As ações da Vamos (VAMO3), empresa do setor de locação de veículos pesados, registraram uma queda de 2,65%, fechando a R$ 3,67, nesta quarta-feira (12). A desvalorização ocorreu após a divulgação do balanço referente ao terceiro trimestre de 2025, embora o valor final estivesse acima das mínimas alcançadas durante o dia.
O resultado da Vamos foi considerado fraco, com o lucro líquido atingindo R$ 50 milhões, representando uma queda anual de 73%. No entanto, esse valor superou as estimativas em R$ 41 milhões. A receita líquida totalizou R$ 1,5 bilhão, 4% acima do esperado, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou em R$ 895 milhões, em linha com as projeções.
O desempenho da receita foi impulsionado pelas fortes vendas de veículos usados. A inadimplência e as retomadas de ativos apresentaram uma diminuição, totalizando R$ 251 milhões. A alavancagem da empresa também apresentou uma leve queda, chegando a 3,3 vezes a dívida líquida/Ebitda, com uma dívida líquida de R$ 12 bilhões e um caixa de R$ 4,6 bilhões.
Apesar do cenário desafiador, alguns pontos positivos foram observados, como a aceleração das receitas de locação e o avanço significativo das vendas de seminovos. Houve também uma maior implementação de capex (gastos de capital) e um menor nível de retomadas de ativos.
Contudo, a rentabilidade da Vamos permaneceu sob pressão. Tanto o setor de locação quanto o de seminovos enfrentaram uma compressão de margem, devido à estratégia recente de acelerar a venda de ativos não locados. O programa Sempre Novo, da empresa, também apresentou um desempenho abaixo das expectativas iniciais.
Analistas apontam que o cenário desafiador pode gerar um risco adicional de depreciação, caso os esforços de venda se intensifiquem, com a margem de venda de ativos se aproximando de 0,3%. Por outro lado, a redução da dívida líquida representou um ponto positivo, sendo a primeira diminuição em oito trimestres. As margens do negócio de locação foram impactadas por maiores despesas operacionais, principalmente relacionadas à manutenção da frota, devido a uma maior parcela de contratos renovados com veículos usados, e a custos mais altos para preparação dos ativos para venda. As margens de seminovos ficaram próximas de 0%, refletindo o aumento dos descontos.
Em contrapartida, houve sinais de melhora operacional, como a redução de 31% no volume de ativos retomados e o aumento da taxa de utilização da frota para 85,8%, acompanhado de uma queda no estoque de veículos ociosos.
Fonte: www.infomoney.com.br



