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Petroleiros desviam do Estreito de Ormuz após ataques no Irã
Finanças

Petroleiros desviam do Estreito de Ormuz após ataques no Irã

Última Atualizacão 28/02/2026 10:32
PainelRJ
Publicado 28/02/2026
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Um mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã aparece ao fundo de uma miniatura em 3D do preside...
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A tensão geopolítica no Oriente Médio atingiu um novo patamar, resultando em uma mudança significativa nas rotas de transporte de energia global. Diversos petroleiros estão, neste momento, evitando o estratégico Estreito de Ormuz, uma passagem marítima vital que conecta o Golfo Pérsico ao mar aberto. Esta postura cautelosa surge após a recente ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, elevando os riscos para a navegação em uma das regiões mais sensíveis do comércio internacional. Embora a via permaneça tecnicamente aberta, a hesitação dos armadores reflete a crescente preocupação com a segurança e a estabilidade da área, gerando impactos que já se fazem sentir nos mercados globais de petróleo e gás natural.

Escalada da tensão impacta rota vital

A decisão de vários armadores de alterar suas rotas ou de instruir suas frotas a exercerem extrema cautela no Estreito de Ormuz é uma resposta direta à escalada militar na região. O estreito é reconhecido como um dos principais gargalos para o comércio global de energia, sendo a rota por onde transita aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) transportado por navios em escala mundial. A importância estratégica dessa passagem torna qualquer sinal de instabilidade um fator de grande preocupação para a logística e os mercados internacionais. Dados de rastreamento indicam um acúmulo de petroleiros em ambos os lados da entrada do estreito, com embarcações reduzindo a velocidade ou parando completamente, à espera de um cenário mais claro ou de orientações mais seguras.

Reações imediatas e cautela dos armadores

A resposta da indústria naval foi rápida e variada. A gigante japonesa Nippon Yusen KK, por exemplo, emitiu uma diretriz clara à sua frota para que evitasse a travessia do Estreito de Ormuz. Da mesma forma, o governo da Grécia, detentor de uma vasta marinha mercante, recomendou uma reavaliação criteriosa da passagem, conforme uma circular divulgada. Em conversas confidenciais, outros três armadores confirmaram estar revisando suas políticas de navegação para a região. Um quarto interpretou um comunicado emitido pelos EUA como um fechamento “na prática” da rota, enquanto um quinto, optando pela prudência máxima, instruiu suas tripulações a prosseguirem com extrema cautela, monitorando constantemente a situação. Embora alguns navios ainda estejam cruzando a área, o número de embarcações que optam por aguardar ou desviar cresce, sublinhando a gravidade da percepção de risco.

Consequências econômicas e logísticas

A instabilidade em Ormuz não demorou a reverberar nos mercados. Os preços do petróleo registraram alta significativa logo após o início dos bombardeios. Embora os contratos futuros tradicionais não sejam negociados nos fins de semana, limitando a visibilidade imediata sobre a precificação do risco pelo mercado institucional, um produto de negociação para investidores pessoa física da IG Group Ltd. indicou o petróleo WTI a US$ 75,33, marcando um aumento de até 12% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior. Essa reação inicial é um reflexo direto da vulnerabilidade do abastecimento global diante de um possível fechamento ou interrupção prolongada do estreito.

Navegação interrompida e riscos futuros

As interrupções já são palpáveis. Dados de rastreamento revelam que pelo menos três navios de gás natural do Catar, que é o segundo maior exportador mundial de GNL e depende intensamente de Ormuz para escoar sua produção para a Ásia e Europa, tiveram suas viagens interrompidas para evitar o estreito. Petroleiros de grande porte também foram afetados: o Eagle Veracruz, carregado com 2 milhões de barris de petróleo iraquiano e dos Emirados Árabes Unidos com destino à China, parou na aproximação oeste de Ormuz. O Front Beauly, transportando volume similar de petróleo saudita, adotou a mesma postura. O superpetroleiro Mitake, que se dirigia a Ras Tanura, na Arábia Saudita, praticamente parou a leste de Omã logo após a notícia do ataque americano. Esse acúmulo de embarcações à espera tem se intensificado, gerando preocupações sobre possíveis ataques de retaliação do Irã e paralisações em portos regionais. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), liderada por Arábia Saudita e Rússia, já discute a possibilidade de acelerar a produção para mitigar os impactos.

A situação no Estreito de Ormuz permanece volátil e de extrema atenção para a comunidade internacional. A cautela adotada por empresas de navegação e governos reflete a percepção de um risco elevado em uma rota crucial para o abastecimento global de energia. Enquanto alguns navios ainda tentam a travessia, a maioria adota uma postura de espera, criando um cenário de incerteza para os mercados de petróleo e gás natural. A comunidade global e os operadores de energia monitoram de perto os desdobramentos, cientes de que qualquer nova escalada poderá ter ramificações econômicas e geopolíticas de grande alcance.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que é o Estreito de Ormuz e qual sua importância?
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia e, consequentemente, ao oceano aberto. Ele é crucial porque por ali passa aproximadamente 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) transportado por navios em todo o mundo. Qualquer interrupção nessa rota tem o potencial de impactar drasticamente o abastecimento e os preços globais de energia.

2. Por que os petroleiros estão evitando o Estreito de Ormuz?
Os petroleiros estão adotando uma postura mais cautelosa e, em muitos casos, evitando o Estreito de Ormuz devido à recente escalada militar na região, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Há um risco elevado de ataques de retaliação ou incidentes de segurança que poderiam comprometer a segurança das embarcações e de suas tripulações.

3. Qual o impacto dos eventos nos preços do petróleo?
Após o início dos bombardeios, os preços do petróleo subiram significativamente. Embora os contratos futuros principais não sejam negociados nos fins de semana, o mercado reagiu rapidamente, com indicadores mostrando altas de até 12% em produtos de negociação para investidores pessoa física. A incerteza sobre o fluxo de petróleo por Ormuz impulsiona o “prêmio de risco” do petróleo, elevando os preços.

4. O Estreito de Ormuz está completamente fechado?
Não, o Estreito de Ormuz não está completamente fechado. Embora muitos petroleiros estejam evitando a passagem ou reduzindo a velocidade, alguns navios ainda estão cruzando a região em ambos os sentidos. No entanto, a cautela generalizada dos armadores e as orientações de governos e empresas indicam que a rota é considerada de alto risco, levando a uma diminuição significativa no tráfego.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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