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Eduardo Paes inaugura batistério público Em praça ligada à Igreja Universal
Rio de Janeiro

Eduardo Paes inaugura batistério público Em praça ligada à Igreja Universal

Última Atualizacão 13/12/2025 16:30
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Publicado 13/12/2025
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), inaugurou o primeiro batistério público da cidade no último sábado (13), em um evento realizado na Praça Jardim do Méier, na Zona Norte. A escolha do local é de grande relevância, pois marca o berço da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada pelo bispo e empresário Edir Macedo na década de 1970. Esta iniciativa é percebida como um novo aceno do executivo municipal à comunidade evangélica, um grupo religioso com considerável influência política na capital carioca. A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e o bispo Gonçalves, conhecido por sua atuação como um dos principais executivos da Record TV, emissora ligada à Universal. O prefeito destacou a importância do novo espaço para a promoção da liberdade religiosa na cidade.

O batistério público e seu significado histórico

Um marco religioso na praça Jardim do Méier
A inauguração do batistério público no Jardim do Méier representa um marco significativo para o Rio de Janeiro, uma cidade conhecida por sua rica diversidade cultural e religiosa. O local escolhido, a Praça Jardim do Méier, é particularmente simbólico, pois foi ali que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) teve seu início, há cerca de 40 anos, quando o bispo Edir Macedo pregava para pequenos grupos de fiéis. Ao transformar essa área em um espaço público destinado a batismos por imersão, a prefeitura estabelece um ponto de convergência para diversas denominações evangélicas que praticam esse rito, reafirmando o compromisso com a liberdade de culto.

A estrutura foi cuidadosamente projetada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos para oferecer funcionalidade e um ambiente propício à espiritualidade. O batistério conta com elementos como uma cascata d’água, que evoca a ideia de purificação e renovação, e uma bíblia cenográfica em resina, simbolizando a palavra e a fé. O design do espaço buscou criar um ambiente acolhedor e reverente para as cerimônias. O local funcionará diariamente, das 6h às 19h, garantindo ampla disponibilidade para os fiéis. A manutenção e zeladoria ficarão a cargo da Gerência de Chafarizes e Monumentos da Seconserva, assegurando a durabilidade e o bom estado de conservação do batistério para a comunidade.

Durante a solenidade de inauguração, o prefeito Eduardo Paes destacou a importância da iniciativa. Ele reiterou o caráter de “lugar de fé” do Rio de Janeiro e, embora afirme seguir a “palavra de Jesus Cristo” em sua vida pessoal, enfatizou seu papel como homem público em garantir que todos tenham o direito de professar sua própria fé. Paes expressou orgulho em sua gestão, descrevendo-se como o prefeito que mais apoiou as mais diversas manifestações religiosas na cidade, buscando reforçar a convivência harmoniosa entre as diferentes crenças. A presença de líderes religiosos e políticos de alto escalão na inauguração sublinhou a relevância do evento e a contínua interação entre o poder público e as instituições de fé no cenário carioca.

Diálogo e apoio: as ações do executivo municipal e os reflexos políticos

Engajamento com a comunidade evangélica e controvérsias
A inauguração do batistério público no Jardim do Méier não surge como um evento isolado, mas sim como parte de um padrão mais amplo de ações do prefeito Eduardo Paes direcionadas à comunidade evangélica. Este segmento da população é amplamente reconhecido por seu peso demográfico e por sua capacidade de mobilização política, desempenhando um papel decisivo em pleitos eleitorais, incluindo as campanhas de Paes. As iniciativas do executivo municipal têm demonstrado um esforço sistemático para cultivar e fortalecer os laços com este eleitorado.

Nos últimos meses, a prefeitura do Rio de Janeiro tem direcionado apoio financeiro a eventos de grande porte promovidos por denominações evangélicas. Em maio deste ano, foi concedido um patrocínio de R$ 1,9 milhão para a realização da tradicional Marcha para Jesus, um dos maiores encontros evangélicos do calendário nacional, que reúne milhares de pessoas em manifestação pública de fé. Além disso, a administração municipal liberou R$ 350 mil para o JA de Verão 2025, evento organizado pela Igreja Adventista, outra importante instituição religiosa com forte presença na cidade. Esses investimentos demonstram um padrão de apoio a iniciativas religiosas de grande visibilidade e participação popular.

Olhando para o futuro próximo, no dia 15 de dezembro de 2024, o prefeito Paes já anunciou planos ambiciosos para a construção do primeiro centro temático evangélico do município. Batizado de “A Terra Prometida”, o projeto será instalado em Santa Cruz, na Zona Oeste, e promete ser um complexo cultural e de lazer que se inspirará na cultura e nas tradições evangélicas. Essa iniciativa de grande escala sinaliza uma intenção de criar estruturas permanentes que atendam não apenas às necessidades espirituais, mas também culturais e de entretenimento da comunidade evangélica.

No entanto, essa série de gestos e o volume de recursos e projetos direcionados têm gerado questionamentos e levantam um debate sobre a laicidade do Estado. O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) protocolou uma representação junto ao Ministério Público Federal (MPF) contra o prefeito Eduardo Paes. A acusação central é de que estaria ocorrendo um favorecimento desproporcional ao público evangélico, o que, segundo a entidade, poderia configurar uma violação do princípio constitucional da laicidade do Estado. O MPF será encarregado de analisar a representação e determinar se as ações do executivo municipal ultrapassam os limites da equidade e neutralidade religiosa. Paes, por sua parte, defende que sua gestão é a que mais apoiou as diversas manifestações religiosas na cidade, reafirmando seu compromisso com a liberdade de culto para todos os cidadãos, independentemente de sua fé.

Perspectivas futuras e o debate sobre laicidade

A inauguração do batistério público no Jardim do Méier e o conjunto de ações do prefeito Eduardo Paes refletem uma dinâmica complexa na gestão pública carioca, onde a interface entre política, religião e sociedade se manifesta de forma acentuada. Por um lado, há um reconhecimento evidente da relevância e do impacto do segmento evangélico no panorama social e eleitoral do Rio de Janeiro. O executivo municipal demonstra uma clara intenção de atender às demandas e anseios dessa população através da implementação de infraestrutura e do apoio a eventos que celebram sua fé. O prefeito tem consistentemente reiterado seu orgulho em ser um gestor que ampara as mais variadas expressões de fé, buscando equilibrar suas convicções pessoais com o dever fundamental de garantir a liberdade religiosa a todos os cariocas.

Por outro lado, essa sucessão de gestos e investimentos consideráveis provoca questionamentos substanciais acerca dos limites da atuação do poder público em um Estado constitucionalmente laico. A representação formalizada no Ministério Público Federal pelo Ceap destaca a crescente preocupação com um potencial favorecimento desproporcional a um grupo religioso específico, o que, se comprovado, poderia comprometer a neutralidade e a imparcialidade que se esperam da administração municipal diante da pluralidade de crenças. O debate sobre a laicidade do Estado e a equidade no tratamento das diversas religiões no Brasil é uma pauta contínua e de crescente importância, especialmente em cenários políticos próximos a períodos eleitorais, onde o apoio de grupos religiosos pode se tornar um fator decisivo. O futuro da relação entre o poder público municipal e as comunidades de fé no Rio de Janeiro dependerá da capacidade de equilibrar o reconhecimento legítimo da importância da religião na vida dos cidadãos com a garantia inabalável da imparcialidade e da igualdade para todos, assegurando que nenhum grupo seja privilegiado em detrimento de outros.

Perguntas frequentes

O que é o batistério público do Rio de Janeiro?
É o primeiro espaço público na cidade do Rio de Janeiro destinado à realização de cerimônias de batismo por imersão, construído na Praça Jardim do Méier.

Qual a relevância histórica da localização do batistério?
A Praça Jardim do Méier é o local onde a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) foi fundada pelo bispo Edir Macedo na década de 1970, tornando-a um ponto de grande significado para a comunidade evangélica.

Quais outras ações o prefeito Eduardo Paes tem feito em relação aos evangélicos?
Além da inauguração do batistério, o prefeito concedeu patrocínios para a Marcha para Jesus e o JA de Verão 2025, e anunciou a construção do centro temático evangélico “A Terra Prometida” em Santa Cruz.

Houve alguma controvérsia relacionada a essas ações do prefeito?
Sim, o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) protocolou uma representação no Ministério Público Federal (MPF) acusando o prefeito de favorecimento desproporcional ao público evangélico, gerando debate sobre a laicidade do Estado.

Para mais informações sobre as políticas públicas e o impacto das relações entre Estado e religião na cidade do Rio de Janeiro, continue acompanhando as notícias e análises aprofundadas sobre o tema.

Fonte: https://temporealrj.com

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