Painel RJPainel RJPainel RJ
Font ResizerAa
  • Rio de Janeiro
  • Política
  • Policial
  • Brasil
  • Esportes
  • Cultura
Reading: CPI do senado questiona Meta sobre lucros com crimes digitais
Share
Font ResizerAa
Painel RJPainel RJ
  • Rio de Janeiro
  • Política
  • Policial
  • Brasil
  • Esportes
  • Cultura
  • Rio de Janeiro
  • Política
  • Policial
  • Brasil
  • Esportes
  • Cultura
Have an existing account? Sign In
Início » Blog » CPI do senado questiona Meta sobre lucros com crimes digitais
CPI do senado questiona Meta sobre lucros com crimes digitais
Brasil

CPI do senado questiona Meta sobre lucros com crimes digitais

Última Atualizacão 24/02/2026 17:00
PainelRJ
Publicado 24/02/2026
Share
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
SHARE

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado Federal intensificou seu escrutínio sobre as grandes empresas de tecnologia, voltando-se especificamente para a Meta. A multinacional, proprietária de plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram, foi questionada sobre possíveis ganhos econômicos derivados da veiculação de crimes digitais em suas redes. A audiência, ocorrida em 24 de outubro, teve como foco as acusações de que bilhões de dólares em receita publicitária seriam gerados por golpes e fraudes online, incentivando, de certa forma, a permanência desses conteúdos. A preocupação central da CPI reside na aparente dificuldade das autoridades em combater essas infrações, o que pode estar relacionado à estrutura das plataformas.

O debate sobre criptografia e a atuação das autoridades

Durante a audiência, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, levantou sérias preocupações sobre a conduta da Meta. Ele argumentou que a empresa estaria deliberadamente dificultando a atuação das autoridades. Segundo o senador, a criptografia de ponta a ponta, embora fundamental para a privacidade dos usuários, pode inadvertidamente favorecer a prática de crimes ao impedir o acesso de terceiros, incluindo investigadores, ao conteúdo das conversas. Essa funcionalidade, presente em aplicativos como WhatsApp e Messenger, é um mecanismo que protege a privacidade, mas que, sob a ótica da CPI, pode se tornar um obstáculo para a justiça.

Yana Dumaresq Sobral Alves, diretora de políticas econômicas da Meta para a América Latina, esteve presente na audiência para representar a empresa. Ela refutou categoricamente as acusações de que a Meta teria interesses econômicos em anúncios fraudulentos ou golpes. A diretora enfatizou que a prioridade da companhia é manter suas plataformas livres de atores maliciosos e conteúdos fraudulentos, alinhando-se aos interesses comerciais de proteção aos usuários. Alves afirmou que a Meta adota medidas robustas, proativas e em tempo real para detectar e bloquear campanhas fraudulentas, garantindo a segurança de seus ambientes digitais.

Desafios regulatórios e a visão da CPI

O senador Vieira, no entanto, expressou ceticismo em relação às explicações da Meta. Ele sugeriu que a empresa poderia adotar tal postura para reduzir o risco de ter que arcar com indenizações. Sem acesso aos conteúdos criptografados que prejudicaram vítimas, especialmente em casos graves como a exploração sexual, a Justiça enfrentaria dificuldades em estabelecer a responsabilidade da plataforma. O relator também destacou que a Meta, sendo um “megamonopólio de comunicação” sem concorrentes diretos de peso, poderia se dar ao luxo de permitir a divulgação de conteúdo criminoso sem grande prejuízo à sua imagem ou modelo de negócios. Essa percepção reforça a necessidade de uma regulamentação legal mais robusta para lidar com os desafios impostos pelo avanço digital na sociedade.

Alegações de lucros bilionários e documentos internos

A CPI aprofundou as investigações sobre os supostos ganhos financeiros da Meta com atividades ilícitas. O senador Alessandro Vieira mencionou notícias da imprensa e documentos internos que indicariam que a bigtech teria obtido um faturamento expressivo de aproximadamente US$ 16 bilhões em 2024, oriundos da veiculação de anúncios de golpes e produtos proibidos. Esse montante representaria cerca de 10% da receita anual total da companhia, um volume financeiro que, se comprovado, sublinharia a gravidade da situação e o suposto incentivo econômico por trás da manutenção de tais conteúdos.

A diretora Yana Dumaresq Sobral Alves, em sua defesa, ressaltou o reconhecimento da Meta por autoridades de segurança pública e pelo Judiciário no combate às fraudes na internet. Ela citou decisões judiciais que teriam julgado improcedentes pedidos de condenação por suposta omissão da empresa. A diretora informou que as equipes da Meta desarticularam quase 12 milhões de contas no Facebook, Instagram e WhatsApp associadas a centros criminosos de golpes e removeram 134 milhões de anúncios fraudulentos globalmente em 2025. Segundo ela, a confiança nas plataformas é essencial para o sucesso dos negócios, e o objetivo principal é proteger usuários e empresas contra práticas enganosas.

Exploração sexual de crianças e adolescentes: uma pauta urgente

Um dos pontos mais sensíveis da audiência foi a exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes. O senador Vieira questionou a Meta sobre sua capacidade de detectar e impedir a divulgação de imagens de abuso. Ele citou um relatório de 2020 do Human Trafficking Institute, que indicava o Facebook como a plataforma mais utilizada por traficantes sexuais para aliciar crianças, correspondendo a 65% dos casos. A diretora da Meta não conseguiu responder com precisão sobre a suficiência das ferramentas de detecção proativa da empresa para impedir a transferência de fotos específicas de pornografia infantil. No entanto, ela afirmou que o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes é uma prioridade da multinacional, que conta com equipes dedicadas e medidas de controle parental para contas de adolescentes. A Meta enfrenta, inclusive, ações judiciais nos Estados Unidos por supostamente facilitar a exploração sexual de crianças e adolescentes, acusações que a gigante da tecnologia nega.

Conclusão da audiência e próximos passos

A audiência na CPI do Crime Organizado evidenciou a complexidade da relação entre as grandes plataformas digitais e o combate ao crime online. As divergências entre o relator, senador Alessandro Vieira, e a representante da Meta, Yana Dumaresq Sobral Alves, foram notáveis. A diretora não conseguiu responder a todas as questões apresentadas pelos senadores, especialmente em temas como os limites da criptografia e o uso de algoritmos para favorecer conteúdos políticos. Diante da falta de respostas detalhadas e precisas, o senador Vieira decidiu reiterar a convocação do diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. A CPI espera que, com a presença do diretor-geral, seja possível obter informações mais completas e aprofundadas sobre as acusações de lucros com atividades criminosas e as medidas efetivas de combate implementadas pela empresa, visando a uma regulamentação mais eficaz do ambiente digital.

Perguntas frequentes

Qual o principal objetivo da CPI ao questionar a Meta?
A CPI do Crime Organizado busca investigar se a Meta obtém lucros com a veiculação de anúncios fraudulentos e outras atividades criminosas em suas plataformas, bem como avaliar as medidas da empresa no combate a esses crimes.

A Meta negou as acusações da CPI?
Sim, a diretora de políticas econômicas para a América Latina da Meta negou que a empresa tenha interesses econômicos em anúncios fraudulentos e afirmou que a Meta adota medidas robustas para proteger seus usuários.

Por que a criptografia é um ponto de discórdia na CPI?
A criptografia de ponta a ponta é vista pelo senador relator como um mecanismo que, ao garantir a privacidade, pode dificultar a atuação das autoridades no acesso a conteúdos criminosos, favorecendo a impunidade em certos casos.

Para se aprofundar nos debates sobre a regulação das grandes plataformas digitais e os desafios do combate ao crime online, continue acompanhando as notícias e análises sobre o tema.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Brasil no mundo debate relações brasil-eua e riscos na américa latina
Lula celebra conquistas e projeta desafios do governo para 2026
Cobal do Humaitá lança licitação para preencher 33 lojas vazias
Justiça homologa plano de recuperação judicial da supervia no rio
Copa do mundo 2026: brasil enfrentará marrocos, escócia e haiti
TAGGED:cpiempresametasenadorsobre
Compartilhar
Facebook Email Print

Siga nossas redes

Facebook Instagram
- Advertisement -
Ad imageAd image
©️ Painel RJ. Todos os direitos reservados
adbanner
Welcome Back!

Sign in to your account

Nome de Usuário ou E-mail
Senha

Lost your password?