O Jardim Botânico do Rio de Janeiro preparou uma programação especial em seu museu para celebrar o Dia da Consciência Negra. Iniciada hoje e estendendo-se até o próximo domingo, a agenda de eventos busca valorizar a cultura afro-brasileira e suas influências.
O foco principal das atividades é o resgate de práticas afro-diaspóricas, originárias das populações africanas que migraram para diversos cantos do planeta. A programação diversificada inclui oficinas, contações de histórias, apresentações teatrais, jongo e visitas educativas, explorando a intersecção entre arte e ciência.
A programação de hoje destaca os “Saberes Ancestrais: entre ervas e sais”, com uma oficina onde os participantes criarão sachês de escalda-pés, inspirados em práticas ancestrais de cuidado e relaxamento.
Na sexta-feira, a atividade “Plantando Histórias: Baobá” apresentará um teatro de sombras sobre a árvore sagrada, seguido por uma aula de jongo ao ar livre com a Companhia de Aruanda, celebrando o ritmo e a dança de origem afro-brasileira.
O sábado reserva uma oficina sobre “Saberes Ancestrais: Adinkras”, abordando o sistema de símbolos dos povos Akan como forma de comunicação e registro. Os Akan, originários da África Ocidental (Gana, Costa do Marfim, Togo e Benin), tiveram um impacto significativo na cultura brasileira, especialmente na música, dança, religião e culinária. No mesmo dia, o público poderá assistir ao espetáculo “Contos de Orí”, uma apresentação teatral que mistura elementos naturais e narrativas iorubanas, com interpretação em Libras.
Para encerrar a programação, no domingo, está prevista uma visita educativa chamada “Da Floresta ao Laboratório”, que apresentará às crianças e famílias o processo de pesquisa científica no Jardim Botânico, conectando biodiversidade e conhecimento tradicional.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



