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Rio de Janeiro e Dinamarca unem forças para eólica offshore e energia
Política

Rio de Janeiro e Dinamarca unem forças para eólica offshore e energia

Última Atualizacão 31/01/2026 15:06
Painel RJ
Publicado 31/01/2026
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O estado do Rio de Janeiro prepara-se para um salto significativo em sua matriz energética, formalizando uma parceria estratégica com a Agência Dinamarquesa de Energia (DEA). Este acordo de cooperação visa impulsionar a expansão da eólica offshore e outras frentes cruciais para a transição energética no estado, posicionando o Rio de Janeiro como um polo de inovação e sustentabilidade. A iniciativa abrange capacitações técnicas, aprofundamento de estudos e um intercâmbio de experiências, consolidando os esforços do estado para se tornar um líder na produção de energia limpa no Brasil. A colaboração internacional é um passo fundamental para transformar o vasto potencial eólico marinho da região em realidade, com implicações positivas para a economia e o meio ambiente.

A parceria estratégica e seus pilares

A união entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Agência Dinamarquesa de Energia, vinculada ao Ministério do Clima, Energia e Serviços Públicos da Dinamarca, representa um marco na trajetória fluminense rumo à sustentabilidade energética. Esta colaboração é vista como essencial para acelerar o desenvolvimento de novas fontes de energia e fortalecer a infraestrutura existente no estado, aproveitando o conhecimento técnico e a experiência da Dinamarca, reconhecida mundialmente em energias renováveis.

Colaboração internacional para um futuro energético

O governador Cláudio Castro destacou a relevância dessa parceria, unindo a vasta experiência do Rio de Janeiro na indústria de óleo e gás offshore, acumulada ao longo de cinco décadas, com a expertise internacional da Dinamarca em energia eólica. A transição não é um abandono, mas uma evolução, utilizando a infraestrutura e a mão de obra qualificadas já presentes no estado. O objetivo é claro: avançar em novas matrizes energéticas, gerar empregos de alta qualidade e promover um desenvolvimento econômico que seja inerentemente sustentável. A Dinamarca, com sua liderança consolidada em projetos eólica offshore e políticas de transição energética, trará um valioso know-how, capacitando profissionais locais e auxiliando na elaboração de estudos técnicos aprofundados para otimizar a exploração do potencial eólico marinho do Rio de Janeiro. A troca de experiências será crucial para superar desafios regulatórios, tecnológicos e ambientais, garantindo que os projetos sejam implementados com as melhores práticas globais.

Iniciativas complementares e o ecossistema da transição

Além da cooperação direta para a eólica offshore, o plano de transição energética do Rio de Janeiro abrange um conjunto de iniciativas interligadas, que criam um ecossistema robusto para a energia limpa e a economia circular. A Agência Dinamarquesa de Energia já demonstra seu comprometimento com o estado através de programas inovadores.

Simbiose industrial e a economia circular

A Agência Dinamarquesa de Energia (DEA) já atua no estado por meio do Programa de Simbiose Industrial, uma iniciativa pioneira focada na economia circular e na descarbonização do setor produtivo. Este projeto-piloto está sendo implementado no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, uma região que concentra um diversificado conjunto de indústrias. A lógica central do programa é estimular a cooperação entre empresas localizadas no mesmo território para o reaproveitamento de resíduos, subprodutos, energia, água e calor excedente. Em vez de descartar o que uma indústria considera “lixo”, ela pode se tornar insumo para outra, criando um ciclo virtuoso de recursos. A promessa é multifacetada: reduzir significativamente os custos operacionais para as empresas participantes, otimizar o uso de recursos naturais, diminuir a pegada ambiental e abrir espaço para o surgimento de novos negócios. Consequentemente, a expectativa é a geração de milhares de “empregos verdes”, impulsionando uma economia mais eficiente e ambientalmente responsável.

Marco regulatório e grandes projetos

Para sustentar o avanço da transição energética, o governo fluminense também tem se dedicado à criação de um ambiente regulatório favorável. Em 8 de janeiro deste ano, foi sancionada a Política Estadual de Apoio à Transição Energética Offshore e ao Ordenamento Territorial Marinho. Esta legislação é um pilar fundamental, estabelecendo diretrizes claras e regras organizadas para incentivar projetos de geração de energia eólica no mar, ao mesmo tempo em que garante o ordenamento do uso do espaço marítimo de forma sustentável e compatível com outras atividades econômicas.

Paralelamente, o governador Cláudio Castro reafirmou a importância de um projeto-piloto de grande envergadura em parceria com a Petrobras. Este empreendimento, que já avança para se tornar o maior do Brasil em sua categoria, visa a implantação de turbinas eólicas offshore para a produção de energia a partir do vento capturado no mar. Com um potencial eólico estimado em mais de 510 mil novos empregos, o Rio de Janeiro almeja consolidar-se como um hub nacional de transição energética, atraindo investimentos e talentos para este setor promissor.

Governança e articulação setorial

Com o intuito de coordenar todos esses esforços e garantir uma abordagem integrada, o estado também criou o Grupo de Trabalho Estadual de Eólica Offshore. Este grupo é um fórum multidisciplinar, com a participação de mais de 25 instituições ligadas à cadeia de valor do setor, incluindo representantes do governo, academia, indústria e sociedade civil. A proposta é alinhar ações técnicas, discutir e aprimorar a regulação específica para a eólica offshore, identificar áreas marítimas prioritárias para futuros projetos e organizar um robusto banco de dados ambientais e oceanográficos. Essa base de dados será essencial para a tomada de decisões estratégicas e para a mitigação de impactos ambientais, garantindo que o crescimento do setor seja feito de forma responsável e sustentável.

A convergência dessas iniciativas – cooperação internacional, programas de economia circular, marcos regulatórios e articulação setorial – desenha um futuro promissor para o Rio de Janeiro. O estado se posiciona não apenas como um grande produtor de energia eólica offshore, mas como um centro irradiador de inovação e conhecimento em transição energética, contribuindo significativamente para as metas climáticas do Brasil e para a criação de uma economia mais resiliente e verde. Os próximos anos serão decisivos para consolidar essa visão, transformando o vasto potencial em benefícios tangíveis para a população fluminense e para o país.

Perguntas frequentes

Qual o objetivo principal da parceria entre o Rio de Janeiro e a Agência Dinamarquesa de Energia?
O principal objetivo é impulsionar a expansão da energia eólica offshore e outras iniciativas de transição energética no estado do Rio de Janeiro. A parceria foca em capacitações, estudos técnicos e troca de experiências para aproveitar o potencial eólico marinho da região e gerar desenvolvimento sustentável.

Como a experiência do Rio de Janeiro na indústria de óleo e gás se relaciona com a energia eólica offshore?
A vasta experiência do Rio de Janeiro de mais de 50 anos na indústria de óleo e gás offshore oferece uma infraestrutura robusta, mão de obra qualificada e conhecimento técnico que podem ser adaptados e aproveitados para o desenvolvimento de projetos de energia eólica no mar, facilitando a transição e otimizando recursos.

O que é o Programa de Simbiose Industrial e onde está sendo implementado?
O Programa de Simbiose Industrial é uma iniciativa que estimula a cooperação entre empresas em um mesmo território para o reaproveitamento de resíduos, subprodutos, energia, água e calor excedente. Seu objetivo é reduzir custos, melhorar o uso de recursos e gerar “empregos verdes”. Atualmente, um projeto-piloto está sendo implementado no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

Qual o potencial de geração de empregos com o avanço da eólica offshore no Rio?
O governador Cláudio Castro mencionou que o avanço da energia eólica offshore tem o potencial de gerar mais de 510 mil novos empregos no estado do Rio de Janeiro, posicionando-o como um hub nacional de transição energética.

Para mais informações sobre o avanço da transição energética no Rio de Janeiro, mantenha-se atualizado com as iniciativas do governo estadual.

Fonte: https://diariodorio.com

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