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Queima de fogos: um risco sensorial para autistas e idosos
Brasil

Queima de fogos: um risco sensorial para autistas e idosos

Última Atualizacão 31/12/2025 09:31
PainelRJ
Publicado 31/12/2025
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© Alexandre Macieira/SECOM
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A tradicional queima de fogos de artifício, um espetáculo amplamente celebrado na virada do ano e em diversas festividades, esconde um lado prejudicial para uma parcela significativa da população. Para além do deslumbrante efeito visual, o intenso ruído provocado pelos artefatos pode desencadear sofrimento e perturbações em indivíduos mais sensíveis. Entre os grupos mais impactados estão crianças pequenas, idosos, e, de forma particularmente severa, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os efeitos dessa explosão sonora vão muito além do momento da celebração, podendo gerar consequências duradouras e prejudicar o bem-estar por dias. A busca por alternativas silenciosas e inclusivas ganha cada vez mais relevância diante dessa realidade.

O impacto sensorial nos autistas

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) manifesta-se com particularidades na percepção sensorial, e o ruído da queima de fogos é um dos estímulos que mais afetam essa população. A sensibilidade auditiva elevada de muitos autistas faz com que os sons intensos não sejam processados como um evento festivo, mas sim como uma ameaça ou um ataque. Essa dificuldade de processamento cerebral transforma o que para outros é celebração em um momento de extremo desconforto e pânico, gerando uma série de reações adversas.

Crises e sofrimento prolongado

Diante do barulho estrondoso e prolongado da queima de fogos, pessoas no espectro autista podem entrar em um estado conhecido como crise sensorial. Nesse cenário, o estímulo auditivo exacerbado provoca alterações comportamentais que variam de ansiedade severa e um desejo incontrolável de fugir do ambiente, até manifestações mais extremas como agressividade contra si mesmos ou contra as pessoas ao redor. Especialistas destacam que o cérebro de um autista interpreta esses ruídos como algo negativo, algo que gera um intenso desconforto, e a reação natural é tentar escapar da situação. Essa reação de fuga ou enfrentamento pode ser acompanhada de reações fisiológicas agudas, como uma descarga de adrenalina que acelera o coração e eleva a pressão arterial, comparável à sensação de estar em meio a um tiroteio. As consequências não se limitam ao período dos fogos; a perturbação pode se estender por dias, impactando a qualidade do sono e gerando insônia prolongada, irritabilidade e ansiedade contínua.

A perspectiva da família

O sofrimento causado pelo ruído dos fogos não atinge apenas o indivíduo autista, mas se estende a toda a sua família. Cuidadores e pais vivenciam a angústia de seus entes queridos, muitas vezes sem poder mitigar completamente os efeitos. É um momento de tensão e preocupação, que contrasta drasticamente com o ambiente de festa e alegria para o restante da sociedade. A prevalência global do autismo, estimada em cerca de 3% da população, ressalta a importância de uma abordagem mais empática. Embora nem todos os autistas apresentem alterações sensoriais auditivas intensas, o conceito de inclusão exige que a sociedade se adapte para acomodar as diferenças. A palavra-chave, segundo especialistas, é empatia: entender que a liberdade de uns não deve gerar sofrimento desnecessário a outros, adaptando tradições para que todos possam participar de forma plena.

Vulnerabilidade em idosos e bebês

Além das pessoas no espectro autista, outros grupos etários são particularmente vulneráveis aos efeitos negativos da queima de fogos. A intensidade dos ruídos pode provocar reações adversas significativas em idosos, especialmente aqueles com condições neurológicas pré-existentes, e em bebês, cujo desenvolvimento e necessidades de sono são cruciais. A falta de consideração por esses grupos transforma um momento de celebração em fonte de estresse e prejuízo para a saúde.

Idosos com demência

Para idosos, especialmente aqueles que convivem com alguma forma de demência, o impacto dos ruídos intensos é profundo. A dificuldade no processamento de informações e a fragilidade cognitiva inerente à demência fazem com que os sons altos e inesperados sejam perturbadores. Um idoso com demência pode entrar em surtos de delírios e alucinações diante da queima de fogos, experimentando uma desorientação e medo exacerbados. As consequências podem se estender ao dia seguinte, com prejuízos na qualidade do sono, na memória e no raciocínio. A sensação de insegurança e confusão gerada por esses eventos sonoros compromete gravemente o bem-estar e a saúde mental dessa população.

Bebês

Os bebês também são afetados de maneira negativa e significativa pela queima de fogos. Com necessidades de sono muito mais extensas e cruciais para o seu desenvolvimento do que crianças mais velhas e adultos, a interrupção do descanso pode trazer prejuízos sérios. A queima de fogos frequentemente se inicia horas antes da meia-noite, com o ruído aumentando gradualmente até o ápice, dificultando o adormecer e despertando os bebês repetidamente. Essa privação de sono pode impactar o humor, a alimentação e o desenvolvimento geral da criança. Nesses casos, o uso de sons de ambiente, como o ruído branco, ou de abafadores de ruído para crianças maiores, pode ser uma estratégia para minimizar o impacto e proteger o sono dos mais novos.

Alternativas e a busca por inclusão

Diante do impacto negativo da queima de fogos tradicionais em grupos sensíveis, a busca por alternativas mais inclusivas e seguras tem ganhado força. Diversas cidades brasileiras e ao redor do mundo já estão revendo suas práticas, adotando soluções que preservam o simbolismo das celebrações sem impor um custo sensorial a parte da população. Essa mudança reflete uma crescente conscientização sobre a necessidade de adaptar tradições para promover a convivência e a alegria para todos.

Soluções inovadoras

A inovação oferece diversas maneiras de celebrar sem o barulho ensurdecedor. A adoção de fogos de artifício sem estampido, que mantêm a beleza visual sem o impacto sonoro, é uma das alternativas mais diretas. Além disso, espetáculos de luzes com projeções e apresentações sincronizadas de drones emergem como opções tecnológicas e igualmente deslumbrantes. Essas soluções permitem manter o caráter coletivo e festivo das celebrações, ao mesmo tempo em que ampliam o direito à participação para pessoas que antes eram excluídas ou sofriam em silêncio. Várias legislações específicas já proíbem artefatos com barulho em celebrações públicas, sinalizando um caminho para o futuro. A luminosidade, diferente do som, não representa um problema para a maioria dos indivíduos autistas, desde que a família possa manter a criança longe de janelas, se necessário.

Empatia e fiscalização

A insistência no uso de fogos ruidosos em um contexto onde já existem soluções silenciosas “parece um gesto de indiferença”, conforme apontam especialistas. Celebrar pressupõe convivência, e quando a alegria de uns depende do sofrimento de outros, questionar a manutenção dessa tradição se torna legítimo. A sociedade precisa adotar uma postura de maior empatia, compreendendo que a inclusão é fundamental. Críticas são direcionadas à falta de fiscalização efetiva em muitas cidades, onde, apesar da proibição da venda de fogos de artifício com barulho, sua utilização persiste de forma generalizada. É um apelo por mais rigor na aplicação das leis para “minimizar o impacto de um comportamento humano que já deveria ter sido mudado há muito tempo”.

Um chamado à consciência e à celebração inclusiva

A discussão sobre os efeitos da queima de fogos nos mostra que muitas tradições podem ser repensadas para se tornarem mais inclusivas e empáticas. A alegria de celebrar a virada do ano ou outros eventos festivos não deveria vir ao custo do sofrimento de grupos vulneráveis como autistas, idosos e bebês. As alternativas tecnológicas e legislativas já existem, apontando para um futuro onde o espetáculo possa ser apreciado por todos, sem exceção. É um convite à reflexão sobre o verdadeiro sentido da festa coletiva: um momento de união e felicidade compartilhada, onde a sensibilidade de cada indivíduo é respeitada e valorizada. Acolher, entender e adaptar-se são passos essenciais para construir uma sociedade mais empática e verdadeiramente inclusiva.

Perguntas Frequentes

Por que a queima de fogos afeta autistas de forma tão intensa?
Pessoas no espectro autista frequentemente possuem uma sensibilidade sensorial aumentada, especialmente à audição. O som alto e inesperado dos fogos é processado pelo cérebro como uma ameaça ou ataque, e não como um evento festivo, podendo desencadear crises sensoriais com ansiedade, irritabilidade e reações físicas intensas.

Quais são os riscos para idosos e bebês durante a queima de fogos?
Idosos, principalmente aqueles com demência, podem ter dificuldades em processar os ruídos intensos, resultando em delírios, alucinações, e prejuízos no sono e raciocínio. Para bebês, que precisam de longos períodos de sono para o desenvolvimento, o barulho pode causar despertar frequente, privação de sono e irritabilidade, impactando seu bem-estar geral.

Existem alternativas para celebrar o ano novo sem fogos barulhentos?
Sim, diversas cidades já adotam alternativas como fogos de artifício silenciosos (sem estampido), espetáculos de luzes com projeções e shows de drones. Essas opções mantêm a beleza visual e o caráter festivo das celebrações, sem causar o sofrimento e o desconforto associados aos ruídos intensos dos fogos tradicionais.

Reflita sobre como podemos construir celebrações mais inclusivas e entre em contato com autoridades locais para apoiar a implementação de alternativas silenciosas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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