O influenciador e analista de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) Gabriel Porto, conhecido por sua vasta audiência online, compartilhou sua estratégia de alocação de carteira e suas perspectivas sobre os setores com maior potencial de crescimento.
Atualmente, Porto mantém cerca de 30% de sua carteira alocada em fundos de papel, mas planeja reduzir essa porcentagem para aproximadamente 25%, reforçando sua posição em outros segmentos que ele acredita serem mais promissores.
Nos próximos meses, Porto pretende concentrar seus investimentos em três áreas principais: galpões logísticos, renda urbana e shoppings. Ele justifica essa escolha com base em uma combinação de descontos atrativos, qualidade dos ativos e a possibilidade de aumento de renda e valorização. Dentro do setor de galpões logísticos, BTLG11 (BTG Pactual Logística), HGLG11 (Patria Log) e LVBI11 (VBI Logístico) continuam sendo suas opções preferidas.
O analista também destaca o fundo GGRC11 (GGR Covepi Renda), que passou por um processo de reestruturação após enfrentar desafios com gestão e inquilinos. Porto acredita que o fundo agora possui ativos melhores, contratos mais sólidos e ainda negocia com desconto, oferecendo dividendos acima da média dos FIIs logísticos.
No segmento de shoppings, XPML11 (XP Malls), HSML11 (HSI Malls) e HGBS11 (Hedge Brasil Shopping) permanecem entre suas principais escolhas. Porto reconhece que o XP Malls enfrentou questionamentos devido ao seu endividamento, mas confia na capacidade da gestão em conduzir a reciclagem do portfólio de forma eficiente.
Já no setor de renda urbana, TRXF11 (TRX Real Estate), HGRU11 (Patria Renda Urbana) e GARE11 (Guardian Real Estate) são considerados os nomes mais interessantes no momento, segundo Porto.
Ele ressalta a evolução significativa do GARE11 nos últimos tempos. A venda de ativos, a desalavancagem e o ajuste na estratégia posicionaram o FII em um novo patamar.
Embora não ofereça recomendações formais, Porto sugere que esses fundos merecem uma análise cuidadosa por parte dos investidores. Ele acredita que 2026 poderá ser um ano favorável para esses segmentos, especialmente considerando os níveis de desconto atuais.
Fonte: www.infomoney.com.br



