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Reembolso de tarifas nos EUA: mais de mil ações e um processo
Finanças

Reembolso de tarifas nos EUA: mais de mil ações e um processo

Última Atualizacão 21/02/2026 10:31
PainelRJ
Publicado 21/02/2026
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Porto de Oakland, EUA - 04/08/2025 (Foto: REUTERS/Carlos Barria)
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A Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu uma decisão de grande impacto, declarando ilegais as tarifas impostas pela administração do ex-presidente Donald Trump. Esta resolução abre caminho para um potencial reembolso de tarifas que pode atingir a cifra impressionante de US$ 175 bilhões. Contudo, a corte máxima absteve-se de detalhar como o governo federal deverá proceder com a devolução dos valores arrecadados, delegando essa responsabilidade a um tribunal inferior. O cenário atual aponta para uma complexa batalha judicial, com mais de mil ações já protocoladas por importadores em busca de restituição. Especialistas e advogados preveem uma nova onda de processos nos próximos meses, sinalizando que a disputa legal pode se estender por anos, conforme o próprio Trump chegou a prever. A incerteza paira sobre os procedimentos, os prazos e a forma como bilhões de dólares serão ressarcidos a milhares de empresas.

O contexto da decisão judicial

Tarifas de Trump declaradas ilegais

A decisão da Suprema Corte dos EUA, anunciada recentemente, representa um marco significativo para o comércio internacional e para a política econômica americana. Ao julgar que as tarifas implementadas durante o governo de Donald Trump eram ilegais, o tribunal abriu uma caixa de Pandora fiscal, com estimativas de que o montante a ser reembolsado aos importadores possa chegar a impressionantes US$ 175 bilhões. A magnitude desse valor ressalta o impacto financeiro das políticas tarifárias contestadas. No entanto, a Suprema Corte optou por não delinear os mecanismos práticos para a devolução desses fundos, transferindo essa tarefa para um tribunal de instância inferior. O próprio ex-presidente Trump, ao ser questionado sobre a possibilidade de reembolsos, já havia prognosticado que o tema resultaria em uma “longa batalha judicial”, antecipando que o litígio poderia se arrastar pelos tribunais por “cinco anos”. Sua declaração sublinha a complexidade e a resistência esperada no processo de restituição.

A corrida por restituições

Diante da decisão da Suprema Corte, a corrida por restituições já começou. Importadores de todo o país não perderam tempo, e mais de mil ações já foram formalizadas junto ao Tribunal de Comércio Internacional (CIT), uma corte especializada em disputas comerciais, aduaneiras e tarifárias. Este número, expressivo por si só, é apenas a ponta do iceberg. Advogados especializados na área preveem que uma “nova onda de processos” deverá ser apresentada nos próximos meses, à medida que mais empresas se conscientizarem de seus direitos e da viabilidade de pleitear o reembolso. A expectativa é que o CIT se torne o epicentro de uma série de litígios complexos, onde cada caso poderá apresentar particularidades que exigirão análises detalhadas. A judicialização em massa sublinha a urgência e a necessidade de clareza nos procedimentos de restituição, que atualmente permanecem obscuros para muitos dos afetados.

Entendendo o processo tarifário e o papel da aduana

Como as tarifas são cobradas e liquidadas

Para a vasta maioria dos produtos que estavam sob o regime de taxação controverso, o processo de cobrança de tarifas recai diretamente sobre o importador. No momento em que a mercadoria cruza as fronteiras dos Estados Unidos, o importador é o responsável por recolher as tarifas devidas. Para que a liberação dos produtos seja efetuada, a empresa precisa depositar uma garantia junto à U.S. Customs and Border Protection (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) e efetuar o pagamento de uma taxa que é estimada com base no valor da carga. Esta etapa inicial é crucial para o desembaraço aduaneiro e permite que as mercadorias entrem no país.

Após a entrada, o governo inicia o que é conhecido como “liquidação” da tarifa. Este procedimento consiste na determinação final e precisa do valor que é realmente devido pelo importador. A fase de liquidação não é imediata; em média, leva cerca de 314 dias para ser concluída após o desembaraço aduaneiro. É neste momento que os ajustes são feitos: se o importador pagou um valor superior ao que foi finalmente determinado como devido, ele tem direito a receber a diferença de volta. Por outro lado, se o pagamento inicial foi inferior, a empresa é obrigada a complementar o valor devido. Este sistema detalhado, embora burocrático, é fundamental para o controle das importações e para a arrecadação das taxas alfandegárias.

O caminho para o reembolso: desafios e perspectivas

O posicionamento da Suprema Corte e o Tribunal de Comércio Internacional

A possibilidade de reembolso ganhou contornos mais nítidos com o voto do juiz Brett Kavanaugh na Suprema Corte. Ele enfatizou que a decisão do tribunal teria “consequências práticas imediatas” para os EUA, incluindo a “obrigação de o governo reembolsar bilhões de dólares” a importadores que efetuaram pagamentos sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Kavanaugh inclusive apontou que empresas que eventualmente repassaram o custo das tarifas aos seus consumidores ainda poderiam ser elegíveis para a restituição. Contudo, o juiz previu um processo de reembolso “provavelmente caótico”. De fato, a Suprema Corte absteve-se de detalhar o como do reembolso, deixando essa tarefa a cargo de um tribunal inferior. O caso deve, portanto, retornar ao United States Court of International Trade (CIT), o tribunal especializado em questões de comércio exterior e tarifas. O CIT já havia estabelecido, em dezembro, sua prerrogativa de reexaminar decisões tarifárias consideradas definitivas e determinar a devolução de valores, acrescidos de juros, uma prerrogativa que a administração Trump, na época, não questionou.

Procedimentos e prazos para pleitear a restituição

Ainda que a decisão da Suprema Corte tenha aberto a porta para os reembolsos, o processo para pleitear a restituição é complexo. Especialistas na área legal apontam que, em princípio, cada empresa deverá ingressar individualmente com uma ação no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA para reivindicar os valores devidos. Há uma incerteza considerável sobre a viabilidade de se formar uma ação coletiva que englobe diversos importadores afetados, o que poderia simplificar e agilizar o processo. Segundo a legislação comercial americana, o prazo para solicitar o reembolso é de dois anos a partir da data de pagamento da tarifa. No entanto, grupos empresariais alertam que, mesmo com este prazo, o processo de restituição pode se estender por muitos anos.

Uma série de detalhes operacionais contribui para essa expectativa de demora. Embora o governo mantenha um sistema detalhado de registro das tarifas pagas, o que poderia, em teoria, facilitar o cálculo dos valores a serem devolvidos, pequenas empresas expressam preocupação. Elas defendem reembolsos automáticos, temendo que uma checagem minuciosa da documentação de cada caso possa atrasar significativamente os pagamentos. Além disso, nem todas as empresas que arcaram com o custo das tarifas podem receber a restituição diretamente. O reembolso será feito ao “importador registrado”, que é a entidade legalmente responsável por garantir a conformidade das mercadorias importadas. Isso significa que empresas que assumiram o custo por meio de contratos podem ter de recorrer à Justiça para definir quem, de fato, tem direito aos valores. Em meio a essa incerteza e à possível longa espera, parte dos importadores já optou por negociar seus créditos com investidores de Wall Street, antecipando liquidez e transferindo os riscos do processo.

Perspectivas e o futuro dos reembolsos

O cenário que se desenha para o reembolso das tarifas nos EUA é de uma complexidade jurídica e financeira sem precedentes. A decisão da Suprema Corte, embora definidora, marca apenas o início de uma longa jornada para importadores e para o governo. A indefinição sobre os métodos de restituição, a necessidade de ações individuais e a potencial demora no processamento dos pedidos colocam empresas em uma situação de espera e incerteza. A questão de quem efetivamente receberá os valores, especialmente em casos onde os custos foram repassados ou créditos negociados, adiciona uma camada extra de desafios legais. Este processo, que poderá remodelar aspectos do comércio internacional e do relacionamento entre empresas e o fisco, exigirá vigilância constante e adaptação por parte de todos os envolvidos, enquanto o Tribunal de Comércio Internacional busca estabelecer os procedimentos para lidar com bilhões de dólares em restituições.

FAQ

1. Quem tem direito ao reembolso das tarifas ilegais?
Empresas importadoras que pagaram as tarifas consideradas ilegais durante a administração Trump, mesmo aquelas que repassaram os custos aos consumidores, podem ter direito ao reembolso. A restituição será feita ao “importador registrado”.

2. Qual o prazo para solicitar a restituição das tarifas?
De acordo com a legislação comercial americana, o prazo estabelecido para que as empresas pleiteiem o reembolso é de dois anos a partir da data em que a tarifa foi originalmente paga.

3. Quanto tempo pode demorar o processo de restituição?
Grupos empresariais e especialistas alertam que o processo de reembolso pode levar anos devido à necessidade de ações individuais, à complexidade dos procedimentos de checagem de documentos e a possíveis disputas legais sobre quem é o verdadeiro beneficiário dos fundos.

Mantenha-se informado sobre este complexo cenário legal e financeiro, pois as próximas decisões podem impactar significativamente o comércio internacional. Acompanhe nossas análises para entender as atualizações.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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