemente, o faturamento do centro comercial. Também pode impulsionar investimentos em infraestrutura local.

Quais os principais problemas históricos enfrentados pelo Shopping Jardim Guadalupe?
Os problemas incluem baixa taxa de ocupação (apenas 59 dos 191 pontos comerciais ocupados), altos índices de criminalidade na região que afasta consumidores e lojistas, e baixo poder de compra da população local, o que limita o interesse de grandes marcas.

Explore mais sobre o futuro do varejo e o desenvolvimento urbano

Acompanhe nossos próximos artigos para análises detalhadas sobre as tendências do mercado imobiliário e as transformações dos grandes centros comerciais nas metrópoles brasileiras.

Fonte: https://temporealrj.com

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TAGGED:empreendimentoguadalupejardimocupaçãoshopping
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