O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira em alta, alcançando um novo patamar histórico de fechamento. O índice fechou aos 147.428,9 pontos, registrando uma elevação de 0,31%. Apesar de não superar a máxima histórica intradia alcançada anteriormente, o resultado representa um marco inédito, superando a barreira dos 147 mil pontos pela primeira vez.
O otimismo em torno de possíveis cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, previstos para esta quarta-feira, e a expectativa de um acordo comercial entre os presidentes dos EUA e da China, que devem se encontrar na quinta-feira, impulsionaram o fluxo de investimentos para a renda variável. Ações de empresas ligadas ao setor de minério de ferro se destacaram entre as maiores altas. No entanto, a queda de aproximadamente 2% no preço do petróleo moderou o ritmo de crescimento do índice na parte final do dia.
De acordo com dados da B3, este é o 16º recorde registrado pelo Ibovespa em 2025. A performance reflete um cenário externo favorável, com investidores estrangeiros demonstrando maior interesse em mercados emergentes, diante da expectativa de políticas monetárias mais brandas nos Estados Unidos.
A postura mais conciliadora do governo dos EUA em relação a acordos comerciais, inclusive com o Brasil, também contribui para um ambiente de maior confiança no mercado. A alta do minério de ferro, com reflexo positivo nas ações de empresas de mineração e siderurgia, reforça essa tendência. A commodity fechou com um aumento expressivo na China, impulsionando os ganhos de companhias como CSN e CSN Mineração.
Internamente, investidores acompanham de perto as discussões sobre o quadro fiscal brasileiro. As declarações do ministro da Fazenda sobre o avanço da pauta fiscal no Congresso, em especial o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que estaria próximo do equilíbrio fiscal, geraram otimismo no mercado.
A melhora na popularidade do presidente da república também influencia a percepção de que o governo terá maior facilidade em aprovar suas propostas no Congresso. Contudo, a queda nos contratos futuros de petróleo, devido a preocupações com o excesso de oferta da commodity, exerceu pressão sobre o Ibovespa, limitando ganhos maiores.
Fonte: www.infomoney.com.br



