Um século após o desaparecimento do lendário explorador britânico Percy H. Fawcett nas selvas amazônicas, a produtora Guayamu Cultural realiza uma expedição inovadora para revisitar sua trilha e desvendar os mistérios que ainda cercam sua jornada. O objetivo é mapear mais de 50 sítios arqueológicos milenares em busca de pistas e histórias que remontam às civilizações pré-colombianas.
“Fawcett é simplesmente o cara que inspirou George Lucas e Steven Spielberg a criarem o Indiana Jones. E esse cara desapareceu no Brasil”, afirma Maurício Acklas, idealizador do projeto e líder da expedição.
Documentário e Investigação Cultural
A jornada completa 30 dias nesta semana (ao todo, serão 100) e está sendo registrada em uma série documental de episódios diários, legendados em inglês e espanhol, com exibição gratuita no YouTube. A proposta combina investigação histórica com entretenimento e visa ampliar o interesse global pelo turismo cultural e científico nos destinos sul-americanos, com forte ênfase no Brasil.
“Nosso objetivo é investigar a fundo como se deu a formação das civilizações em nosso continente. É nossa sexta expedição. Esta, inédita. Vamos a campo, com rigor e paixão, para revisitar os sítios mais enigmáticos da América do Sul e, quem sabe, lançar nova luz sobre mistérios ainda não decifrados”, declarou Acklas.
Uma Busca Profunda e Ancestral
Inspirada pela obsessiva busca de Fawcett pela mítica “Cidade Z”, a expedição busca mais do que os rastros do coronel britânico: pretende revelar um Brasil profundo, ancestral e enigmático. Com uma metodologia que combina estudos acadêmicos, expedições de campo e entrevistas com historiadores, arqueólogos e lideranças indígenas, a série constrói uma narrativa que conecta o passado ao presente com rigor e sensibilidade.
“Essa é uma história sobre exploração, mas também sobre escuta. Sobre recontar o passado a partir das vozes de quem vive nesses territórios. Queremos aproximar o público da história com uma linguagem acessível, sem abrir mão da profundidade”, explica Acklas.
Locais Icônicos e a Memória Histórica
Com passagens por locais icônicos como a Serra do Roncador, Cusco, Nazca e Tiwanaku, a série convida o espectador a uma imersão nos bastidores da exploração e da memória histórica. A proposta é envolver tanto o público interessado em mistérios e aventuras quanto estudantes, pesquisadores e viajantes em busca de experiências autênticas e transformadoras.
A produção também marca o centenário do desaparecimento de Fawcett, que se perdeu na floresta amazônica em 1925 durante sua última expedição. Sua figura — entre o cientista, o místico e o sonhador — tornou-se símbolo de obsessões, inspirando romances, expedições e até o cinema, como no filme “Z – A Cidade Perdida”, de James Gray.
Recontando a História do Brasil
Para os realizadores, essa é uma oportunidade de reposicionar o Brasil como epicentro de histórias fascinantes e ainda pouco exploradas. E, sobretudo, de recontar a história de Fawcett com o olhar de quem habita e conhece a floresta — e não apenas de quem se perdeu nela.



