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Crise Irã-EUA: o risco para o mercado global de petróleo
Finanças

Crise Irã-EUA: o risco para o mercado global de petróleo

Última Atualizacão 28/02/2026 08:00
PainelRJ
Publicado 28/02/2026
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Foto de arquivo: Mapa mostrando o Estreito de Ormuz e o Irã é visto ao fundo de um oleoduto em ...
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A decisão de atacar o Irã, tomada pelo ex-presidente Donald Trump, introduziu novos e significativos riscos para uma parcela considerável da oferta global de petróleo. O próprio Irã, uma nação estratégica no Oriente Médio, detém uma produção diária de aproximadamente 3,3 milhões de barris, representando cerca de 3% da produção mundial e posicionando-o como o quarto maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Contudo, a influência iraniana no mercado de petróleo vai muito além de seus números de produção, em virtude de sua localização geográfica crucial. As tensões geopolíticas na região historicamente impactam a volatilidade e os preços do mercado de petróleo, gerando incertezas que afetam consumidores e indústrias globalmente.

A produção iraniana e seus pontos vulneráveis

A República Islâmica do Irã, apesar de enfrentar sanções internacionais rigorosas, conseguiu manter e até expandir sua produção de petróleo. O país alcançou a marca de cerca de 3,3 milhões de barris diários, um aumento notável em comparação com os menos de 2 milhões de barris por dia registrados em 2020. Essa resiliência é atribuída à crescente habilidade iraniana em contornar as restrições, direcionando aproximadamente 90% de suas exportações para a China, um parceiro comercial de extrema importância.

A capacidade produtiva do Irã sob sanções

Os principais campos petrolíferos do Irã estão localizados na província de Khuzistão, destacando-se Ahvaz e Marun, além do complexo de West Karun. Essas áreas são vitais para a extração do petróleo bruto que alimenta a infraestrutura energética do país. A rede de refinarias iranianas é robusta, com a refinaria de Abadan, construída em 1912, possuindo uma capacidade de processamento superior a 500 mil barris por dia. Outras unidades importantes incluem as refinarias de Bandar Abbas e Persian Gulf Star, que processam tanto petróleo bruto quanto condensado, um tipo de óleo ultraleve abundante na região. A capital, Teerã, também abriga sua própria refinaria, garantindo o suprimento interno.

Para as exportações internacionais, o terminal da Ilha de Kharg, situado no norte do Golfo Pérsico, funciona como o principal centro logístico. Relatos indicaram uma explosão na ilha em um sábado recente, embora detalhes adicionais e a menção específica ao terminal de petróleo não tivessem sido imediatamente confirmados. A Ilha de Kharg é equipada com inúmeros berços de atracação, píeres e pontos de amarração remotos, além de dezenas de milhões de barris em capacidade de armazenamento de petróleo bruto. Nos últimos anos, essas instalações têm operado com volumes de exportação que superam os 2 milhões de barris por dia.

As sanções impostas pelos Estados Unidos desencorajam a maioria dos potenciais compradores de petróleo iraniano. No entanto, refinarias privadas chinesas continuam a ser clientes dispostas a adquirir o produto, desde que lhes sejam concedidos grandes descontos. Teerã depende, para suas exportações, de uma frota de petroleiros envelhecidos que, frequentemente, navegam com os transponders desligados, uma tática para evitar a detecção e o monitoramento internacional. Em um movimento estratégico no início de um mês recente, o Irã acelerou o enchimento de petroleiros na Ilha de Kharg, provavelmente com o objetivo de movimentar o máximo de petróleo possível para o mar, afastando os navios de uma possível linha de fogo em caso de ataque às instalações. Esse procedimento foi similar ao observado em junho anterior, antes de ataques atribuídos a Israel e aos EUA. Qualquer ataque direto à Ilha de Kharg representaria um golpe devastador para a economia do país.

Além do petróleo, o Irã também possui campos significativos de gás natural, localizados mais ao sul, ao longo da costa do Golfo Pérsico. Instalações em Assaluyeh e Bandar Abbas são responsáveis pelo processamento, transporte e embarque de gás e condensado, tanto para uso doméstico (geração de energia, aquecimento, petroquímica) quanto para outras indústrias. A região é um ponto primordial para a exportação de condensado do Irã. Durante um conflito em junho anterior, um ataque a uma usina local de gás gerou preocupação entre os operadores, mas não resultou em um aumento duradouro nos preços do petróleo, uma vez que as instalações de exportação de petróleo não foram diretamente afetadas.

A influência regional e os gargalos estratégicos

A localização geográfica do Irã confere-lhe uma influência desproporcional sobre o suprimento global de energia, especialmente devido à sua posição em um dos lados do Estreito de Ormuz. Este é um dos mais críticos gargalos marítimos do mundo, por onde transita aproximadamente um quinto do petróleo bruto mundial, proveniente de fornecedores-chave como Arábia Saudita e Iraque.

Estreito de Ormuz: o ponto nevrálgico do transporte de petróleo

O líder supremo do Irã havia advertido, em 1º de fevereiro, sobre a possibilidade de uma “guerra regional” caso o país fosse atacado pelos EUA. Teerã mantém a posição de que é capaz de promover um fechamento total do Estreito de Ormuz. Embora essa seja uma medida extrema, que o país nunca chegou a concretizar, permanece como um cenário de pesadelo para os mercados globais.

Ormuz é o gargalo essencial não apenas para a maior parte das exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico, mas também para combustíveis refinados, como diesel e querosene de aviação. O Catar, terceiro maior exportador mundial de gás natural liquefeito (GNL), também depende intrinsecamente do estreito para escoar sua produção. Embora membros da Opep, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, possuam alguma capacidade de redirecionar parte de seus embarques por oleodutos que contornam Ormuz, um fechamento do estreito, mesmo que temporário, causaria uma interrupção massiva nas exportações e um forte salto nos preços do petróleo.

Já havia indícios de que outros produtores do Golfo estavam acelerando seus embarques em fevereiro. As exportações de petróleo bruto da Arábia Saudita atingiram cerca de 7,3 milhões de barris por dia nos primeiros 24 dias daquele mês, marcando o maior nível em quase três anos. Os fluxos combinados do Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos estavam a caminho de um aumento de quase 600 mil barris por dia em comparação com o mesmo período de janeiro, conforme dados de análise.

Historicamente, Teerã já lançou ataques de retaliação contra ativos de energia de nações vizinhas. Em 2019, a Arábia Saudita responsabilizou o Irã por um ataque de drones à sua unidade de processamento de petróleo em Abqaiq, um incidente que paralisou uma produção equivalente a cerca de 7% da oferta global de petróleo bruto. Muitos observadores, entretanto, consideram improvável que o Irã consiga manter o Estreito de Ormuz fechado por um período prolongado, tornando mais prováveis ações de menor impacto, como o assédio a embarcações. Durante um conflito anterior com Israel e os EUA, quase mil embarcações por dia tiveram seus sinais de GPS bloqueados perto da costa iraniana, contribuindo para a colisão de um petroleiro. Minas navais são outra opção frequentemente mencionada como forma de dissuadir a navegação.

O Irã teria que ponderar qualquer ataque de retaliação à infraestrutura de energia regional com a provável desaprovação de Pequim. A China é o maior comprador de petróleo do Golfo e tem utilizado seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para proteger o Irã de sanções e resoluções lideradas pelo Ocidente, indicando uma complexa teia de interesses geopolíticos.

Cenários e a reação do mercado global

A dinâmica entre as tensões geopolíticas e o mercado de petróleo é intrínseca, gerando volatilidade e incertezas que se refletem nos preços. A história recente oferece exemplos claros de como a infraestrutura energética e as rotas de transporte se tornam pontos focais em momentos de crise.

O petróleo registrou sua maior disparada em mais de três anos durante um conflito anterior, com o Brent superando os US$ 80 por barril em Londres. No entanto, esses ganhos se dissiparam rapidamente assim que se tornou evidente que a infraestrutura-chave de petróleo na região não havia sido danificada de forma significativa ou duradoura. Desde então, as preocupações com o excesso de oferta dominaram os mercados globais, e o petróleo em Londres encerrou um ano recente cerca de 18% abaixo do nível em que começou.

Apesar desses temores de excesso de oferta, os preços do petróleo já subiram 19% em um ano específico, em parte devido aos receios de ataques dos EUA ao Irã, evidenciando a sensibilidade do mercado a qualquer indício de escalada de conflito na região. Historicamente, os preços tendem a subir cerca de 4% em resposta a uma redução de 1% na oferta, conforme análise de eventos passados realizada por economistas, o que sublinha a gravidade de qualquer interrupção na produção ou no transporte de petróleo.

Perguntas frequentes sobre a crise e o petróleo

Qual a importância do Irã para o suprimento global de petróleo?
O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris de petróleo por dia, representando 3% da produção mundial e o colocando como o quarto maior produtor da Opep. Além disso, sua localização estratégica no Estreito de Ormuz lhe confere grande influência sobre o transporte de 20% do petróleo mundial.

O que é o Estreito de Ormuz e por que ele é crucial?
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima vital que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Por ele passa aproximadamente um quinto do petróleo bruto mundial, além de combustíveis refinados e gás natural liquefeito (GNL), tornando-o um gargalo estratégico indispensável para o suprimento global de energia.

Como os ataques ao Irã podem impactar os preços do petróleo?
Ataques podem levar a um aumento significativo nos preços do petróleo devido à interrupção na produção iraniana, à ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz e à instabilidade regional. A história mostra que mesmo a ameaça de interrupção na oferta pode causar volatilidade e elevação nos valores de mercado.

Quais medidas o Irã pode tomar em retaliação a ataques?
O Irã poderia retaliar ameaçando fechar o Estreito de Ormuz, embora seja uma medida extrema e improvável de ser sustentada. Ações mais prováveis incluem o assédio a embarcações, o uso de minas navais para dificultar a navegação e ataques a ativos de energia de vizinhos regionais, como já ocorreu no passado.

Para se manter atualizado sobre as implicações geopolíticas no mercado global de energia, acompanhe as notícias e análises de fontes confiáveis.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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