O cenário político do Rio de Janeiro se prepara para uma reconfiguração significativa com o anúncio feito pelo atual prefeito, Eduardo Paes (PSD). Ele confirmou que deixará o cargo em 20 de março para focar em sua candidatura ao Governo do Estado nas Eleições de 2026. A notícia, que movimenta o tabuleiro eleitoral fluminense, veio acompanhada da divulgação do nome de sua companheira de chapa: a advogada Jane Reis (MDB) assumirá a posição de vice. A decisão de Eduardo Paes marca o início de uma nova fase na política do estado, com implicações tanto para a gestão municipal, que terá um novo prefeito, quanto para a corrida eleitoral estadual, que já começa a ganhar contornos definidos. Este movimento estratégico busca consolidar uma base de apoio robusta para a disputa pelo Palácio Guanabara.
A corrida ao governo do estado: O cenário eleitoral de 2026
A movimentação de Eduardo Paes em direção ao Governo do Estado é um dos principais catalisadores do cenário político fluminense para as eleições de 2026. A confirmação de sua saída da prefeitura em março do próximo ano estabelece um cronograma claro para a preparação de sua campanha e para a articulação de alianças. A disputa pelo comando do Poder Executivo estadual promete ser acirrada, com diversos atores políticos já se posicionando ou sendo especulados. A antecipação do anúncio por Paes permite que sua chapa comece a trabalhar na construção de uma plataforma e na comunicação com o eleitorado, visando consolidar sua liderança e apresentar propostas concretas para os desafios que o estado enfrenta em áreas como segurança pública, economia, educação e saúde.
A escolha da vice: Perfil de Jane Reis
A escolha de Jane Reis (MDB) como vice na chapa de Eduardo Paes não é meramente protocolar; ela representa uma articulação política estratégica com múltiplos vetores. Jane Reis é irmã de Washington Reis, uma figura influente na política da Baixada Fluminense, ex-prefeito de Duque de Caxias e ex-secretário de Transportes do Rio de Janeiro. Essa conexão é crucial, pois a Baixada Fluminense é uma região eleitoral de peso considerável no estado, capaz de definir o resultado de pleitos majoritários. A presença de Jane na chapa pode, portanto, garantir um valioso apoio político e eleitoral nessa região, conhecida por sua complexidade e diversidade.
Além de sua forte ligação familiar com uma liderança regional, Jane Reis possui um perfil próprio que a qualifica para a posição. Ela já presidiu o “MDB Mulher” de Duque de Caxias, demonstrando experiência e engajamento com a pauta feminina e com a organização partidária. Sua atuação no MDB Mulher sugere uma capacidade de mobilização e de diálogo com um importante segmento do eleitorado. Em suas redes sociais, Jane se descreve como “cristã, mãe, esposa e advogada”. Essa autoidentificação não é casual; ela pode ressoar com uma parcela significativa da população que valoriza esses pilares, projetando uma imagem de liderança com valores tradicionais e proximidade com o cotidiano das famílias fluminenses. A combinação de seu histórico político-partidário, suas raízes na Baixada Fluminense e sua identidade pessoal e profissional faz de Jane Reis uma vice com potencial para agregar votos e fortalecer a chapa de Eduardo Paes.
Primeiras projeções: O que indicam as pesquisas
As primeiras projeções para a corrida ao governo do estado já começam a delinear um cenário promissor para Eduardo Paes. Um levantamento recente encomendado por um veículo de imprensa junto a um instituto de pesquisa aponta que Paes lidera as intenções de voto com 43%. Esse índice expressivo, embora inicial, sinaliza uma forte preferência do eleitorado e estabelece Paes como o principal candidato a ser batido. A pesquisa reflete o reconhecimento de sua atuação pública e a consolidação de sua imagem política ao longo de anos de vida pública, incluindo mandatos como prefeito da capital.
Em um distante segundo lugar nas intenções de voto, aparece o ex-policial militar Rodrigo Pimentel, com 9,1%. Pimentel ganhou notoriedade nacional por inspirar o personagem Capitão Nascimento nos filmes “Tropa de Elite”, o que lhe confere um reconhecimento junto a um público específico, especialmente aquele que se identifica com pautas de segurança pública e ordem. Sua entrada na disputa adiciona uma figura com forte apelo popular e um discurso focado em temas que são caros à população fluminense.
É fundamental ressaltar que, apesar de Paes apresentar uma vantagem considerável, o cenário político pode se transformar significativamente até as Eleições de 2026. As campanhas oficiais, os debates entre candidatos e a evolução dos problemas sociais e econômicos do estado tendem a influenciar a percepção dos eleitores. O primeiro turno das Eleições 2026 está previsto para o dia 4 de outubro, com um possível segundo turno em 25 de outubro. Esses dados antecipados servem como um termômetro inicial, mas a dinâmica eleitoral ainda reserva muitas reviravoltas e surpresas até o pleito.
A transição na prefeitura: O novo comando do Rio de Janeiro
A saída de Eduardo Paes da Prefeitura do Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 2025, não apenas altera o panorama estadual, mas também provoca uma importante transição na administração da capital fluminense. A gestão da cidade será assumida pelo atual vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), que terá a missão de dar continuidade aos projetos em andamento e imprimir sua própria marca na liderança de uma das maiores metrópoles do país. A mudança no comando da prefeitura exige uma transição suave e eficiente para garantir a estabilidade administrativa e a manutenção dos serviços públicos essenciais para os milhões de cariocas.
O perfil do novo prefeito: Eduardo Cavaliere
Eduardo Cavaliere (PSD) assume a chefia do Poder Executivo municipal em um momento crucial para o Rio de Janeiro. Aos 31 anos, Cavaliere apresenta um currículo notável para sua idade, demonstrando uma ascensão rápida e consistente na política e na administração pública. Formado em Direito pela prestigiada Fundação Getúlio Vargas (FGV), ele construiu uma trajetória que o capacitou para os desafios da prefeitura.
Antes de se tornar vice-prefeito, Cavaliere ocupou posições estratégicas na gestão municipal. Entre 2022 e 2023, atuou como Secretário Municipal de Meio Ambiente e Clima, onde lidou com pautas cruciais relacionadas à sustentabilidade e à resiliência urbana. Em seguida, entre 2023 e 2024, assumiu a Secretaria da Casa Civil, uma pasta de coordenação essencial para o funcionamento da máquina pública, responsável pela articulação entre as diversas secretarias e pela gestão dos principais projetos da prefeitura. Além de sua experiência no executivo, Cavaliere também teve uma breve passagem como deputado estadual entre 2023 e 2024, o que lhe conferiu uma perspectiva sobre o legislativo e as dinâmicas políticas estaduais. Essa bagagem multifacetada, combinando conhecimento jurídico, experiência em áreas-chave da administração municipal e vivência legislativa, o posiciona como um líder jovem, mas preparado para os desafios que vêm pela frente.
Desafios e perspectivas para a gestão interina
A gestão de Eduardo Cavaliere como prefeito do Rio de Janeiro, embora inicialmente decorrente de uma licença do titular, assume um caráter de grande responsabilidade e oportunidade. Ele terá o desafio de dar continuidade às políticas e projetos da administração anterior, muitos dos quais já estão em fases avançadas, ao mesmo tempo em que precisará demonstrar sua própria capacidade de liderança e gestão. Manter a estabilidade política e administrativa da cidade será uma prioridade, especialmente em um ano pré-eleitoral, onde as atenções estarão voltadas para as movimentações de 2026.
Entre os desafios imediatos, Cavaliere deverá enfrentar questões como a manutenção da ordem urbana, a gestão fiscal, a melhoria dos serviços públicos e a articulação com a Câmara Municipal. A expectativa é que ele utilize sua experiência na Casa Civil para garantir a fluidez da máquina administrativa e a execução eficiente das metas estabelecidas. A gestão de Cavaliere também representa uma oportunidade para o jovem político consolidar seu nome e construir um legado, mostrando sua visão para o futuro da cidade. Sua atuação nos próximos meses será observada de perto por analistas políticos e pela população carioca, que espera um comando firme e dedicado aos interesses da cidade. A capacidade de Cavaliere de gerenciar as complexidades de uma metrópole como o Rio e de conduzir a cidade de forma eficaz será determinante para sua trajetória política futura.
Conclusão
A movimentação de Eduardo Paes para a disputa do governo do estado em 2026, com a nomeação de Jane Reis como sua vice, marca um ponto de inflexão na política do Rio de Janeiro. Enquanto a chapa se organiza para uma corrida eleitoral que já indica Paes como forte candidato, a cidade do Rio se prepara para uma transição sob a liderança de Eduardo Cavaliere. Essa dinâmica multifacetada aponta para um período de intensas articulações e desafios, tanto no âmbito estadual, com a redefinição de forças para o pleito de 2026, quanto no municipal, onde o novo prefeito interino terá a responsabilidade de manter a governabilidade e dar prosseguimento às pautas da capital. O futuro político do estado e da capital, portanto, começa a ser traçado com essas decisões estratégicas.
FAQ
Quando Eduardo Paes deixará a Prefeitura do Rio de Janeiro?
Eduardo Paes deixará o cargo de prefeito do Rio de Janeiro em 20 de março de 2025.
Quem será o vice na chapa de Eduardo Paes para o Governo do Estado em 2026?
A advogada Jane Reis (MDB) foi anunciada como a vice na chapa de Eduardo Paes para o Governo do Estado.
Quem assume a Prefeitura do Rio de Janeiro após a saída de Paes?
Após a saída de Eduardo Paes, o atual vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), assumirá o cargo de prefeito do Rio de Janeiro.
Quais as datas previstas para as Eleições 2026?
O primeiro turno das Eleições 2026 está previsto para 4 de outubro, e um eventual segundo turno para 25 de outubro.
Para mais informações sobre as eleições de 2026 e o cenário político fluminense, continue acompanhando nossos próximos artigos e análises detalhadas.
Fonte: https://diariodorio.com



