Honduras deu início à recontagem dos votos da eleição presidencial ocorrida no último domingo, em um processo detalhado que pode se estender por semanas. A decisão foi tomada após a apuração inicial indicar um resultado extremamente apertado entre os candidatos.
Nasry Asfura, candidato conservador, liderava com 39,91% dos votos no momento em que a autoridade eleitoral declarou o fim da apuração rápida. Seu principal concorrente, Salvador Nasralla, ex-apresentador de esportes e vice-presidente, alcançou 39,89% dos votos.
A diferença entre os dois candidatos era de apenas 515 votos, em um universo de aproximadamente 1,9 milhão de votos apurados, conforme informou Ana Paola Hall, chefe da autoridade eleitoral, através de uma publicação online. Diante da pequena margem, Hall fez um apelo à população, pedindo calma e paciência durante o processo de recontagem.
A candidata do partido governista, Rixi Moncada, ficou em terceiro lugar na disputa, com 19,2% dos votos. Em Honduras, a eleição presidencial é decidida em um único turno.
A autoridade eleitoral tem até o dia 30 de dezembro para anunciar o vencedor oficial da eleição. O novo presidente eleito tomará posse no dia 27 de janeiro.
O mercado financeiro reagiu à incerteza eleitoral. Títulos da dívida do país registraram valorização no início da semana. Os papéis com vencimento em 2034 subiram 2,2 centavos, atingindo 112,5 centavos de dólar, o maior valor desde sua emissão há pouco mais de um ano.
A eleição em Honduras ganhou atenção internacional. Dias antes da votação, o ex-presidente americano Donald Trump expressou seu apoio a Asfura, descrevendo-o como um defensor da democracia, e criticou Nasralla. Trump indicou que não colaboraria com Nasralla ou com a candidata do partido governista, Moncada.
Tanto Asfura quanto Nasralla declararam ter como objetivo fortalecer as relações com os Estados Unidos e se distanciar do regime socialista da Venezuela.
A atual presidente, Xiomara Castro, estabeleceu relações diplomáticas com Pequim em 2023. Ambos os candidatos, Asfura e Nasralla, manifestaram intenção de reverter essa decisão, argumentando que a relação comercial com a China tem sido desfavorável e gerado perdas de empregos.
Trump causou surpresa ao mencionar a possibilidade de perdoar Juan Orlando Hernández, ex-presidente condenado a 45 anos de prisão por crimes relacionados ao tráfico de drogas e posse de armas. Hernández pertence ao mesmo partido de Asfura, o Partido Nacional de Honduras.
Fonte: www.infomoney.com.br



