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Profissionais de saúde do Rio entram em greve nas Clínicas da Família
Política

Profissionais de saúde do Rio entram em greve nas Clínicas da Família

Última Atualizacão 29/01/2026 18:02
Painel RJ
Publicado 29/01/2026
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Diário do Rio - Quem Ama o Rio Lê
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A saúde pública na cidade do Rio de Janeiro enfrenta um período de instabilidade com a confirmação da greve de médicos e enfermeiros que atuam nas Clínicas da Família. A paralisação, que terá início em 2 de fevereiro e se estenderá até o dia 11 do mesmo mês, foi decidida em assembleias conjuntas, promovidas pelos sindicatos das categorias. A mobilização impacta diretamente a Atenção Primária à Saúde (APS), pilar fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) e principal porta de entrada para milhões de cidadãos cariocas. A decisão de cruzar os braços surge em meio a graves denúncias de descumprimento de acordos anteriormente firmados pela gestão municipal, além de crescentes queixas sobre a precarização das condições de trabalho, comprometendo a qualidade do atendimento oferecido à população mais vulnerável.

Reivindicações e o descumprimento de acordos

A insatisfação dos profissionais de saúde é multifacetada e se baseia, principalmente, na quebra de compromissos por parte da Prefeitura do Rio e das Organizações Sociais (OS) responsáveis pela gestão das unidades. As entidades representativas, como o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ) e o Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro (Sindenf-RJ), apontam um cenário de desrespeito a acordos trabalhistas e de negligência com as condições operacionais das clínicas.

Acordos não cumpridos e pagamentos em atraso

Após mobilizações anteriores, um acordo havia sido firmado para endereçar questões cruciais para as categorias. Entre os pontos pactuados, destacava-se o pagamento da Variável 3, um adicional de desempenho que é parte integrante dos contratos dos profissionais e que se encontra em atraso desde 2023. Adicionalmente, havia a promessa de uma recomposição salarial parcial de 5%, que tampouco foi efetivada. Segundo os sindicatos, nem a Prefeitura nem as Organizações Sociais, que gerenciam a maior parte das Clínicas da Família na capital, cumpriram com essas obrigações financeiras, gerando um ambiente de incerteza e desvalorização para os trabalhadores.

Precarização das condições de trabalho

Além das questões salariais, médicos e enfermeiros denunciam um processo contínuo de precarização das relações de trabalho. Essa situação é intensificada pelo modelo de gestão via Organizações Sociais, que, embora proposto para otimizar serviços, frequentemente é apontado como vetor de instabilidade e cortes. Os relatos incluem falhas recorrentes no abastecimento de insumos básicos, essenciais para a realização de procedimentos diários e a manutenção da higiene. Há também queixas sobre equipes incompletas, sobrecarregando os profissionais restantes e comprometendo a capacidade de atendimento. As unidades, muitas delas localizadas em áreas de intenso conflito armado, sofrem com a ausência de medidas eficazes para garantir a segurança dos trabalhadores e dos pacientes.

Um dos pontos mais críticos levantados pelas categorias é a sobrecarga de trabalho. Os sindicatos informam que, em algumas unidades, as equipes chegam a atender mais de 4 mil pacientes, um número que excede em muito a recomendação da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que estabelece um máximo de 2,5 mil pessoas por equipe multiprofissional. Esse descompasso gera esgotamento profissional, diminui o tempo de consulta por paciente e afeta diretamente a qualidade do cuidado. Os profissionais cobram da administração municipal a implementação de um plano estruturante para a Atenção Primária, que inclua a redução da população adscrita por equipe, a recomposição de equipes multiprofissionais, a regularização do fornecimento de medicamentos e o estabelecimento de protocolos eficazes para lidar com episódios de violência dentro das unidades de saúde.

Impacto da paralisação e mobilizações futuras

A paralisação dos profissionais de saúde terá um impacto significativo na rotina das Clínicas da Família e, consequentemente, na vida dos cariocas que dependem desses serviços essenciais. A estratégia de greve foi planejada para mitigar os danos mais graves à saúde pública, mas ainda assim resultará na suspensão de diversos atendimentos.

Atendimento parcial nas Clínicas da Família

Durante o período da greve, as Clínicas da Família da rede municipal funcionarão de forma parcial. A decisão dos sindicatos prevê que 50% das equipes permaneçam em atividade assistencial, enquanto os demais profissionais estarão mobilizados. Essa medida visa garantir a continuidade dos atendimentos considerados prioritários e de maior gravidade. Serão mantidos serviços como pré-natal, puericultura, acompanhamento de tuberculose e hanseníase, tratamento oncológico e casos que exigem atenção urgente.

Entretanto, uma série de serviços importantes para a promoção da saúde e prevenção de doenças será suspensa. Consultas eletivas, atividades coletivas de saúde, visitas domiciliares e outros procedimentos não urgentes serão temporariamente interrompidos. A rede de Clínicas da Família do Rio de Janeiro é extensa, com mais de 200 unidades espalhadas pela cidade, e é responsável por centenas de milhares de atendimentos diários, segundo dados da própria Secretaria Municipal de Saúde. A paralisação afetará a maior parte da população que depende exclusivamente do SUS na capital fluminense, com um potencial de agravar quadros de saúde e atrasar diagnósticos e tratamentos.

Ato público e denúncias de assédio

Para pressionar a gestão municipal a cumprir os acordos e a implementar as melhorias necessárias, médicos e enfermeiros realizarão um ato conjunto no dia 2 de fevereiro, às 9h. A concentração será em frente ao Super Centro Carioca de Especialidades, localizado em Benfica, na Zona Norte da cidade. O objetivo é dar visibilidade às suas demandas e cobrar uma resposta efetiva das autoridades.

Paralelamente à mobilização, os sindicatos denunciam que, desde o anúncio da greve, profissionais vêm sofrendo assédio, ameaças e até demissões, casos que já estão sendo tratados judicialmente. Essas ações, segundo as entidades, visam intimidar a categoria e desmobilizar o movimento. Uma nova assembleia dos médicos está agendada para o dia 11 de fevereiro, data que marca o fim previsto da paralisação, onde a categoria avaliará as eventuais respostas da Prefeitura e definirá os próximos passos da luta. Até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde não se pronunciou sobre as reivindicações e a greve.

Panorama e desafios da atenção primária no Rio

A greve de médicos e enfermeiros nas Clínicas da Família do Rio de Janeiro expõe um cenário complexo e desafiador para a Atenção Primária à Saúde na capital. As reivindicações vão muito além de questões salariais pontuais, revelando um sistema que opera sob constante pressão, com recursos insuficientes e profissionais exaustos. A importância das Clínicas da Família como primeiro contato da população com o sistema de saúde não pode ser subestimada, sendo elas essenciais na prevenção de doenças, promoção da saúde e gestão de casos crônicos, evitando a sobrecarga de hospitais e unidades de emergência. A falha em honrar acordos e em garantir condições de trabalho adequadas não apenas desvaloriza os profissionais, mas compromete diretamente a qualidade do serviço prestado e a saúde de milhões de cidadãos. A mobilização atual é um alerta claro sobre a necessidade urgente de um olhar mais atento e de investimentos estratégicos na base do SUS carioca, garantindo um futuro mais justo e saudável para todos.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quando começa a greve dos profissionais das Clínicas da Família e qual sua duração prevista?
A greve terá início em 2 de fevereiro de 2024 e está prevista para durar até o dia 11 de fevereiro de 2024.

2. Quais serviços serão mantidos durante o período de greve nas Clínicas da Família?
Durante a greve, 50% das equipes estarão em atividade para manter serviços prioritários como pré-natal, puericultura, acompanhamento de tuberculose e hanseníase, tratamento oncológico e atendimentos de casos de maior gravidade.

3. Quais são as principais reivindicações dos médicos e enfermeiros?
As principais reivindicações incluem o cumprimento de acordos para pagamento da Variável 3 (adicional de desempenho) e recomposição salarial de 5%, além de melhorias nas condições de trabalho, como abastecimento de insumos, equipes completas, segurança nas unidades e redução da sobrecarga de pacientes.

4. Quem será mais afetado pela paralisação?
A paralisação afetará a maior parte da população do Rio de Janeiro que depende exclusivamente do SUS, especialmente aqueles que utilizam as mais de 200 Clínicas da Família para consultas eletivas, atividades coletivas, visitas domiciliares e procedimentos não urgentes, que serão suspensos.

Fique por dentro das últimas notícias sobre a saúde pública no Rio de Janeiro e entenda como essa greve pode impactar sua comunidade. Acompanhe os desdobramentos e participe do debate sobre o futuro da Atenção Primária.

Fonte: https://diariodorio.com

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