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Ramagem, Foragido nos EUA, depõe ao STF por videoconferência
Brasil

Ramagem, Foragido nos EUA, depõe ao STF por videoconferência

Última Atualizacão 06/02/2026 17:00
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Publicado 06/02/2026
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© Lula Marques/Agência Brasil
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Em um desdobramento crucial das investigações que apuram a tentativa de golpe de Estado no Brasil, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (5) por videoconferência. Atualmente foragido nos Estados Unidos para evitar o cumprimento de uma pena, a oitiva de Alexandre Ramagem ocorreu no âmbito de uma ação penal complexa, que havia sido temporariamente suspensa devido ao seu mandato parlamentar. A retomada do trâmite processual foi possível apenas após a cassação de seu mandato e a condenação a 21 anos de prisão por crimes graves. Este depoimento, concedido à mais alta corte do país, reacende o debate sobre a alegada utilização indevida da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e os contornos da trama golpista, com Ramagem buscando esclarecer sua participação e negar as acusações que pesam contra ele, em um cenário jurídico de grande relevância nacional.

O depoimento e as acusações da trama golpista

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ex-deputado federal, Alexandre Ramagem, compareceu virtualmente para ser ouvido em uma das frentes de investigação que examinam a alegada trama golpista. A sessão de depoimento faz parte da ação penal que investiga os acontecimentos que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023 e as articulações para subverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. A participação de Ramagem neste processo é vista como um ponto significativo, dada sua posição estratégica em órgãos de inteligência e sua proximidade com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa de Ramagem e a Abin

Durante sua oitiva no STF, Alexandre Ramagem reafirmou o conteúdo de depoimentos anteriores prestados ao longo da tramitação do processo principal. Em sua defesa, ele veementemente negou o uso ilegal e politicamente motivado da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. As acusações envolvendo a Abin são particularmente graves, pois apontam para um suposto aparelhamento de uma instituição de Estado para fins privados ou partidários, o que configuraria um abuso de poder e um atentado contra os princípios democráticos. Ramagem, que dirigiu a Abin durante parte do governo Bolsonaro, é peça-chave para o esclarecimento dessas alegações, e sua negação reforça a polaridade das narrativas em torno dos eventos investigados. A consistência de sua versão, no entanto, será cotejada com outras evidências e depoimentos colhidos no curso da investigação.

O intrincado histórico judicial e a perda do foro

A situação jurídica de Alexandre Ramagem é complexa, marcada por uma série de acusações e uma condenação substancial que se entrelaça com sua carreira política e a perda de seu mandato. A retomada de parte dos processos contra ele é um reflexo direto da alteração de seu status legal e político, culminando em uma intensificação das pressões judiciais.

Condenação prévia e crimes imputados

Antes mesmo da perda de seu mandato, Alexandre Ramagem já havia sido condenado a 21 anos de prisão. Esta condenação se deu por crimes de extrema gravidade, que incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Tais imputações desenham um cenário de grave atentado contra a ordem constitucional brasileira, indicando uma participação ativa em planos que visavam desestabilizar as instituições democráticas. A pena elevada demonstra a seriedade com que o judiciário brasileiro tem tratado as ações relacionadas a esses crimes, sinalizando uma postura firme na defesa do regime democrático. A natureza das acusações sublinha a profundidade da investigação sobre os eventos que precederam os atos de 8 de janeiro.

A imunidade parlamentar e a cassação do mandato

Enquanto exerceu o cargo de deputado federal, Alexandre Ramagem se beneficiou da prerrogativa de foro privilegiado, um mecanismo previsto na Constituição Federal para proteger a independência funcional dos parlamentares. Em função desse mandato, parte das acusações que pesavam contra ele foi suspensa, especificamente os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. Esses crimes estão diretamente relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A Constituição determina que parlamentares não respondam a certos crimes ocorridos após a diplomação enquanto estiverem no exercício do mandato. Contudo, essa proteção cessou. No final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem, em conformidade com o que a própria Constituição estabelece para casos de condenação criminal. Com a perda do mandato, o ex-diretor da Abin perdeu o foro por prerrogativa de função, e as acusações previamente suspensas voltaram a tramitar normalmente, podendo resultar em novas condenações e agravamento de sua situação jurídica.

A fuga internacional e as implicações legais

A decisão de Alexandre Ramagem de deixar o Brasil em setembro do ano passado representou um ponto de inflexão em seu processo legal, adicionando uma camada de complexidade e desafiando as determinações da Justiça brasileira. A fuga ocorreu em um momento crítico das investigações, levantando sérias questões sobre a capacidade de monitoramento das autoridades.

A rota de escape e o passaporte diplomático

A Polícia Federal (PF) confirmou que Alexandre Ramagem fugiu do país para evitar o cumprimento da pena imposta. A fuga ocorreu em setembro do ano passado, desafiando uma proibição expressa do Supremo Tribunal Federal de que ele saísse do território nacional. De acordo com as investigações da PF, Ramagem utilizou a fronteira terrestre com a Guiana para deixar o Brasil, embarcando em seguida para os Estados Unidos. Um detalhe crucial revelado pela apuração é que ele teria usado um passaporte diplomático para viajar, um documento que, segundo os relatos, não havia sido apreendido pelas autoridades. O uso de um passaporte diplomático por alguém com restrições judiciais para sair do país e já condenado levanta questionamentos sobre a fiscalização e a validade de tais documentos em contextos de investigações criminais. Sua condição de foragido nos EUA, um país com o qual o Brasil mantém acordos de cooperação jurídica, abre caminho para um eventual processo de extradição, caso as autoridades brasileiras decidam formalizar o pedido. Enquanto isso, sua participação em processos judiciais, como o depoimento ao STF, precisa ser realizada por meios remotos, como a videoconferência, para garantir o direito à defesa mesmo à distância.

Conclusão

O depoimento de Alexandre Ramagem ao Supremo Tribunal Federal, conduzido por videoconferência enquanto ele se encontra foragido nos Estados Unidos, é um marco significativo na complexa teia de investigações sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Este evento não apenas reitera a gravidade das acusações que pesam sobre o ex-deputado e ex-diretor da Abin, mas também evidencia os desafios enfrentados pelo sistema de justiça ao lidar com figuras públicas em meio a processos de grande repercussão. A perda de seu mandato parlamentar e a subsequente retomada de processos que estavam suspensos sublinham a importância do princípio de que ninguém está acima da lei. A situação de foragido de Ramagem, bem como o uso de um passaporte diplomático em sua fuga, adiciona camadas de complicação jurídica e política ao caso, com possíveis implicações para as relações diplomáticas e processos de extradição. O desdobramento deste e de outros depoimentos será crucial para a elucidação completa dos fatos, a responsabilização dos envolvidos e, fundamentalmente, para a reafirmação da integridade das instituições democráticas brasileiras. A sociedade brasileira continua a acompanhar atenta os próximos passos, esperando por clareza e justiça em um dos períodos mais conturbados de sua história recente.

Perguntas frequentes (FAQ)

Q1: Quem é Alexandre Ramagem e qual a relevância de seu depoimento?
Alexandre Ramagem é um ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Seu depoimento ao STF é relevante porque ele é uma figura central nas investigações sobre a alegada trama golpista e o suposto uso indevido da Abin para monitorar adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, oferecendo sua versão dos fatos à mais alta corte do país.

Q2: Quais crimes levaram à condenação de Ramagem e quais ainda estão sob investigação?
Alexandre Ramagem já foi condenado a 21 anos de prisão por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Após a perda de seu mandato parlamentar, crimes como dano qualificado e grave ameaça contra o patrimônio da União, relacionados aos atos de 8 de janeiro, voltaram a ser processados.

Q3: Como a imunidade parlamentar protegeu e depois desprotegeu Ramagem?
Enquanto era deputado federal, Ramagem teve parte das acusações suspensas devido ao foro privilegiado, uma prerrogativa constitucional que o protegia de certos processos. Com a cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados, essa proteção foi extinta, e os processos que estavam paralisados foram retomados.

Q4: De que forma Alexandre Ramagem conseguiu deixar o Brasil estando proibido pelo STF?
Alexandre Ramagem fugiu do Brasil em setembro do ano passado, apesar de ter sua saída do país proibida pelo STF. Segundo a Polícia Federal, ele cruzou a fronteira com a Guiana e de lá embarcou para os Estados Unidos, utilizando um passaporte diplomático que não havia sido apreendido pelas autoridades judiciais.

Para acompanhar os desdobramentos deste e outros casos que moldam o cenário político e jurídico brasileiro, continue lendo nossas análises aprofundadas e notícias atualizadas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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