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Investigadora da Polícia Civil evita prisão em caso de tráfico de influência
Finanças

Investigadora da Polícia Civil evita prisão em caso de tráfico de influência

Última Atualizacão 16/02/2026 18:04
PainelRJ
Publicado 16/02/2026
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Reprodução
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Uma recente reviravolta no cenário da segurança pública paulista colocou em evidência a delicada questão do tráfico de influência dentro da Polícia Civil. A investigadora Tânia Aparecida Nastri, da Polícia Civil de São Paulo, depositou fiança de R$ 20 mil para evitar a prisão preventiva, aceitando também o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega de seu passaporte. As medidas cautelares foram impostas pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, em meio a graves suspeitas de que Nastri teria usado seu suposto prestígio junto ao alto escalão da corporação para obter propinas. Seu colega, Carlos Huerta, alvo da mesma investigação, seguiu o mesmo procedimento, ampliando o escopo de um caso que sacode as estruturas da instituição e levanta sérios questionamentos sobre integridade e conduta ética.

A investigadora da Polícia Civil e as medidas cautelares

A decisão judicial que resultou no pagamento de fiança e na imposição de monitoramento eletrônico para a investigadora Tânia Aparecida Nastri e seu colega Carlos Huerta marca um precedente na Justiça paulista. Além das restrições de deslocamento, ambos foram proibidos de deixar suas cidades de residência (São Paulo para Nastri e Atibaia para Huerta) por mais de cinco dias sem autorização judicial. A suspensão do exercício da função pública e a apreensão de suas armas complementam o rigor das medidas, refletindo a gravidade das acusações que pesam contra eles. A determinação de monitoramento eletrônico para policiais, via tornozeleira, é considerada uma decisão inédita em São Paulo, sublinhando a seriedade com que o Judiciário e os órgãos de controle internos da polícia estão tratando o caso.

Na quinta-feira anterior à decisão, equipes da Corregedoria da Polícia Civil realizaram buscas minuciosas nos endereços dos dois investigados, incluindo suas residências e respectivos locais de trabalho. Tânia Nastri atuava no Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), enquanto Carlos Huerta era o chefe dos investigadores da 13ª Delegacia, localizada na Casa Verde. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, notebooks, além de uma quantia significativa em dinheiro: Tânia Nastri possuía US$ 10 mil e R$ 20 mil em espécie. Com a devida autorização judicial, os corregedores iniciaram o processo de extração de dados dos dispositivos eletrônicos, na esperança de encontrar pistas cruciais que possam desvendar a real extensão do suposto esquema de exploração de prestígio. A expectativa é que esses arquivos revelem detalhes sobre as vantagens indevidas, incluindo dinheiro e até viagens internacionais, que teriam sido bancadas por policiais supostamente envolvidos com o crime organizado.

O elo com ‘Xixo’ e ‘Bolsonaro’ e a investigação inicial

As suspeitas contra Tânia Nastri e Carlos Huerta ganharam força após a prisão de outros dois policiais, Valdenir Paulo de Almeida, conhecido como ‘Xixo’, e Valmir Pinheiro, vulgo ‘Bolsonaro’. A detenção de ‘Xixo’ e ‘Bolsonaro’ ocorreu em setembro de 2024, sob a acusação de terem recebido uma propina vultosa de R$ 800 mil do tráfico de drogas. O objetivo da quantia seria barrar investigações contra integrantes de facções criminosas. A análise do material apreendido na ocasião, especialmente o conteúdo do celular de ‘Xixo’, foi determinante para aprofundar a investigação sobre o tráfico de influência. A decisão judicial que autorizou as buscas da Corregedoria, assinada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, explicitamente menciona a troca de mensagens entre ‘Xixo’ e os investigadores Tânia Aparecida Nastri e Carlos Huerta, estabelecendo uma conexão direta entre os casos e sugerindo uma rede complexa de corrupção e desvio de conduta. Os investigadores Nastri e Huerta ainda não prestaram depoimento formal sobre as acusações.

Desvendando o esquema: mensagens, nomes e evidências

A investigação, conduzida em conjunto por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Civil, aponta que Tânia Nastri e Carlos Huerta frequentemente alegavam ter proximidade com a cúpula da Delegacia-Geral de Polícia. Essa suposta influência seria utilizada para interceder em processos disciplinares internos da Corregedoria, em troca de vantagens. Mais grave ainda, a apuração revelou que nomes de peso e respeitados na Polícia paulista, como o ex-delegado-geral Nico Gonçalves (atual secretário de Segurança Pública) e o deputado estadual Delegado Olim, teriam sido vítimas de uso indevido de seus nomes pelos investigados, sem o seu conhecimento ou consentimento, para conferir credibilidade às suas ações ilícitas.

A atuação do Gaeco e da Corregedoria e o monitoramento patrimonial

A Operação Face Off, deflagrada em setembro de 2024, que culminou na prisão de ‘Xixo’, foi crucial para o desenrolar das investigações. Durante essa operação, o celular de Valdenir Paulo de Almeida, o ‘Xixo’, foi apreendido. A posterior análise pericial, realizada pela Polícia Federal, revelou mensagens comprometedoras, especialmente as trocas de comunicação com o investigador Carlos Huerta. Segundo a Corregedoria e o Gaeco, para reforçar sua capacidade de resolver “problemas” internos – tanto os seus, quanto os de seu parceiro ‘Bolsonaro’ e do próprio Huerta – ‘Xixo’ mencionava que iria “mexer seus pauzinhos” e que tinha “uma mulher lá” na Delegacia-Geral de Polícia ou na Corregedoria Geral.

Em uma das mensagens interceptadas, datada de maio de 2022, ‘Xixo’ escreveu: “Vou dar uma mexidinha nos pauzinhos para nós aí, tá? Qualquer coisa te dou um alô também, está bom, amigo? Tenho que correr atrás dessa porra aí”. A resposta de Huerta demonstrava grande preocupação e reforçava o pedido de ajuda: “Não, está bom, velho, tenta sim porque… É, aquilo lá, né? Estão pedindo os imóveis de todo mundo, essas coisas aí… foda, viu? Vamos que vamos, velho, vai dar tudo certo, se Deus quiser”. Essa conversa, segundo o Ministério Público, evidencia a tentativa de Huerta de que ‘Xixo’ realizasse tráfico de influência em interesse particular dos investigados pela Corregedoria, especialmente no que tange à apuração de evolução patrimonial – uma linha de investigação que visa identificar bens incompatíveis com a renda declarada dos policiais. As investigações continuam, com a expectativa de que a análise dos dados apreendidos possa traçar o mapa completo dessa complexa rede de corrupção e abuso de poder.

Perspectivas e o futuro da investigação

A imposição de medidas cautelares e a continuidade das investigações sobre a investigadora Tânia Aparecida Nastri e o investigador Carlos Huerta representam um marco na luta contra a corrupção e o tráfico de influência dentro das forças de segurança de São Paulo. Este caso, que envolve nomes de alto escalão da Polícia Civil e do Ministério Público, destaca a determinação dos órgãos de controle em coibir condutas que mancham a imagem da instituição e abalam a confiança pública. A complexidade da rede de supostas propinas, o uso indevido de nomes respeitados e a conexão com casos de policiais ligados ao crime organizado reforçam a urgência de uma apuração minuciosa e transparente. À medida que a extração de dados e os depoimentos avançam, espera-se que todos os envolvidos sejam responsabilizados, garantindo que a justiça seja feita e que a integridade da Polícia Civil seja restaurada. O desfecho dessa investigação será crucial para redefinir os padrões de conduta e ética dentro da corporação.

Perguntas frequentes

O que é tráfico de influência e como se aplica neste caso?
Tráfico de influência é o ato de valer-se de sua posição ou de contatos com autoridades para obter vantagens indevidas, geralmente mediante promessa ou pagamento de propina. Neste caso, os investigadores Tânia Nastri e Carlos Huerta são suspeitos de usar um suposto prestígio junto à cúpula da Polícia Civil para interferir em processos disciplinares, recebendo propinas de outros policiais investigados.

Quais são as medidas cautelares aplicadas aos investigados?
Os investigadores foram obrigados a depositar fiança (R$ 20 mil no caso de Tânia Nastri), usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte, tiveram suas armas apreendidas, foram suspensos de suas funções públicas e estão proibidos de deixar suas cidades de residência por mais de cinco dias sem autorização judicial.

Quem são os policiais ‘Xixo’ e ‘Bolsonaro’ e qual sua relação com a investigação?
Valdenir Paulo de Almeida (‘Xixo’) e Valmir Pinheiro (‘Bolsonaro’) são dois policiais presos em setembro de 2024, acusados de receber R$ 800 mil do tráfico de drogas para barrar investigações. A prisão deles e a análise de seus celulares revelaram mensagens com Tânia Nastri e Carlos Huerta, indicando uma conexão entre os casos de propina e tráfico de influência.

Mantenha-se informado sobre este e outros casos que buscam a transparência e a integridade nas instituições públicas, acompanhando as últimas notícias sobre segurança e justiça.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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