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Polícia Federal aponta pedido de Cabral a Bacellar em processo da Alerj
Política

Polícia Federal aponta pedido de Cabral a Bacellar em processo da Alerj

Última Atualizacão 28/02/2026 07:02
Painel RJ
Publicado 28/02/2026
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Diário do Rio - Quem Ama o Rio Lê
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Um relatório da Polícia Federal (PF) trouxe à tona uma série de conversas que teriam ocorrido em maio de 2025 entre o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. O teor das mensagens, conforme apurado pelas investigações, sugere um pedido de Cabral para que um processo em que ele figurava como réu fosse retirado da pauta de discussão do legislativo fluminense. A revelação surge em um momento delicado para Bacellar, que recentemente foi indiciado em outra investigação por suposto vazamento de informações sigilosas. A Polícia Federal, ao detalhar os diálogos, lança luz sobre a possível interferência política em trâmites legais, levantando questionamentos sobre a integridade dos processos legislativos e a influência de ex-ocupantes de cargos executivos sobre o poder legislativo, especialmente em casos de improbidade administrativa.

Detalhes da solicitação e a intervenção da Alerj

A sequência de mensagens e o pedido de retirada de pauta
O relatório da Polícia Federal descreve com precisão a cronologia dos contatos que teriam ocorrido entre Sérgio Cabral e Rodrigo Bacellar. Em 16 de maio de 2025, o ex-governador teria se aproximado de Bacellar com um pedido específico. Cabral solicitou ao então presidente da Alerj que concedesse dez minutos de atenção à Dra. Patrícia Proetti, sua advogada, para um “briefing” sobre a situação de improbidade administrativa que o ex-governador enfrentava na Sexta Câmara de Direito Público. A mensagem, segundo o relatório da PF, evidenciava a urgência e a importância do encontro para Cabral, que se oferecia para estar presente na reunião, fosse no gabinete de Bacellar, em sua residência ou no escritório da própria advogada. “Amigo, na segunda-feira você pode dar dez minutos de atenção para a Dra. Patrícia Proetti, minha advogada, para te dar um briefing da minha situação de improbidade na Sexta Câmara de Direito Público? Pode ser aqui como pode ser na tua casa, como pode ser no escritório dela. Eu estarei junto. Muito importante para mim”, teria escrito Cabral.

Cinco dias depois, em 22 de maio, Sérgio Cabral reforçou seu apelo, desta vez com uma solicitação mais direta e incisiva. O ex-governador pediu a Bacellar que o processo fosse retirado da pauta de julgamento. “Não esquece do meu julgamento na Sexta Câmara. Desculpa te perturbar com isso. Mas será terça. Só pedir para retirar de pauta”, solicitou Cabral, demonstrando preocupação com a proximidade da data do julgamento. A resposta de Rodrigo Bacellar, conforme o relatório da PF, foi concisa, mas indicou a intenção de agir: “Estou tentando desde ontem. Te falo”. Este diálogo sugere uma tentativa prévia de Bacellar em atender à demanda, mesmo antes do segundo contato de Cabral. A Polícia Federal destaca a rapidez com que a solicitação foi processada e atendida, dado que o processo de Sérgio Cabral foi, de fato, retirado da pauta.

As implicações da interferência e o contexto legal de Bacellar

Celebração do êxito e as outras acusações contra Bacellar
A eficácia do pedido de Cabral foi prontamente confirmada, resultando na retirada do processo de pauta. Em 27 de maio de 2025, apenas cinco dias após o pedido explícito, o ex-governador expressou efusivamente sua gratidão a Bacellar. A mensagem de Cabral, carregada de informalidade e afeto, demonstra a satisfação com o resultado alcançado: “Irmão! Saiu de pauta o meu processo. Você é um querido!!!!. Te amo, amigo!!!”, teria afirmado o ex-governador. A resposta de Bacellar foi igualmente informal, limitando-se a uma figurinha, indicando uma comunicação já estabelecida e um nível de proximidade entre os dois políticos. A Polícia Federal considera este intercâmbio de mensagens como prova de um alinhamento e de uma possível atuação em conjunto para influenciar os procedimentos legislativos em benefício de Cabral.

Este episódio ganha uma camada adicional de complexidade ao se considerar o contexto legal atual de Rodrigo Bacellar. O ex-presidente da Alerj foi indiciado recentemente pela Polícia Federal sob a acusação de vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país. As investigações apontam para sua suposta colaboração com indivíduos como TH Joias, que também foi indiciado no mesmo caso. Embora os dois episódios – o pedido de Cabral e o indiciamento por vazamento – tratem de naturezas criminais distintas, ambos ressaltam a constante atenção das autoridades sobre as ações de figuras públicas e a permeabilidade de influências externas nos órgãos do poder. A defesa de Sérgio Cabral, quando procurada, não se manifestou sobre os fatos apresentados no relatório da Polícia Federal até o momento da publicação. A ausência de um posicionamento formal por parte da defesa de Cabral apenas amplia as especulações e a necessidade de esclarecimentos por parte das autoridades e dos envolvidos.

Reflexões sobre a influência política e a integridade processual
A revelação da Polícia Federal sobre o possível intercâmbio entre Sérgio Cabral e Rodrigo Bacellar, resultando na retirada de um processo de improbidade administrativa da pauta da Alerj, expõe uma preocupante faceta da interação entre o poder executivo e o legislativo. Este tipo de articulação, se confirmada em todas as suas instâncias legais, pode minar a confiança pública nas instituições, sugerindo que processos judiciais e legislativos podem ser influenciados por relações pessoais e políticas, em detrimento da estrita observância da lei e da equidade. A retirada de um processo de pauta, sem justificativa transparente e formal, levanta dúvidas sobre os critérios de priorização e a independência das decisões tomadas no âmbito da Assembleia Legislativa.

O caso de Sérgio Cabral é emblemático. Ex-governador com um histórico de condenações por corrupção, sua busca por influenciar um processo de improbidade administrativa através de um contato direto com o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, configura um cenário de potencial abuso de poder e tráfico de influência. A resposta positiva de Bacellar e a posterior celebração de Cabral sugerem uma dinâmica de favorecimento que merece profunda investigação e sanção, caso as infrações sejam comprovadas. Além disso, o fato de Bacellar estar, em paralelo, envolvido em acusações de vazamento de informações sigilosas para uma facção criminosa, adiciona uma camada de gravidade às revelações. Embora sejam investigações distintas, ambas apontam para uma fragilidade nos mecanismos de controle e uma aparente desconsideração pelas normas éticas e legais por parte de figuras em posições de alto poder. A transparência e a responsabilização tornam-se imperativas para restaurar a credibilidade das instituições públicas e garantir que a justiça prevaleça, independentemente do status ou da influência dos envolvidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que motivou o pedido de Sérgio Cabral a Rodrigo Bacellar?
O ex-governador Sérgio Cabral solicitou a Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, que intermediasse a retirada de um processo de improbidade administrativa que ele respondia na Sexta Câmara de Direito Público. Cabral buscava impedir que o processo fosse discutido e julgado na data prevista, solicitando expressamente que fosse retirado de pauta.

Qual é o atual status legal de Rodrigo Bacellar?
Rodrigo Bacellar foi recentemente indiciado pela Polícia Federal por acusações de vazamento de informações sigilosas para a facção criminosa Comando Vermelho, em um caso que também envolve TH Joias. Embora distinto do episódio com Cabral, o indiciamento adiciona-se ao seu histórico de investigações por parte das autoridades.

Qual a importância da retirada de um processo de pauta na Alerj para Cabral?
A retirada de um processo de pauta é uma manobra processual que pode adiar ou, em alguns casos, inviabilizar o julgamento de uma matéria. Para Sérgio Cabral, evitar que seu processo de improbidade fosse discutido na Sexta Câmara de Direito Público era crucial, possivelmente para ganhar tempo, buscar novos recursos ou evitar uma decisão desfavorável.

Mantenha-se informado sobre este e outros desdobramentos da política fluminense, acompanhando as atualizações de nossos canais de notícia para uma análise aprofundada.

Fonte: https://diariodorio.com

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