O Rio Acre, na capital acreana Rio Branco, alcançou a marca de 14,55 metros neste domingo (18), superando significativamente a cota de inundação de 14,00 metros. A elevação, que já impacta as primeiras residências e áreas ribeirinhas, marca um momento crítico para a população da região, exigindo atenção contínua das autoridades e dos moradores. No entanto, as previsões hidrológicas indicam que o pico da cheia foi atingido, e a expectativa é de estabilização e posterior redução do nível das águas ainda hoje ou, no máximo, a partir de segunda-feira. Este cenário é resultado de um acúmulo de chuvas intensas no final do ano passado e início de 2026, conforme as análises e monitoramentos contínuos do sistema de alerta hidrológico.
Atingindo o pico da cheia em Rio Branco
A situação do Rio Acre em Rio Branco atingiu seu ponto mais crítico com o registro de 14,55 metros. Este patamar não apenas ultrapassa a cota de inundação de 14,00 metros, mas também confirma a ameaça iminente às comunidades ribeirinhas. A informação, divulgada por boletins de alerta hidrológico, ressalta a importância do monitoramento em tempo real para a gestão de crises. Segundo especialistas na área, o conceito de inundação é acionado quando as primeiras casas e estruturas localizadas nas margens do rio começam a ser diretamente afetadas pela subida das águas. Desta forma, a cota atual indica que parte da infraestrutura da capital acreana já está sendo impactada.
Impacto direto e monitoramento contínuo
A elevação do Rio Acre em Rio Branco é atribuída a uma combinação de fatores climáticos. Uma cheia significativa no final do ano passado, somada a um volume expressivo de chuvas no início de 2026, contribuiu para o aumento progressivo do nível do rio. A boa notícia, conforme análises de especialistas, é que o rio está alcançando seu pico neste domingo. A expectativa é que, após este ponto máximo, o nível comece a se estabilizar e inicie uma tendência de queda ainda hoje ou no decorrer da segunda-feira. Contudo, a possibilidade de novas chuvas fortes representa um fator de incerteza, podendo alterar rapidamente essa projeção e causar uma nova elevação. A vigilância dos sistemas de alerta permanece crucial para antecipar qualquer mudança no cenário hidrológico.
Cenário nos demais municípios e alertas futuros
Enquanto Rio Branco enfrenta a fase mais crítica da cheia, a situação nos municípios vizinhos apresenta um contraste. Em Xapuri, Brasiléia e Epitaciolândia, o Rio Acre registrou níveis bem abaixo das cotas de alerta e inundação. Em Xapuri, o nível foi de 11,68 metros, permanecendo abaixo da cota de alerta de 12,50 metros. Já em Brasiléia e Epitaciolândia, o rio marcou 5,84 metros, distante da cota de alerta de 9,80 metros. Nestas localidades, a onda de cheia já passou, com o nível do rio subindo e descendo em períodos anteriores, e agora apresentando uma tendência de baixa. Este cenário regional divergente destaca a dinâmica complexa da bacia do Rio Acre e a necessidade de avaliações localizadas.
Contraste regional e a vigilância contra novas chuvas
A diferença na situação hidrológica entre Rio Branco e os outros municípios da bacia ilustra como os impactos das chuvas podem variar ao longo do curso do rio. Para Xapuri, Brasiléia e Epitaciolândia, o momento de maior preocupação já foi superado. No entanto, a perspectiva de novas chuvas representa um desafio constante para toda a região. A possibilidade de precipitações adicionais pode fazer com que os níveis do Rio Acre voltem a subir, não apenas em Rio Branco, mas também nas outras cidades, exigindo que os sistemas de monitoramento permaneçam em alerta máximo. A importância de sistemas como o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Acre é inegável, pois permite acompanhar a evolução dos níveis em tempo real e emitir avisos preventivos, como o alerta emitido na última sexta-feira (16) que indicava a iminente ultrapassagem da cota de inundação em Rio Branco, que de fato se concretizou.
Perspectivas e recomendações para a população
A situação do Rio Acre em Rio Branco, embora preocupante devido à superação da cota de inundação, aponta para uma melhora nas próximas horas, com a expectativa de estabilização e posterior queda dos níveis. É crucial, no entanto, que a população permaneça vigilante e atenta às informações divulgadas pelas autoridades. Apesar do alívio imediato esperado, a bacia do Rio Acre é historicamente suscetível a cheias, e a possibilidade de novas elevações em caso de chuvas intensas não pode ser descartada. Acompanhar os boletins hidrológicos em tempo real e estar preparado para eventuais necessidades de evacuação ou medidas de proteção é fundamental para garantir a segurança e mitigar os impactos de futuros eventos.
FAQ
1. O que significa a cota de inundação do Rio Acre em Rio Branco?
A cota de inundação, estabelecida em 14,00 metros em Rio Branco, indica o nível a partir do qual as primeiras casas e áreas ribeirinhas começam a ser atingidas pela água do rio. Superar essa marca significa que a inundação já está ocorrendo e impactando a vida das comunidades locais.
2. Por que o Rio Acre subiu tanto desta vez?
A elevação do Rio Acre é atribuída a uma combinação de fatores: uma cheia anterior no final do ano passado, que já havia elevado o leito do rio, seguida por um período de chuvas muito intensas no início de 2026. Esse acúmulo de água na bacia hidrográfica resultou na superação da cota de inundação.
3. A situação nos outros municípios do Acre é a mesma que em Rio Branco?
Não. Em municípios como Xapuri, Brasiléia e Epitaciolândia, os níveis do Rio Acre estão abaixo das respectivas cotas de alerta e inundação. Nessas localidades, a onda de cheia já passou e os níveis do rio estão em processo de baixa, apresentando um cenário mais tranquilo em comparação com a capital.
Mantenha-se informado sobre a situação hidrológica da bacia do Rio Acre, acompanhando os boletins e alertas oficiais para garantir a segurança de todos.



