Um pedido de suspensão do reajuste na tarifa de água, agendado para o primeiro dia de dezembro, foi protocolado no Tribunal de Contas do Estado. A ação foi iniciada por um deputado estadual, que classificou o aumento como “inadmissível”. O argumento central é que concessionárias responsáveis pela distribuição de água, antes sob responsabilidade da Cedae, acumularam ganhos considerados indevidos.
O parlamentar apresentou uma relação de situações em que as concessionárias teriam auferido lucros irregulares, somando aproximadamente R$ 2 bilhões. Segundo ele, permitir um novo reajuste agravaria o impacto das tarifas sobre os moradores do estado. “É preciso frear mais esse aumento. O sistema tende a colapsar porque a população não tem mais condições de manter em dia suas contas de água”, declarou.
O deputado, que também preside a Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do estado, enfatizou que o acesso à água não deve ser tratado como um produto comercial. “Defendo tarifas justas e água na torneira. A população não pode continuar arcando com custos que não refletem o serviço prestado”, afirmou.
Segundo o deputado, as concessionárias já acumularam diversos ganhos indevidos desde o início das operações. Entre os pontos levantados está um reajuste aplicado seis meses antes do prazo estabelecido em contrato, gerando um impacto adicional de R$ 1,3 bilhão. Além disso, apontou que, em 2024, as empresas aplicaram reajustes com base em 20 meses de inflação, em vez dos 12 meses adequados.
“Esses são apenas dois casos dos ganhos extraordinários obtidos pelas concessionárias nos últimos tempos. Por isso, defendemos que não haja novo reajuste este ano. No ano passado, o IPCA ficou em 4,83%, e teve concessionária que aplicou aumento de 14%. A população não aguenta mais isso”, concluiu o deputado. A ação no Tribunal de Contas busca impedir a aplicação do novo reajuste e investigar as práticas das concessionárias.
Fonte: diariodorio.com



