O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expediu um mandado de prisão contra o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A medida foi tomada em meio a suspeitas de que o parlamentar teria deixado o Brasil e se encontra atualmente nos Estados Unidos, desrespeitando as condições impostas após sua condenação no julgamento relacionado à trama golpista. A pena estabelecida pela Corte, de 16 anos e 1 mês de prisão, impedia Ramagem de sair do país.
Investigações conduzidas pela Polícia Federal apuram se o deputado utilizou meios clandestinos para cruzar a fronteira, buscando evitar o cumprimento da pena. A suspeita é que Ramagem tenha optado por rotas não oficiais, com o objetivo de chegar aos Estados Unidos sem o devido registro de sua saída do território nacional.
Ramagem, conhecido por sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi um dos condenados no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado. Seu nome figurava em uma lista de alvos que geraram repercussão internacional. A mesma ação penal desencadeou sanções do governo de Donald Trump contra membros do STF, elevando a tensão política entre o Brasil e os Estados Unidos. Diante desse cenário, pairam incertezas sobre a efetiva execução da ordem de prisão em solo americano.
O Supremo Tribunal Federal se prepara para determinar, nos próximos dias, o início do cumprimento das penas dos condenados considerados como integrantes da cúpula da trama golpista. A expectativa é que o tribunal priorize a execução das sentenças mais severas, especialmente aquelas aplicadas a indivíduos que ocupavam posições de liderança na estrutura política e militar durante o período em que os eventos ocorreram.
Além de Ramagem e Bolsonaro, outros ex-membros do governo anterior ainda se encontram na fase de apresentação de recursos contra suas condenações. As defesas buscam atenuar as penas, modificar as qualificadoras e questionar aspectos do voto de Moraes e da maioria dos ministros. No entanto, até o momento, o grupo considerado central na tentativa de ruptura institucional permanece condenado pelo STF.
Fonte: diariodorio.com



