Uma transformação notável tem capturado a atenção dos gestores no mercado de ações brasileiro em 2025: o setor de construção civil emergiu como uma poderosa fonte de rentabilidade, contrastando com a diminuição do desempenho das empresas de utilities. A avaliação foi feita por um gestor, que analisou as dinâmicas do mercado.
De acordo com a análise, o setor de utilities, que representava uma parcela significativa dos fundos no início do ano, experimentou uma redução considerável, motivada, em grande parte, por fatores relacionados aos preços das ações. Apesar de manter posições relevantes, principalmente em empresas que se valorizaram após a privatização, a gestora avalia que o potencial de valorização já foi amplamente explorado.
Um leilão agendado para março do próximo ano é considerado crucial para a continuidade da geração de valor no setor de utilities. A competitividade das empresas para vencer projetos relevantes será determinante.
Em contrapartida, o setor de construção civil apresentou um desempenho notável em 2024, mesmo diante de um cenário de juros elevados. A combinação de programas habitacionais governamentais, a resiliência do crédito imobiliário e uma demanda aquecida impulsionaram o setor.
O segmento de baixa renda se beneficiou da expansão do programa Minha Casa Minha Vida, enquanto o mercado de alta renda também superou as expectativas. Atualmente, uma parcela do portfólio está alocada em empresas do setor, como Direcional e Tenda.
Enquanto a construção civil surpreende positivamente, o setor de varejo continua a enfrentar desafios. A deflação de alimentos impactou negativamente os supermercadistas, as drogarias se beneficiaram do aumento da utilização de medicamentos para emagrecimento, e o setor de vestuário foi afetado por condições climáticas adversas, dificultando análises generalistas. A seletividade nas escolhas de investimento continua sendo crucial.
No setor bancário, a gestora aproveitou a recuperação dos grandes bancos no primeiro trimestre, após ajustes realizados no início do ano. O caso do Banco do Brasil ilustra essa dinâmica. A participação no banco foi reduzida quando o prêmio de risco, que historicamente justificava o investimento, deixou de existir. Sinais de deterioração setorial, especialmente nos segmentos de agro e pequenas e médias empresas, também influenciaram a decisão.
Fonte: www.infomoney.com.br



