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Lula sanciona reajuste para o Legislativo, mas veta ‘penduricalhos’
Brasil

Lula sanciona reajuste para o Legislativo, mas veta ‘penduricalhos’

Última Atualizacão 18/02/2026 12:32
PainelRJ
Publicado 18/02/2026
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© Joédson Alves/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou recentemente importantes leis que promovem o reajuste salarial e a reestruturação de diversas carreiras no âmbito do Poder Legislativo federal. A medida, aguardada por milhares de servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), visa modernizar a estrutura remuneratória e valorizar o funcionalismo público. No entanto, a sanção não foi integral. O chefe do Executivo aplicou vetos significativos a trechos que poderiam desvirtuar o espírito da legislação e onerar excessivamente os cofres públicos. Entre os pontos barrados, destacam-se os chamados “penduricalhos”, que permitiriam pagamentos acima do teto constitucional, gerando um debate crucial sobre responsabilidade fiscal e equidade no serviço público.

A sanção presidencial e seus desdobramentos

Reajuste salarial e a modernização das carreiras
A decisão do presidente Lula materializa as leis nº 15.349 (Câmara dos Deputados), nº 15.350 (Senado Federal) e nº 15.351 (Tribunal de Contas da União), publicadas no Diário Oficial da União. Essas normativas não apenas estabelecem uma recomposição remuneratória para os servidores do Legislativo, mas também buscam modernizar as estruturas de carreira, tornando-as mais alinhadas às exigências contemporâneas da administração pública. A recomposição salarial prevista para 2026 foi integralmente mantida, assegurando uma valorização contínua e programada para os quadros de pessoal das três instituições.

O objetivo central dessas leis é garantir que os servidores federais do Legislativo recebam uma remuneração justa e compatível com a complexidade e a importância de suas funções. A modernização das carreiras abrange a revisão de cargos, a elevação de níveis e a exigência de maior qualificação, refletindo a necessidade de um corpo técnico altamente especializado para as atividades legislativas e de fiscalização. Este processo é fundamental para atrair e reter talentos, garantindo a continuidade e a excelência dos serviços prestados à sociedade brasileira.

Os vetos aos “penduricalhos” e o teto constitucional
Um dos aspectos mais relevantes da sanção presidencial foi a aplicação de vetos a dispositivos que previam os chamados “penduricalhos”. Essas verbas adicionais são frequentemente alvo de controvérsia por possibilitarem o pagamento de valores que excedem o teto remuneratório constitucional, atualmente fixado em R$ 46.366,19. O presidente da República, em comunicado, justificou os vetos afirmando que “foram vetados escalonamentos após o atual mandato, licença compensatória com possibilidade de indenização acima do teto e regras que contrariavam a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Especificamente, os vetos incidiram sobre:
Aumentos graduais nos salários: Previstos para os anos de 2027, 2028 e 2029, esses escalonamentos poderiam desequilibrar o planejamento orçamentário futuro.
Pagamentos retroativos de despesas continuadas: Mecanismos que poderiam gerar passivos financeiros significativos para o Estado.
Criação de licença compensatória: Esta licença permitiria a conversão de dias de folga, decorrentes de atividades extras (como sessões noturnas, auditorias e plantões), em dinheiro, o que, em muitos casos, levaria a pagamentos acima do teto constitucional.
Regras de cálculo semestral para aposentadorias e pensões: Consideradas em desacordo com os princípios de responsabilidade fiscal, esses métodos de cálculo poderiam gerar distorções e onerar indevidamente o sistema previdenciário.

A decisão de vetar esses pontos reflete um compromisso com a austeridade fiscal e a aderência estrita aos preceitos constitucionais, buscando evitar privilégios que possam deslegitimar a importância do serviço público ou comprometer a saúde financeira do país.

Modernização e valorização das carreiras públicas

Novas gratificações e avanços no Tribunal de Contas da União
Além da recomposição salarial mantida para 2026, as leis sancionadas introduzem importantes inovações nas carreiras do Legislativo. Uma das principais é a criação de uma gratificação de desempenho para os servidores efetivos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Essa gratificação, que substituirá modelos anteriores, terá um percentual variável de 40% a 100% sobre o maior vencimento básico, condicionada, naturalmente, ao respeito do teto constitucional. O objetivo é atrelar parte da remuneração à produtividade e ao cumprimento de metas, incentivando um desempenho superior e aprimorando a eficiência dos serviços prestados.

No caso específico do Tribunal de Contas da União (TCU), as mudanças são ainda mais abrangentes. Houve uma ampliação significativa do número de cargos, permitindo o fortalecimento de seu quadro técnico. Além disso, foi implementada a elevação dos níveis de funções de confiança, o que reconhece a maior complexidade e responsabilidade associada a essas posições. Outra alteração crucial para o TCU é a exigência de nível superior para todos os cargos, visando elevar o patamar de qualificação e expertise dos profissionais que atuam na fiscalização das contas públicas, essencial para a transparência e a boa gestão dos recursos do Estado.

O reconhecimento como carreiras típicas de Estado
Um ponto de destaque nas novas leis é o reconhecimento dos cargos efetivos nas três instituições – Câmara, Senado e TCU – como carreiras típicas de Estado. Essa classificação não é meramente formal; ela confere maior segurança jurídica e um arcabouço legal específico a esses servidores, que desempenham funções essenciais e exclusivas do Estado.

Carreiras típicas de Estado são aquelas cujas atribuições envolvem poder de polícia, fiscalização, regulamentação, planejamento e outras atividades que não podem ser delegadas à iniciativa privada. O reconhecimento formal ressalta a importância estratégica desses profissionais para a manutenção das funções basilares do governo, protegendo suas prerrogativas e garantindo a continuidade e a imparcialidade de suas atuações. Para os servidores, isso significa maior estabilidade e um reconhecimento formal da relevância de seu trabalho para a estrutura democrática e administrativa do país.

Impacto e perspectivas para a administração pública

A sanção parcial das leis de reajuste e reestruturação das carreiras do Legislativo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva marca um momento de equilíbrio entre a valorização do funcionalismo público e a responsabilidade fiscal. Ao manter a recomposição salarial e modernizar as estruturas de carreira, o governo sinaliza um compromisso com a qualidade e a eficiência do serviço público. No entanto, os vetos aos “penduricalhos” reforçam a necessidade de aderência estrita aos princípios constitucionais e à Lei de Responsabilidade Fiscal, evitando excessos que poderiam gerar distorções e onerar indevidamente o orçamento. Essa abordagem demonstra uma busca por um modelo de gestão pública que seja ao mesmo tempo justo com seus servidores e transparente com a sociedade, fortalecendo a confiança nas instituições e a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Q1: Qual o objetivo principal das leis sancionadas?
As leis têm como objetivo principal reajustar os salários e reestruturar as carreiras dos servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), modernizando a estrutura remuneratória e valorizando o funcionalismo público.

Q2: O que são os “penduricalhos” que foram vetados?
Os “penduricalhos” vetados eram dispositivos que previam aumentos graduais nos salários para os anos de 2027, 2028 e 2029, pagamentos retroativos de despesas continuadas, e a criação de uma licença compensatória que poderia ser convertida em dinheiro, permitindo pagamentos acima do teto constitucional.

Q3: Quais benefícios foram mantidos para os servidores do Legislativo?
Foram mantidos a recomposição remuneratória prevista para 2026 nas três carreiras do Legislativo e a criação de uma gratificação de desempenho para servidores efetivos da Câmara e do Senado, variando de 40% a 100% sobre o maior vencimento básico, sujeita ao teto constitucional.

Q4: Qual a importância de reconhecer as carreiras como “típicas de Estado”?
O reconhecimento confere maior segurança jurídica aos servidores da Câmara, Senado e TCU, que desempenham funções exclusivas e essenciais para o funcionamento do Estado, garantindo a continuidade, imparcialidade e a proteção de suas prerrogativas.

Para aprofundar seu conhecimento sobre as nuances da legislação do serviço público e seus impactos, continue acompanhando as análises de especialistas e as atualizações do Diário Oficial da União.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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