O futebol feminino no Brasil acaba de dar um passo significativo em direção ao seu desenvolvimento. Uma nova lei, aprovada sob a liderança da presidente da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, destina recursos do Fundo Nacional do Esporte para a modalidade. A legislação representa um marco histórico, impulsionando o crescimento e a expansão do futebol feminino em todo o país.
A iniciativa partiu de Laura Carneiro (PSD-RJ), deputada federal com longa trajetória na defesa dos direitos das mulheres. Em entrevista, a parlamentar relembrou as barreiras enfrentadas pelas mulheres no esporte, incluindo a proibição da prática de diversas modalidades até a década de 1970 e a subsequente falta de apoio financeiro. Essas restrições colocaram o futebol feminino brasileiro em desvantagem em relação a outros países.
A aprovação da lei ocorre em um momento estratégico, com o Brasil se preparando para sediar a Copa do Mundo Feminina em 2026, com jogos em oito estados. A expectativa é que os investimentos provenientes do Fundo Nacional do Esporte permitam ampliar o número de times e aprimorar a qualificação dos profissionais, elevando o nível de competitividade do país no cenário internacional.
A deputada ressaltou a importância de direcionar recursos para os municípios do interior do Rio de Janeiro, especialmente Itaperuna, onde desenvolve projetos na área da saúde. Ela defende a descentralização de investimentos como forma de promover um desenvolvimento mais equilibrado da economia do estado.
Questionada sobre as ações na área de segurança pública, a deputada manifestou apoio à Operação Contenção e à criação da Guarda Municipal Armada. Laura Carneiro considera a Guarda Municipal Armada, implementada pelo prefeito, uma força complementar à segurança pública, cuja responsabilidade primária é dos governos estadual e federal. Ela enfatizou a necessidade de combater grupos criminosos que desafiam o poder do Estado, garantindo o respeito aos cidadãos.
A deputada também defendeu a aprovação de um projeto de lei que tipifica as facções criminosas como crime específico, sujeito a penas mais severas do que as atualmente previstas para terrorismo. Laura Carneiro argumenta que a atuação transnacional das facções e sua ocupação de territórios estaduais justificam o endurecimento das penalidades.
Laura Carneiro, também destacou sua atuação na criação do Estatuto da Juventude, legislação que garante direitos e proteções específicas para os jovens brasileiros. Para ela, o projeto demonstra o potencial do Poder Legislativo para transformar a vida da população por meio de leis adequadas.
Ao compartilhar conselhos para jovens e mulheres interessados em ingressar na política, a deputada enfatizou a importância da fé e da esperança, destacando o compromisso de muitos parlamentares com as questões de gênero e os direitos das mulheres.
Em seus múltiplos mandatos, Laura Carneiro elaborou mais de mil propostas legislativas, com foco no combate à violência contra a mulher. Sua atuação foi fundamental na aprovação da Lei Maria da Penha. Além do Estatuto da Juventude, ela também foi coautora do Estatuto do Idoso. Preocupada com a diversidade de gênero, a deputada apresentou um projeto de lei que inclui as opções masculino, feminino e indeterminado na identificação civil.
Fonte: diariodorio.com



