Na esteira de uma tragédia que chocou a comunidade do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, a Defesa Civil Municipal deu início nesta segunda-feira (02) à demolição de três imóveis situados na Favela do Metrô, Avenida Rei Pelé. A medida emergencial surge como resposta direta ao recente desabamento que resultou na morte de uma mulher e deixou nove pessoas feridas. A decisão pela demolição foi tomada após uma rigorosa perícia técnica dos órgãos municipais, que identificou um risco iminente de queda em diversas estruturas no entorno. Ao todo, treze residências foram interditadas, mas a urgência em remover as três mais comprometidas visa evitar novas fatalidades e garantir a segurança da área afetada. As operações, iniciadas manualmente, sublinham a gravidade da situação e o impacto devastador do desabamento.
Medidas da Defesa Civil e o risco iminente
Após o colapso estrutural que abalou a Avenida Rei Pelé, a Defesa Civil Municipal agiu prontamente para mitigar os riscos e garantir a segurança dos moradores da Favela do Metrô, no Maracanã. A equipe técnica da prefeitura realizou uma vistoria minuciosa na área circundante aos imóveis que desabaram na madrugada da segunda-feira, dia 02. Esta perícia detalhada revelou que treze residências no entorno imediato apresentavam sérios problemas estruturais e risco de colapso, levando à sua interdição imediata. A análise minuciosa, realizada por especialistas em engenharia e segurança, considerou fatores como a integridade das fundações, a condição das paredes e o estado geral de conservação das edificações, especialmente aquelas localizadas em terrenos de encosta ou com histórico de instabilidade.
Dentre os imóveis interditados, três foram classificados com risco extremo de queda, tornando sua demolição uma prioridade inadiável. As operações de derrubada dessas estruturas tiveram início no final da manhã da mesma segunda-feira, com equipes trabalhando manualmente para remover as construções mais precárias. A intervenção busca prevenir novos acidentes, dado o estado de degradação e o potencial dominó que a queda de uma estrutura comprometida poderia causar nas demais. A celeridade na execução das demolições reflete a urgência imposta pela situação, visando a proteção da vida e a integridade física dos residentes que ainda permanecem na comunidade ou que circulam nas proximidades da área afetada pela tragédia. A Defesa Civil continua monitorando o local para avaliar a necessidade de outras intervenções ou reforços estruturais nas construções que não foram demolidas, mas que estão sob observação rigorosa. A ação manual, embora mais lenta, é fundamental para garantir a precisão e evitar a sobrecarga em estruturas já fragilizadas.
Interdições e demolições na Favela do Metrô
A Favela do Metrô, localizada nas imediações da Avenida Rei Pelé, tornou-se o epicentro das ações de emergência da Defesa Civil após o desabamento. A área, caracterizada por construções densas e muitas vezes irregulares, é particularmente vulnerável a este tipo de incidente, especialmente em períodos de chuvas intensas ou devido a falhas estruturais acumuladas ao longo do tempo. A interdição de treze imóveis serve como um alerta para as condições de moradia em algumas regiões da cidade, onde a segurança estrutural pode ser comprometida por diversos fatores, incluindo a autoconstrução sem acompanhamento técnico adequado.
A demolição dos três imóveis mais críticos, realizada de forma manual, evidencia a dificuldade de acesso e a complexidade das operações em um ambiente urbano tão adensado. Essa abordagem cuidadosa é essencial para evitar danos adicionais às residências vizinhas ainda consideradas seguras e para garantir que o trabalho seja executado de forma controlada e segura para os trabalhadores envolvidos. O uso de maquinário pesado em locais de difícil acesso e com risco de colapso pode agravar a situação, o que justifica a escolha por métodos mais artesanais. A população local tem sido orientada a manter distância da área de risco enquanto as intervenções prosseguem, e o planejamento para o futuro dessas famílias desabrigadas ou desalojadas permanece em discussão pelas autoridades competentes, que buscam oferecer suporte e alternativas de moradia.
A tragédia e suas vítimas
A madrugada da segunda-feira (02) foi marcada por um cenário de terror e desespero para os moradores da Avenida Rei Pelé, no Maracanã, quando imóveis desabaram subitamente. A tragédia resultou na morte de Michele Martins, uma mulher de 40 anos que residia em um dos imóveis atingidos e que ficou soterrada por horas. Além da vítima fatal, nove pessoas ficaram feridas, evidenciando a violência do colapso e o impacto sobre a comunidade que se viu de repente em meio a escombros e pedidos de socorro. Os depoimentos de vizinhos e equipes de resgate relatam cenas de profunda aflição e uma luta contra o tempo para salvar vidas.
Entre os feridos estavam as duas filhas de Michele: Ágatha Martins, de apenas 7 anos, e sua irmã de 14 anos. A pequena Ágatha foi a que mais sofreu, permanecendo soterrada por mais de cinco horas, um período angustiante que mobilizou intensos esforços de resgate. A garota demonstrou uma incrível resiliência ao suportar a provação. Após ser retirada dos escombros, Ágatha foi prontamente encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde permanece internada recebendo tratamento médico para os ferimentos e acompanhamento psicológico devido ao trauma. Sua irmã mais velha, de 14 anos, também foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Salgado Filho, recebendo alta médica ainda durante a manhã do mesmo dia, após avaliação e atendimento para escoriações leves e choque. Os outros sete feridos tiveram escoriações superficiais e, felizmente, puderam ser liberados no próprio local do incidente após receberem os primeiros socorros das equipes de emergência. A comoção na comunidade é palpável, enquanto familiares e amigos lidam com a perda e a recuperação dos sobreviventes.
Resgate e atendimento aos feridos
A resposta ao desabamento foi imediata e coordenada, envolvendo um contingente significativo de equipes de emergência que atuaram com presteza e profissionalismo. Cerca de 50 bombeiros militares foram acionados e atuaram incansavelmente no local, empregando técnicas especializadas para a busca e resgate de vítimas soterradas, incluindo o uso de cães farejadores e equipamentos de escuta. A operação foi complexa e desafiadora, especialmente devido à instabilidade das estruturas remanescentes, ao risco de novos desabamentos e à dificuldade de acesso à área afetada, que exigiu a remoção manual de grandes volumes de entulho.
O foco principal dos bombeiros era localizar e retirar as pessoas presas sob os escombros, trabalho que se estendeu por várias horas na busca por Michele e Ágatha Martins, enfrentando condições adversas e perigos iminentes. Além dos bombeiros, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e de outras unidades de saúde estiveram presentes para prestar os primeiros socorros e realizar o encaminhamento hospitalar dos feridos, garantindo que cada vítima recebesse a atenção médica necessária sem demora. A eficiência e a dedicação desses profissionais, muitas vezes trabalhando sob pressão extrema e em cenários caóticos, foram cruciais para minimizar o número de vítimas fatais e garantir o rápido atendimento aos que precisavam de cuidados médicos urgentes, demonstrando a importância da prontidão e da coordenação em situações de calamidade pública.
Conclusão
O desabamento na Avenida Rei Pelé, no Maracanã, e as subsequentes ações da Defesa Civil para demolir imóveis vizinhos em risco, sublinham a urgência de atenção às condições estruturais em áreas vulneráveis de grandes centros urbanos. A tragédia ceifou uma vida e deixou feridos, expondo a fragilidade de algumas construções e a necessidade de medidas preventivas rigorosas e fiscalização contínua. As intervenções de interdição e demolição são passos cruciais para evitar novas fatalidades e proteger a comunidade da Favela do Metrô de riscos adicionais. Enquanto as famílias afetadas buscam se reerguer e a comunidade tenta se recompor, a atuação coordenada dos órgãos públicos e a solidariedade da sociedade se mostram essenciais para apoiar os que foram impactados por este lamentável evento, que serve como um triste lembrete dos desafios persistentes de infraestrutura e moradia segura.
FAQ
Quantos imóveis foram interditados e quantos serão demolidos após o desabamento no Maracanã?
Após a perícia dos órgãos municipais, treze imóveis no entorno do desabamento foram interditados por apresentarem risco de queda. Desses, três serão demolidos pela Defesa Civil Municipal, e o processo já foi iniciado manualmente.
Quem foi a vítima fatal do desabamento e quantas pessoas ficaram feridas?
A vítima fatal do desabamento foi Michele Martins, uma mulher de 40 anos, que ficou soterrada por horas. Além dela, nove pessoas ficaram feridas no incidente.
Qual a situação das filhas de Michele Martins após o resgate?
Uma das filhas de Michele, Ágatha Martins, de 7 anos, ficou soterrada por mais de cinco horas e está internada no Hospital Souza Aguiar. Sua irmã de 14 anos foi atendida no Hospital Salgado Filho e recebeu alta no mesmo dia, após atendimento médico para escoriações leves.
Onde ocorreu o desabamento e qual a área de intervenção da Defesa Civil?
O desabamento ocorreu na Avenida Rei Pelé, no bairro do Maracanã, na zona norte do Rio de Janeiro, especificamente na região conhecida como Favela do Metrô. A Defesa Civil está intervindo nesta favela, focando nos imóveis vizinhos aos que desabaram.
Para se manter informado sobre as ações de segurança e o apoio às famílias afetadas, continue acompanhando as atualizações dos veículos de comunicação.
Fonte: https://temporealrj.com



