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Paes pede desculpas a religiões de matriz africana e anuncia homenagem no
Política

Paes pede desculpas a religiões de matriz africana e anuncia homenagem no

Última Atualizacão 02/01/2026 15:00
Painel RJ
Publicado 02/01/2026
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, emitiu um pedido de desculpas formal a praticantes de religiões de matriz africana após uma controvérsia gerada por uma de suas postagens nas redes sociais. A situação, que causou grande repercussão na comunidade religiosa, teve início após o prefeito classificar como preconceituoso um artigo que abordava a programação do Réveillon carioca. Em um gesto de conciliação, Paes reafirmou seu compromisso com o “povo de axé” e anunciou a criação de uma estátua em homenagem a Tata Tancredo, uma figura histórica de grande importância para as tradições afro-brasileiras. A iniciativa busca reparar os laços e promover o diálogo, enfatizando a pluralidade cultural e religiosa da cidade.

O epicentro da controvérsia e o pedido de desculpas

A polêmica que levou ao pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes começou com uma postagem que gerou forte reação entre os praticantes de religiões de matriz africana. O episódio ressalta a sensibilidade e a importância do respeito às diversas manifestações de fé em uma cidade tão plural como o Rio de Janeiro. A resposta da comunidade religiosa sublinhou a necessidade de atenção às narrativas e interpretações sobre a presença e o reconhecimento das tradições afro-brasileiras na esfera pública.

A postagem inicial e a reação da comunidade religiosa

A origem do atrito reside em um artigo de opinião, publicado em um grande veículo de comunicação, de autoria do babalawô Ivanir dos Santos. Em seu texto, Ivanir dos Santos teceu críticas à configuração do Réveillon de Copacabana, particularmente à proeminência de um palco gospel na programação. O líder religioso argumentou que, ao longo dos anos, símbolos e práticas intrinsecamente ligadas às religiões afro-brasileiras — como o uso de roupas brancas, as oferendas ao mar e os rituais dedicados a Iemanjá, que tradicionalmente marcam a virada do ano na capital fluminense — teriam perdido protagonismo. Ele destacou que a institucionalização de palcos religiosos específicos, como o gospel, não vinha acompanhada de iniciativas equivalentes ou de igual visibilidade para as tradições afro-brasileiras, levantando questionamentos sobre a equidade e a representatividade na celebração oficial.

A resposta do prefeito Eduardo Paes ao artigo de Ivanir dos Santos, classificando-o como “preconceituoso”, foi o estopim para a insatisfação da comunidade de matriz africana. Muitos fiéis e lideranças interpretaram a declaração do prefeito como uma desconsideração de suas legítimas preocupações com a visibilidade e o respeito de suas tradições. A crítica de Ivanir dos Santos não mirava a existência de outras manifestações religiosas, mas sim a percepção de um desequilíbrio na valorização e na oferta de espaço para as distintas expressões de fé que compõem a rica tapeçaria cultural do Rio. A reação nas redes sociais e em outros fóruns de debate foi imediata, com numerosos praticantes de religiões afro-brasileiras expressando indignação e solicitando uma retratação pública. A mobilização evidenciou a força e a organização dessas comunidades na defesa de seus direitos e de sua identidade religiosa.

A retratação e a reafirmação de compromisso

Diante da repercussão negativa e do clamor da comunidade, o prefeito Eduardo Paes utilizou suas redes sociais para emitir um pedido de desculpas. Em sua retratação, Paes buscou esclarecer suas intenções e reafirmar um compromisso que ele descreveu como duradouro com o “povo de axé” e com as religiões de matriz africana. O prefeito expressou seu pesar, afirmando que sua postagem original não tinha a intenção de ofender ou desrespeitar os praticantes dessas religiões. “Quero reafirmar, de forma muito clara, meu compromisso com o povo de axé e com as religiões de matriz africana”, escreveu Paes, buscando reconstruir a confiança e desfazer qualquer mal-entendido.

Ele também abordou a questão do impacto de suas palavras, pedindo “desculpas sinceras se algum post meu ofendeu praticantes dessas religiões”. Essa parte do comunicado foi crucial para demonstrar a sensibilidade do prefeito em relação ao impacto de sua comunicação pública. No mesmo texto, Paes defendeu a programação do Réveillon como um todo, caracterizando-a como “plural, diversa e democrática”, e citou o sucesso do palco gospel no Leme como parte de um conjunto mais amplo de celebrações. A menção ao palco gospel visava a contextualizar a pluralidade de eventos, sem, contudo, minimizar a preocupação original levantada por Ivanir dos Santos sobre o equilíbrio de representações religiosas. A retratação de Paes buscou, portanto, pacificar os ânimos e reestabelecer um canal de diálogo e respeito com as comunidades afetadas pela polêmica.

Do desagravo à homenagem: o reconhecimento de Tata Tancredo

Além do pedido de desculpas, o prefeito Eduardo Paes anunciou uma medida concreta que visa a transcender a controvérsia imediata e deixar um legado de reconhecimento cultural e religioso: a homenagem a Tata Tancredo. Este gesto simboliza um passo significativo na valorização das figuras históricas e das contribuições das religiões de matriz africana para a identidade carioca e brasileira, transformando um momento de tensão em uma oportunidade de celebração e aprendizado.

O significado da estátua para a história e cultura afro-brasileira

A proposta de erguer uma estátua em homenagem a Tata Tancredo representa um marco importante para as religiões de matriz africana e para a cultura afro-brasileira como um todo. Tata Tancredo da Silva Pinto (1904-1991), também conhecido como Tancredo da Silva Pinto, é amplamente reconhecido como um dos mais proeminentes líderes religiosos afro-brasileiros do século XX. Sua influência se estendeu não apenas no âmbito religioso, mas também na defesa e difusão das tradições do candomblé e da umbanda, em um período de intensa repressão e preconceito contra essas manifestações de fé. A estátua não será apenas uma representação física; ela será um símbolo duradouro do reconhecimento da importância de figuras como Tata Tancredo na formação social e cultural do Rio de Janeiro e do Brasil.

O anúncio da homenagem foi recebido com otimismo por parte das lideranças religiosas, que veem na iniciativa um desagravo e um reforço da identidade e da dignidade de suas comunidades. O prefeito Eduardo Paes declarou a intenção de dialogar com essas lideranças para definir a melhor forma de concretizar a homenagem. “Vou dialogar com lideranças religiosas para construir, juntos, a melhor forma de fazer essa homenagem tão importante para a cidade”, afirmou Paes, sinalizando um processo participativo e inclusivo. Este diálogo prévio é fundamental para assegurar que a estátua reflita verdadeiramente o legado de Tata Tancredo e seja um ponto de convergência para o orgulho e a memória coletiva das religiões de matriz africana, contribuindo para a reparação histórica e o fortalecimento do respeito inter-religioso.

O contexto do Réveillon e a discussão sobre pluralidade religiosa

A polêmica que antecedeu o pedido de desculpas e o anúncio da homenagem a Tata Tancredo está intrinsecamente ligada ao contexto das celebrações de Réveillon no Rio de Janeiro e à discussão mais ampla sobre a pluralidade religiosa na cidade. O artigo do babalawô Ivanir dos Santos, que deu origem à controvérsia, destacou uma preocupação legítima sobre a forma como a diversidade religiosa é ou não equitativamente representada nos grandes eventos públicos. Ele argumentou que, embora o Réveillon carioca seja mundialmente famoso por elementos associados às religiões afro-brasileiras, como as roupas brancas e as oferendas a Iemanjá, a programação oficial parecia relegar essas tradições a um segundo plano, em detrimento de outras expressões religiosas que ganharam palcos dedicados.

A defesa do prefeito Eduardo Paes da programação do Réveillon como “plural, diversa e democrática” buscou reafirmar o compromisso da prefeitura com a inclusão. No entanto, a crítica de Ivanir dos Santos levantou um ponto crucial: a mera existência de diferentes atrações musicais ou religiosas não garante, por si só, a equidade. A questão central é se todas as expressões de fé recebem o mesmo tipo de espaço, reconhecimento e protagonismo, especialmente aquelas que historicamente enfrentam preconceito e marginalização. A homenagem a Tata Tancredo, nesse sentido, pode ser vista como um esforço para reequilibrar essa balança simbólica, reconhecendo a profundidade e a relevância das religiões de matriz africana na construção da identidade cultural do Rio de Janeiro, não apenas em momentos de celebração, mas no tecido social e histórico da cidade.

FAQ

Qual foi o motivo do pedido de desculpas do prefeito Eduardo Paes?
O prefeito Eduardo Paes pediu desculpas após uma postagem em que ele classificou como preconceituoso um artigo do babalawô Ivanir dos Santos. O artigo criticava a programação do Réveillon de Copacabana e a diminuição do protagonismo de rituais e símbolos de religiões afro-brasileiras.

Quem é Tata Tancredo e qual a importância da homenagem proposta?
Tata Tancredo da Silva Pinto foi um dos principais líderes religiosos afro-brasileiros do século XX, fundamental para a defesa e difusão das tradições do candomblé e da umbanda. A homenagem, com a criação de uma estátua, representa um reconhecimento histórico e cultural da sua importância e das contribuições das religiões de matriz africana para a cidade do Rio de Janeiro.

Qual foi a crítica central do babalawô Ivanir dos Santos em seu artigo?
Ivanir dos Santos criticou a presença de um palco gospel no Réveillon de Copacabana e chamou atenção para a perda de protagonismo de práticas ligadas às religiões afro-brasileiras, como as oferendas a Iemanjá e o uso de roupas brancas, que tradicionalmente marcam a virada do ano no Rio. Ele argumentou que não havia iniciativas equivalentes para as tradições afro-brasileiras em comparação com a institucionalização de palcos para outras religiões.

Como o prefeito justificou a programação do Réveillon após a polêmica?
Em sua retratação, Eduardo Paes defendeu a programação do Réveillon como “plural, diversa e democrática”, citando o sucesso do palco gospel no Leme como parte de um conjunto mais amplo de celebrações. Ele buscou contextualizar que a festa abrange diversas manifestações, embora a questão levantada fosse sobre o equilíbrio e a visibilidade entre elas.

Acompanhe os desdobramentos dessa importante discussão sobre o diálogo inter-religioso e o reconhecimento cultural na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: https://diariodorio.com

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