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Lula alerta para nova ONU e critica unilateralismo global
Brasil

Lula alerta para nova ONU e critica unilateralismo global

Última Atualizacão 24/01/2026 06:30
PainelRJ
Publicado 24/01/2026
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© Ricardo Stuckert
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou profunda preocupação com a atual conjuntura geopolítica, avaliando que o multilateralismo, pilar da cooperação internacional, está sendo substituído pelo unilateralismo. Em um discurso contundente proferido em Salvador, durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula criticou severamente a proposta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um Conselho de Paz, interpretando-a como uma tentativa de estabelecer uma “nova ONU” sob sua própria hegemonia. Para o líder brasileiro, a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está sendo desrespeitada, e a prevalência da “lei do mais forte” ameaça a estabilidade global, exigindo uma união de esforços para reverter esse cenário perigoso.

A crise do multilateralismo e a proposta de Trump

A política mundial atravessa um momento de tensão e incerteza, conforme apontado pelo presidente Lula. A erosão do multilateralismo, sistema que defende a cooperação entre múltiplos países na busca por soluções para desafios globais, estaria cedendo espaço para o unilateralismo, onde a decisão e a força de uma única nação prevalecem. Lula ressaltou que a própria Carta da ONU, documento fundamental para a ordem internacional desde o pós-Segunda Guerra Mundial, está sendo “rasgada”, perdendo sua relevância diante de ações que desconsideram seus princípios.

A visão de Lula sobre a reforma da ONU e a “nova ONU” de Trump

Desde seu primeiro mandato em 2003, o presidente Lula defende uma reforma estrutural da ONU, especialmente do seu Conselho de Segurança. Ele argumenta que a inclusão de novos membros permanentes, como Brasil, México e países africanos, é crucial para tornar a organização mais representativa e eficaz diante dos desafios contemporâneos. Contrariamente a essa visão de fortalecimento e democratização, Lula criticou veementemente a proposta do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de criar um Conselho de Paz. Segundo Lula, essa iniciativa representa uma tentativa de Trump de estabelecer uma “nova ONU” onde ele seria o único “dono”, minando a estrutura existente e concentrando o poder decisório em uma única figura ou nação. Essa visão unilateral, que já gerou o declínio de convites para participar do referido conselho, incluindo a recusa da Espanha, é vista como um grave risco para a governança global. Trump havia lançado a ideia em Davos e convidado o próprio Lula para compor o conselho que supervisionaria um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), indicando um foco específico para a iniciativa.

A diplomacia brasileira e as críticas à intervenção externa

Diante da percepção de um cenário global em deterioração, Lula revelou estar em contato com diversos líderes mundiais, incluindo o presidente da China, Xi Jinping; da Rússia, Vladimir Putin; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e a presidente do México, Claudia Sheinbaum. O objetivo dessas conversas é buscar formas de união para que o multilateralismo não seja completamente descartado, impedindo que “a força da arma e da intolerância” prevaleça nas relações internacionais. Essa articulação diplomática busca criar uma frente para o diálogo e a cooperação, contrapondo-se às tendências de confrontação.

A defesa da soberania e do diálogo em um cenário global tenso

Em um dos pontos mais incisivos de seu discurso, Lula voltou a criticar a ação dos Estados Unidos na Venezuela, que, segundo ele, culminou no “sequestro” do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira-dama Cilia Flores. O presidente brasileiro expressou sua indignação com a alegada violação da integridade territorial de um país soberano, questionando como tal evento pôde ocorrer sem repercussão internacional. Ele enfatizou que a América do Sul é uma região de paz, sem armas atômicas, e que atos como esse representam um desrespeito inaceitável à soberania nacional. Lula reiterou que o Brasil não tem preferência por nenhum país em suas relações internacionais — citando Estados Unidos, Cuba, Rússia e China como exemplos de nações com as quais o Brasil busca uma relação equilibrada —, mas jamais aceitará “voltar a ser colônia” ou ser comandado por qualquer potência. Ele criticou a postura do ex-presidente Trump de ostentar o poderio militar dos EUA, defendendo que a política deve ser construída pela paz, pelo diálogo e pelo convencimento, e não pela imposição. Lula concluiu sua fala rejeitando a “Guerra Fria” e os conflitos como os vivenciados em Gaza, defendendo a democracia como um valor inegociável e a partilha do que há de bom, em vez da imposição.

O encontro do MST: pautas internas e a conexão global

O 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado em Salvador, marcou os 42 anos de fundação do movimento, celebrado em 22 de janeiro. O evento, que teve início na segunda-feira (19) e se encerrou com a presença de Lula, reuniu mais de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras sem terra de todo o Brasil, além de autoridades, parlamentares e representantes de movimentos sociais e sindicais. Durante os cinco dias de debates intensos, os participantes discutiram temas cruciais para o movimento e para o país, incluindo a reforma agrária, a produção de alimentos saudáveis, a agroecologia e a agricultura familiar, bem como a análise da conjuntura política atual, seus desafios e o papel do MST nesse contexto.

O manifesto do MST contra o imperialismo e pela reforma agrária

Ao final do encontro, uma carta elaborada pelo MST foi entregue ao presidente da República. No documento, o movimento manifestou críticas à tentativa de barrar o avanço do multilateralismo e ao imperialismo no continente, citando a alegada invasão da Venezuela e os ataques à soberania dos povos. O manifesto alertou que tais ações frequentemente têm como pano de fundo a exploração de bens naturais, como petróleo, minérios, terras raras, águas e florestas, reiterando a importância da luta anti-imperialista. A carta reafirmou os princípios fundamentais do MST: a luta pela reforma agrária e pelo socialismo, a crítica ao modelo do agronegócio e da exploração mineral e energética, o internacionalismo e a solidariedade, em especial com povos como os da Venezuela, Palestina, Haiti e Cuba. O documento concluiu com um chamado à sociedade brasileira para lutar por melhores condições de vida e trabalho, em defesa da paz e da soberania contra as guerras e as bases militares, e para avançar na defesa da natureza e contra os agrotóxicos, conclamando todos a se somarem à luta pela Reforma Agrária Popular rumo à construção de um “outro projeto de país”.

Perspectivas para a governança global

As declarações do presidente Lula, alinhadas às preocupações do MST, delineiam um panorama complexo para as relações internacionais e a política interna brasileira. A defesa do multilateralismo e a crítica ao unilateralismo, especialmente em propostas como o Conselho de Paz de Trump, reforçam a postura do Brasil na busca por uma ordem mundial mais equilibrada e democrática. A ênfase na soberania nacional e no diálogo como ferramentas de resolução de conflitos, aliada à rejeição de intervenções militares e à reafirmação de um território de paz na América do Sul, destacam a aspiração do país por um protagonismo construtivo. Enquanto o MST reafirma sua luta por transformações sociais e ambientais no cenário doméstico, sua conexão com as pautas globais sublinha a interdependência entre as questões internas e a política externa, apontando para a necessidade de uma visão holística para enfrentar os desafios do século XXI.

Perguntas Frequentes

O que significa multilateralismo e unilateralismo no contexto internacional?
Multilateralismo é a prática de coordenação e cooperação entre três ou mais estados para resolver problemas em comum. Exemplos incluem a ONU e a OMC. Unilateralismo é o conceito de ação ou política de um único estado sem a necessidade de consenso ou cooperação com outros estados.

Por que o presidente Lula critica a proposta de Donald Trump para um Conselho de Paz?
Lula vê a proposta de Trump como uma tentativa de criar uma “nova ONU” onde o ex-presidente dos EUA teria controle exclusivo, desconsiderando a estrutura e os princípios do multilateralismo da Organização das Nações Unidas existente, que Lula defende que seja reformada para ser mais inclusiva.

Qual a posição do Brasil sobre a soberania e intervenções militares em outros países, segundo Lula?
O Brasil, na visão de Lula, defende rigorosamente a soberania e a integridade territorial dos países, rejeitando qualquer tipo de intervenção militar que viole esses princípios. Ele enfatizou que a América do Sul é um território de paz e que o Brasil não aceitará ser tratado como “colônia” por nenhuma potência estrangeira.

Quais foram os principais temas debatidos no 14º Encontro Nacional do MST?
O encontro debateu temas como reforma agrária, produção de alimentos saudáveis, agroecologia, agricultura familiar, a conjuntura política atual e o papel do movimento. A carta final do MST também abordou críticas ao imperialismo, à invasão da Venezuela e à exploração de bens naturais.

Para aprofundar a discussão sobre o futuro da governança global e o papel do Brasil nesse cenário, continue acompanhando as análises e notícias sobre diplomacia e movimentos sociais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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