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Secretário do Rio aponta fraude grave em posto aberto por decisão judicial
Rio de Janeiro

Secretário do Rio aponta fraude grave em posto aberto por decisão judicial

Última Atualizacão 01/03/2026 09:00
PainelRJ
Publicado 01/03/2026
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Tempo Real RJ
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No sábado, 28 de outubro, uma inspeção minuciosa conduzida pelo secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, João Vitor Pires, revelou uma série de graves irregularidades no Posto Shell Bragal Benfica, localizado na Rua São Luís Gonzaga n⁰ 1951, na Zona Norte da capital fluminense. As descobertas incluem evidências contundentes de fraude volumétrica nas bombas de combustível, a comercialização de gasolina com um teor alarmante de etanol, significativamente acima do permitido pelas normas técnicas vigentes, e a instalação de um engenhoso sistema elétrico clandestino, popularmente conhecido como “gato”, que, segundo as investigações, seria utilizado para desativar os mecanismos de fraude durante as fiscalizações. O caso ganha contornos de urgência e frustração para as autoridades, visto que, apesar de ser a quinta vez que tais problemas são identificados neste posto de gasolina, o estabelecimento continua operando normalmente. Sua permanência em funcionamento é assegurada por uma determinação judicial anterior, que impede novas interdições por parte do órgão de defesa do consumidor, gerando um impasse significativo na proteção dos direitos dos consumidores cariocas.

Aferição e adulteração: a bomba que engana e o combustível que destrói

As denúncias apresentadas pelo secretário João Vitor Pires são graves e impactam diretamente o bolso e a segurança dos motoristas. Durante a fiscalização, testes de aferição das bombas foram realizados, revelando um esquema de fraude que engana o consumidor no volume de combustível entregue. Paralelamente, análises do combustível comercializado expuseram uma adulteração severa, com consequências potencialmente catastróficas para os veículos.

Fraude volumétrica: até 11 litros de diferença por abastecimento

Os testes de aferição realizados nas bombas do Posto Shell Bragal Benfica demonstraram uma diferença alarmante entre o volume de combustível que o equipamento marcava e o que era efetivamente entregue ao veículo. O secretário Pires, ao documentar a fiscalização, apontou que, inicialmente, uma diferença de 5 litros foi observada. À medida que o teste progredia para um volume maior de abastecimento, a discrepância aumentava consideravelmente, chegando a 10 e, em outro momento, a impressionantes 11 litros de diferença. Isso significa que, em um abastecimento de 50 litros, por exemplo, o consumidor poderia estar pagando por um volume muito superior ao que realmente recebia, sendo lesado financeiramente de forma significativa. Essa prática configura uma fraude volumétrica explícita, que, além de ilegal, mina a confiança dos cidadãos nos estabelecimentos de serviço.

Gasolina com 60% de etanol: um perigo para os motores

Além da fraude na quantidade, a qualidade do combustível vendido no posto foi severamente questionada. A fiscalização identificou que a gasolina comum comercializada no local apresentava um teor de etanol anidro de 60%. Este percentual está muito acima do limite máximo estabelecido pelas normas técnicas brasileiras, que regulamentam a adição de etanol na gasolina em até 30%. O secretário, ao comentar a descoberta, classificou o produto de forma irônica como “sabor gasolina”, mas alertou para os graves riscos aos veículos. Abastecer com combustível com tal nível de adulteração pode causar danos severos e irreversíveis a componentes internos dos motores, como o sistema de injeção, velas, bicos e até mesmo ao tanque de combustível, levando a prejuízos financeiros significativos para os proprietários de automóveis. A alta concentração de etanol também pode comprometer o desempenho do motor, aumentar o consumo e, em casos extremos, provocar panes.

O ‘gato’ elétrico: um esquema para burlar a fiscalização

Um dos aspectos mais alarmantes revelados pela fiscalização foi a descoberta de um suposto sistema de fraude ainda mais elaborado: a instalação de uma conexão elétrica clandestina, conhecida como “gato”. Este arranjo irregular teria a função de manipular o funcionamento das bombas de combustível, especificamente para desativar o mecanismo de fraude no momento das inspeções oficiais.

Fiação clandestina: o controle remoto das fraudes

Durante a vistoria, João Vitor Pires detalhou a localização de uma fiação que, segundo ele, claramente indicava a presença de uma ligação elétrica irregular. Esta fiação, aparentemente bem disfarçada, seguiria até as bombas de combustível, formando um elo direto com o sistema operacional. A hipótese levantada é que este “gato” permitiria a uma pessoa, estrategicamente posicionada, desligar o esquema de fraude volumétrica ou de adulteração no instante em que um fiscal se aproximasse, garantindo que as bombas operassem corretamente durante a inspeção e, assim, passassem despercebidas. Uma vez que a fiscalização terminasse e os agentes se retirassem, o sistema seria reativado, permitindo que a fraude continuasse. Essa tática revela um alto grau de premeditação e sofisticação no esquema de enganar os consumidores e burlar a legislação, tornando o trabalho das autoridades de proteção ao consumidor ainda mais complexo e desafiador.

O impasse jurídico: posto permanece aberto apesar das denúncias

A recorrência das irregularidades no Posto Shell Bragal Benfica e o fato de o estabelecimento continuar operando levantam sérias questões sobre a eficácia da fiscalização e o papel do sistema judiciário na proteção do consumidor. O histórico de interdições e reaberturas, culminando na situação atual de impedimento legal, demonstra um complexo impasse.

Interdições passadas e a barreira judicial atual

De acordo com o secretário João Vitor Pires, o Posto Shell Bragal Benfica já foi interditado por seu órgão em outras três ocasiões devido a irregularidades similares. No entanto, após cada interdição, o estabelecimento conseguiu reabrir, em pelo menos uma das vezes, por meio de uma liminar concedida pela Justiça. A situação atual é ainda mais crítica: o secretário afirma que, apesar das novas e graves descobertas de fraude e adulteração, ele está proibido por determinação judicial de realizar novas interdições no local. Essa decisão coloca as autoridades de defesa do consumidor em uma posição delicada, impedindo-as de agir imediatamente para proteger a população de práticas abusivas e potencialmente danosas. O impasse jurídico não apenas permite a continuidade das operações fraudulentas, mas também envia uma mensagem preocupante sobre a capacidade do poder público de fiscalizar e garantir os direitos dos consumidores. A decisão judicial que mantém o posto em funcionamento, mesmo diante de flagrantes e reincidentes violações, se tornou o principal obstáculo para a defesa do consumidor neste caso específico, gerando um debate sobre o equilíbrio entre os direitos empresariais e a proteção coletiva.

Perguntas frequentes (FAQ)

Q1: Quais irregularidades foram encontradas no Posto Shell Bragal Benfica?
R: As fiscalizações revelaram fraude volumétrica nas bombas , gasolina adulterada com 60% de etanol (o dobro do permitido por lei), e a instalação de um “gato” elétrico para burlar as fiscalizações.

Q2: Por que o posto continua aberto mesmo após repetidas denúncias e interdições?
R: O posto permanece em funcionamento devido a uma determinação judicial anterior que impede novas interdições por parte do órgão de defesa do consumidor, apesar das reincidências e da gravidade das novas irregularidades constatadas.

Q3: Quais são os perigos de abastecer com gasolina adulterada com 60% de etanol?
R: Abastecer com gasolina com 60% de etanol, muito acima do limite legal, pode causar sérios danos ao motor do veículo, incluindo o sistema de injeção, bicos, velas e componentes do tanque, além de aumentar o consumo e comprometer o desempenho.

Q4: O que significa o “gato” elétrico mencionado nas bombas do posto?
R: O “gato” elétrico é uma fiação clandestina supostamente instalada nas bombas de combustível para desativar os sistemas de fraude volumétrica ou de adulteração no momento de uma fiscalização, permitindo que o posto opere dentro da legalidade temporariamente para enganar os fiscais.

Para se proteger e ajudar a combater irregularidades, esteja sempre atento aos sinais de adulteração e fraude. Denuncie postos suspeitos aos órgãos de fiscalização de sua cidade e compartilhe informações relevantes. A participação cidadã é crucial para garantir a qualidade dos serviços e a segurança do consumidor.

Fonte: https://temporealrj.com

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