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Novas diretrizes ampliam o tratamento da fibromialgia pelo SUS
Brasil

Novas diretrizes ampliam o tratamento da fibromialgia pelo SUS

Última Atualizacão 28/02/2026 12:32
PainelRJ
Publicado 28/02/2026
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© Marcello Casal JrAgência Brasil
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A fibromialgia, uma síndrome clínica que afeta significativamente a qualidade de vida, tem sido alvo de novas e importantes iniciativas no Brasil. Estima-se que entre 2,5% e 5% da população brasileira conviva com essa condição, caracterizada por dores crônicas generalizadas e outros sintomas debilitantes. Reconhecendo a necessidade de ampliar a visibilidade e o acesso a cuidados adequados, o Governo Federal implementou recentemente um conjunto de diretrizes que visam não apenas fortalecer o tratamento da fibromialgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas também reconhecê-la como deficiência, garantindo novos direitos aos pacientes. Essas medidas representam um avanço crucial na jornada de milhões de brasileiros que buscam alívio e uma melhor gestão da doença.

Fibromialgia: compreendendo a síndrome da dor crônica

A fibromialgia é uma condição complexa e desafiadora, marcada por uma dor que se espalha por todo o corpo, sem que haja lesões ou inflamações que a justifiquem. Essa dor generalizada, que frequentemente se manifesta de forma persistente, é um dos principais fatores que levam os pacientes a buscar auxílio médico. Além da dor intensa, a síndrome costuma vir acompanhada de um conjunto de sintomas que impactam profundamente o bem-estar diário e a funcionalidade.

Sintomas, diagnóstico e prevalência no Brasil

Entre os sintomas mais comuns da fibromialgia, destacam-se a fadiga e a falta de energia, que podem ser exaustivas; alterações significativas no padrão de sono, incluindo crises de apneia e insônia; distúrbios cognitivos que afetam a memória, a concentração e a atenção; formigamento nas mãos e nos pés; e uma notável sensibilidade ao toque e a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos. Alterações de humor, como depressão e ansiedade, também são frequentemente observadas, complicando ainda mais o quadro clínico e exigindo uma abordagem multifacetada.

A identificação da fibromialgia é um processo que pode ser complicado. Ao contrário de muitas outras doenças, a fibromialgia não é uma doença inflamatória e não possui marcadores biológicos específicos ou exames de imagem que confirmem sua presença. Ela é entendida como uma disfunção dos neurônios ligados à dor, que se tornam excessivamente sensibilizados, resultando em uma percepção amplificada da dor. O diagnóstico é essencialmente clínico, dependendo da narrativa detalhada do paciente sobre seus sintomas e do reconhecimento, por parte do médico, dos padrões típicos da síndrome.

É fundamental que o profissional de saúde realize um exame físico completo e investigue a possibilidade de outras condições que possam coexistir ou mimetizar a fibromialgia, como a artrose, para garantir que a dor sentida pelo paciente não seja atribuída erroneamente. Reumatologistas são os especialistas mais indicados para investigar a condição, embora o atendimento primário em Unidades Básicas de Saúde (UBS) também seja um ponto de partida importante para o encaminhamento e o início da investigação diagnóstica.

Estudos revisados por publicações científicas de renome internacional indicam que a fibromialgia afeta predominantemente mulheres, representando mais de 80% dos casos, com maior incidência na faixa etária entre 30 e 50 anos. Embora a origem exata da doença ainda não seja totalmente conhecida, fatores hormonais e genéticos estão entre as possibilidades mais investigadas pela comunidade científica, buscando desvendar os mecanismos por trás dessa complexa síndrome.

Avanços no reconhecimento e tratamento pelo SUS

O cenário de enfrentamento da fibromialgia no Brasil tem visto avanços significativos com a implementação de novas políticas e diretrizes. Essas mudanças prometem melhorar substancialmente o acesso dos pacientes a cuidados de saúde e a direitos sociais, representando um novo capítulo na gestão dessa condição crônica.

Um novo horizonte para pacientes e profissionais de saúde

Uma das medidas mais impactantes é a Lei 15.176/2025, sancionada em julho de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com vigência a partir de janeiro de 2026. Esta legislação reconhece a fibromialgia como uma deficiência em todo o país, um marco que abre portas para que os indivíduos afetados possam acessar uma série de serviços e direitos garantidos por lei. Entre esses direitos estão: cotas em concursos públicos e em processos seletivos de emprego, visando a inclusão no mercado de trabalho; isenção de IPI, ICMS e IOF na aquisição de veículos adaptados, facilitando a mobilidade; aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, mediante avaliação pericial que comprove a incapacidade para o trabalho; o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a pessoas de baixa renda; e pensão por morte, em situações específicas onde a incapacidade laboral for comprovada. Essas garantias são cruciais para oferecer suporte e dignidade aos pacientes com fibromialgia, mitigando os impactos socioeconômicos da doença.

Em paralelo, o Ministério da Saúde lançou um planejamento estruturado para o tratamento da fibromialgia pelo SUS. Esta iniciativa visa qualificar o atendimento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A estratégia inclui a capacitação de profissionais de saúde em todo o país para que possam diagnosticar e tratar a fibromialgia de forma mais eficaz e humana. Além disso, a cartilha ministerial preconiza um tratamento multidisciplinar, fundamental para abordar a complexidade da síndrome. Esse tratamento integrativo envolve fisioterapia, que ajuda na gestão da dor e na melhora da função física; apoio psicológico e terapia ocupacional, que são vitais para lidar com as alterações de humor, a ansiedade, a depressão e as dificuldades cognitivas, além de adaptar as atividades diárias às limitações impostas pela doença.

A importância da atividade física constante é amplamente reconhecida como uma aliada poderosa no tratamento da fibromialgia. Exercícios regulares, adaptados à capacidade de cada indivíduo, podem fortalecer o corpo, melhorar a flexibilidade e, consequentemente, reduzir a percepção da dor e aumentar a qualidade de vida. A Sociedade Brasileira de Reumatologia reforça que tratamentos não farmacológicos – que não envolvem o uso de medicamentos – são tão cruciais quanto os fármacos. Enquanto os remédios auxiliam na regulação da percepção da dor, as terapias complementares e as mudanças no estilo de vida promovem um alívio mais abrangente e duradouro.

A abordagem multidisciplinar é, portanto, a espinha dorsal do novo plano de tratamento. Isso significa que, muitas vezes, o reumatologista precisará do apoio de outros profissionais, como psiquiatras e psicólogos, para oferecer um cuidado verdadeiramente integrado. A colaboração entre esses especialistas é essencial para garantir que o plano de tratamento seja coeso, especialmente no que tange à prescrição de medicamentos, evitando interações e otimizando os resultados para o paciente. Essa visão holística assegura que todas as facetas da doença – física, mental e emocional – sejam devidamente endereçadas.

Um futuro mais inclusivo e com suporte para pacientes de fibromialgia

As recentes diretrizes e a legislação sobre a fibromialgia no Brasil marcam um ponto de virada na forma como a síndrome é percebida e tratada. Ao reconhecer a fibromialgia como deficiência e ao estruturar um plano de tratamento multidisciplinar pelo SUS, o país demonstra um compromisso renovado com a saúde e o bem-estar de milhões de cidadãos. Essas iniciativas não apenas expandem o acesso a cuidados de saúde qualificados, mas também promovem uma maior inclusão social e profissional, garantindo que os pacientes tenham seus direitos respeitados e possam viver com mais dignidade. O foco em uma abordagem integral, que combina tratamentos farmacológicos e não farmacológicos com apoio psicológico e social, pavimenta o caminho para uma melhor gestão da doença e uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos afetados pela fibromialgia.

Perguntas frequentes

O que é fibromialgia?
A fibromialgia é uma síndrome clínica crônica caracterizada por dor generalizada em todo o corpo, sem lesões ou inflamações aparentes. É acompanhada por fadiga, distúrbios do sono, problemas de memória e concentração, e alterações de humor, sendo mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos.

Como a fibromialgia é diagnosticada?
O diagnóstico da fibromialgia é puramente clínico, baseado na descrição dos sintomas pelo paciente e no reconhecimento desses padrões por um médico. Não existem exames de laboratório ou de imagem específicos para confirmar a doença. É importante que o médico descarte outras condições que possam causar sintomas semelhantes.

Quais são os novos direitos e tratamentos disponíveis para pacientes com fibromialgia pelo SUS?
A partir de 2026, a fibromialgia será reconhecida como deficiência, garantindo direitos como cotas em concursos, isenções fiscais na compra de veículos adaptados, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e BPC. O SUS também implementou um tratamento multidisciplinar que inclui fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional e capacitação profissional, com ênfase em abordagens não farmacológicas e atividade física.

Existe cura para a fibromialgia?
Atualmente, não há cura para a fibromialgia. O tratamento foca no manejo dos sintomas, na redução da dor e na melhoria da qualidade de vida do paciente através de uma abordagem multidisciplinar que combina medicamentos, terapias não farmacológicas, atividade física e suporte psicológico.

Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas de fibromialgia, não hesite em procurar um médico reumatologista ou a Unidade Básica de Saúde mais próxima para uma avaliação e orientação adequadas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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