As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) mantêm-se em um combate incessante contra os focos remanescentes de um grande incêndio no Shopping Tijuca, situado na Zona Norte da capital fluminense. Passadas quase 48 horas desde o início das chamas na noite de sexta-feira (02), a operação de rescaldo prossegue com intensidade máxima. Este incêndio no Shopping Tijuca resultou em uma tragédia que chocou a comunidade: a morte de dois brigadistas e pelo menos três feridos. Apesar de o fogo principal ter sido contido, a persistência da fumaça e a presença de focos ocultos exigem uma atuação ininterrupta e estratégica das forças de segurança, evidenciando a complexidade e os perigos envolvidos na ocorrência.
O início do incêndio e suas consequências iniciais
O pânico tomou conta do Shopping Tijuca na noite de sexta-feira, 2 de fevereiro, quando um incêndio de grandes proporções deflagrou-se em uma área de difícil acesso. Estimativas apontam que mais de 7 mil pessoas estavam presentes no complexo comercial no momento em que as primeiras chamas surgiram. A equipe de brigadistas do estabelecimento foi acionada prontamente, atuando com coragem na tentativa de conter o avanço do fogo e auxiliar na evacuação dos frequentadores.
A cronologia dos eventos e o número de vítimas
A resposta rápida dos brigadistas foi crucial para a segurança de milhares, mas infelizmente, teve um custo trágico. Dois membros da equipe de segurança do shopping perderam a vida em decorrência do incidente. A brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes foi encontrada sem vida no local, e Anderson Aguiar do Prado, supervisor do setor, embora socorrido e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho da unidade. Além das duas mortes confirmadas, ao menos três outras pessoas ficaram feridas, demandando atendimento médico e aumentando o número de vítimas deste lamentável episódio.
Desafios iniciais no combate às chamas
Desde o primeiro momento, os bombeiros se depararam com desafios consideráveis. A origem das chamas em uma área de difícil acesso no interior do prédio complicou significativamente as operações iniciais de combate. Essa condição geográfica facilitou a concentração e a propagação da fumaça, criando um ambiente extremamente hostil e perigoso para as equipes de resgate. A fumaça densa e tóxica persistiu desde o início do incêndio, dificultando a visibilidade, o acesso às áreas mais afetadas e a respiração dos combatentes, que precisaram de equipamentos de proteção especializados para atuar com segurança.
Ações estratégicas e o combate contínuo
Diante da complexidade e da escala do incêndio, o Corpo de Bombeiros implementou uma série de estratégias e utilizou recursos especializados para controlar a situação e realizar o rescaldo. No domingo, dia 4, oito equipes especializadas, cada uma composta por quatro militares, atuaram de forma ininterrupta, realizando revezamentos a cada 15 minutos de trabalho intenso. Essa rotação visa preservar a integridade física dos bombeiros e garantir a máxima eficiência no combate.
O emprego de recursos especializados e tecnologia
No sábado, a operação ganhou um novo nível de sofisticação com o acionamento de uma aeronave do CBMERJ. Um helicóptero foi empregado para desembarcar uma equipe de bombeiros na cobertura do prédio, uma manobra essencial para acessar o interior da estrutura por cima e facilitar a abertura de portas de emergência, bem como a ventilação forçada do ambiente. Complementando essa estratégia aérea, uma retroescavadeira foi utilizada no térreo. O equipamento foi fundamental para abrir acessos em uma das paredes laterais do shopping, próximo à entrada principal na Avenida Maracanã. O objetivo era ampliar a ventilação natural e, consequentemente, melhorar as condições de trabalho para as equipes que atuavam no interior, expostas a altas temperaturas e grande volume de fumaça.
A persistência da fumaça e o rescaldo incessante
Apesar dos esforços hercúleos e da utilização de tecnologia avançada, a concentração de fumaça no local continuou a ser uma preocupação persistente, relatada por moradores das proximidades e confirmada pelas equipes de bombeiros. Essa fumaça é um indicativo dos focos remanescentes que continuam a queimar em áreas isoladas da estrutura. O trabalho de rescaldo é crucial para garantir que todas as fontes de calor sejam eliminadas, prevenindo qualquer reignição. A atuação ininterrupta dos bombeiros, com a dedicação de equipes especializadas, visa não apenas extinguir os últimos vestígios do incêndio, mas também assegurar a estabilidade do edifício e a segurança da área circundante, um processo que exige paciência, técnica e perseverança.
A determinação dos bombeiros e o impacto da tragédia
A dedicação dos bombeiros do Rio de Janeiro é notável, demonstrando um compromisso inabalável com a segurança pública diante de uma das ocorrências mais desafiadoras dos últimos tempos. O incêndio no Shopping Tijuca se transformou em uma verdadeira maratona de combate, rescaldo e vigilância. A persistência dos focos remanescentes, a fumaça constante e as dificuldades estruturais do prédio demandam uma operação que se estende por dias, com equipes trabalhando exaustivamente para neutralizar completamente a ameaça. Esta tragédia, que resultou na perda de vidas e ferimentos, sublinha a bravura e os riscos inerentes à profissão, ao mesmo tempo em que reforça a importância da prevenção e da prontidão em situações de emergência em grandes centros comerciais. A comunidade aguarda o desfecho completo das operações e o início das investigações que apurarão as causas do incêndio e as responsabilidades envolvidas.
Perguntas frequentes
Quantos dias os bombeiros atuaram ativamente no Shopping Tijuca?
Os bombeiros atuaram e continuaram atuando por quase 48 horas desde o início do incêndio, com a operação de rescaldo prolongando-se por tempo indeterminado até a completa extinção dos focos remanescentes.
Quais foram as principais dificuldades enfrentadas pelas equipes de combate ao incêndio?
As principais dificuldades incluíram o início do fogo em uma área de difícil acesso, a persistência de uma densa fumaça tóxica que dificultava a visibilidade e a respiração, e a necessidade de acessar o interior do prédio por meios não convencionais.
Quais recursos e tecnologias foram empregados para combater as chamas?
Para combater o incêndio e otimizar o rescaldo, foram utilizados um helicóptero para desembarque de equipes na cobertura e ventilação, além de uma retroescavadeira para abrir acessos e melhorar a circulação de ar dentro do edifício.
Houve vítimas fatais ou feridos neste incidente?
Sim, o incêndio resultou na trágica morte de dois brigadistas, Emellyn Silva Aguiar Menezes e Anderson Aguiar do Prado, e deixou pelo menos três pessoas feridas.
Quantas pessoas estavam no shopping no momento em que o incêndio começou?
Estima-se que mais de 7 mil pessoas estavam presentes no Shopping Tijuca quando as chamas tiveram início na noite de sexta-feira.
Mantenha-se informado sobre a segurança em grandes centros comerciais e as operações de emergência que protegem nossa comunidade.
Fonte: https://temporealrj.com



