A virada do ano de 2025 para 2026 promete um cenário meteorológico de contrastes marcantes para São Paulo e diversas regiões do Sudeste. Após um período de calor intenso e recordes históricos, a previsão do tempo aponta para a chegada de chuvas fortes que, embora tragam um certo alívio térmico, também geram alertas importantes. A combinação de temperaturas elevadas, que persistirão nos primeiros dias de janeiro, com a formação de tempestades típicas de verão, exige atenção redobrada da população. Especialistas indicam que uma massa de ar quente tem sido a principal responsável por este padrão climático, potencializando os efeitos do calor em áreas urbanas e preparando o terreno para as intensas precipitações esperadas, especialmente durante o Réveillon na região metropolitana.
Ondas de calor históricas e a persistência da massa de ar quente
O Brasil tem enfrentado uma das ondas de calor mais severas dos últimos tempos, com reflexos significativos em estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Nos dias que antecederam o fim de 2025, o fenômeno elevou as temperaturas a patamares incomuns para o período, culminando em recordes históricos que acenderam um alerta vermelho de grande perigo por parte das autoridades meteorológicas. A persistência dessa massa de ar quente, que atua há aproximadamente uma semana, tem sido o motor por trás dos termômetros marcando até 5ºC acima da média sazonal para o período.
Recordes de temperatura e os alertas climáticos
A tarde do último domingo de 2025 entrou para a história climática de São Paulo. A região metropolitana registrou a maior temperatura máxima já observada em um mês de dezembro: 37,2ºC. Este valor superou significativamente o recorde anterior de 35,1ºC, que havia sido estabelecido no último mês do ano de 1998. O calor extremo não se restringiu apenas à capital e seus arredores; em diversas localidades do interior do estado de São Paulo, dados divulgados pela Defesa Civil de São Paulo mostraram que os termômetros chegaram a marcar impressionantes 42ºC ou mais, evidenciando a amplitude e a intensidade do fenômeno em toda a região.
Este cenário de calor intenso foi amplamente atribuído à atuação persistente de uma massa de ar quente. Conforme informado pelos meteorologistas, esse sistema atmosférico é o principal responsável pelas temperaturas elevadas e pela quebra sucessiva de recordes, especialmente nas grandes metrópoles, onde o efeito das ilhas de calor urbanas potencializa ainda mais a sensação térmica e os impactos do aquecimento. A situação demandou a emissão de alertas de grande perigo, válidos por dias, ressaltando os riscos à saúde e ao bem-estar da população exposta, como desidratação, insolação e agravamento de doenças crônicas.
A transição para chuvas intensas e a virada do ano
Com a aproximação dos últimos dias de dezembro e o Réveillon, a dinâmica climática começa a mudar, trazendo consigo a expectativa de chuvas fortes que prometem amenizar o calor, mas também demandam cautela devido aos riscos associados a temporais de verão. A transição de um período de seca e calor extremo para chuvas de forte intensidade é uma característica comum da estação, mas neste ano, o contraste é particularmente acentuado, exigindo atenção especial das autoridades e da população.
Segunda-feira: transição para chuvas de verão
Para a segunda-feira, dia 29 de dezembro, a previsão indicava uma máxima que poderia atingir os 31ºC. Contudo, o dia marcou o início de uma mudança no padrão atmosférico, com um alerta para a formação de pancadas de chuva isoladas, típicas do verão, previstas para ocorrer entre a tarde e a noite. Conforme o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) de São Paulo, embora inicialmente pontuais, essas chuvas já apresentavam potencial para serem de forte intensidade, com os primeiros indicativos de riscos como a queda de árvores e a ocorrência de alagamentos em pontos específicos da cidade e região metropolitana.
Terça-feira: intensificação das tempestades
A terça-feira, dia 30, trouxe uma intensificação dos fenômenos meteorológicos. A estimativa de temperatura variou de 22ºC a 29ºC, indicando um ligeiro respiro do calor extremo. Em contrapartida, a previsão apontava para novas e mais intensas pancadas de chuva, que seriam acompanhadas de trovoadas, raios, eventuais rajadas de vento e, notavelmente, com potencial para queda de granizo. As autoridades climáticas alertaram para a possibilidade de formação de alagamentos intransitáveis, elevação significativa do nível de córregos e rios, bem como um aumento da probabilidade de queda de árvores. A população foi orientada a redobrar a atenção e evitar áreas de risco, especialmente durante os picos de precipitação.
Véspera e noite de réveillon: instabilidade persistente
A quarta-feira, dia 31, véspera do Réveillon, seria marcada pela aproximação de uma frente fria pelo oceano, o que intensificaria ainda mais a instabilidade em toda a região leste paulista. O dia seria de tempo mais instável e nublado, com temperaturas oscilando entre 22°C e 31°C. A grande preocupação se concentrava no momento da virada do ano. Para a noite do Réveillon, a previsão indicava um risco considerável de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte na região metropolitana de São Paulo, o que poderia impactar as celebrações ao ar livre e exigir planos alternativos para quem pretendia festejar em locais abertos. A combinação de calor residual e alta umidade favorecia a ocorrência desses eventos.
Conclusão: Alerta e adaptação para o fim de ano
O fim de 2025 e o início de 2026 em São Paulo e no Sudeste brasileiro se desenham sob um cenário meteorológico dinâmico e desafiador. A transição de um calor histórico para chuvas intensas exige que a população se mantenha vigilante e adaptada às rápidas mudanças climáticas. Enquanto a onda de calor inicial quebrou recordes e impôs riscos de saúde, a chegada das chuvas, apesar de bem-vinda para amenizar as temperaturas, traz consigo a ameaça de alagamentos, quedas de árvores e outros transtornos. É fundamental que os cidadãos acompanhem os boletins meteorológicos atualizados e sigam as orientações das autoridades para garantir um Réveillon seguro e tranquilo, mitigando os impactos dos fenômenos naturais e protegendo a si mesmos e a seus bens.
Perguntas frequentes
1. A onda de calor histórico vai continuar no início de 2026?
Não com a mesma intensidade recorde, mas as temperaturas elevadas devem persistir nos primeiros dias de janeiro de 2026, embora com um ligeiro alívio proporcionado pelas chuvas. A massa de ar quente que causou os recordes históricos está gradualmente perdendo força, mas o padrão de calor acima da média ainda pode ser sentido.
2. Quais são os principais riscos associados às chuvas previstas para a virada do ano?
As chuvas esperadas são de forte intensidade, com potencial para queda de árvores, alagamentos intransitáveis, elevação significativa do nível de córregos e rios, trovoadas, raios, rajadas de vento e até mesmo queda de granizo, especialmente na terça-feira (30) e na noite do Réveillon.
3. Qual foi a temperatura recorde registrada em São Paulo no último domingo de 2025?
A região metropolitana de São Paulo registrou 37,2ºC no último domingo de 2025, a maior temperatura máxima já observada para um mês de dezembro, superando o recorde anterior de 35,1ºC, de 1998. Em outras partes do estado, os termômetros chegaram a marcar acima de 42ºC.
4. Como a população deve se preparar para estas condições climáticas?
É essencial manter-se hidratado durante o calor, evitar exposição prolongada ao sol, e, em caso de chuvas fortes, buscar abrigo seguro, evitar áreas alagadas, não tentar atravessar enxurradas e estar atento aos comunicados da Defesa Civil e dos órgãos de meteorologia locais.
Mantenha-se informado sobre as atualizações climáticas e siga as recomendações das autoridades para garantir sua segurança e a de sua família.
Fonte: https://www.infomoney.com.br



