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África do Sul solicita reunião urgente da ONU sobre ataque à Venezuela
Brasil

África do Sul solicita reunião urgente da ONU sobre ataque à Venezuela

Última Atualizacão 03/01/2026 17:00
PainelRJ
Publicado 03/01/2026
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© EDUARDO MUNOZ
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Em um movimento que reverberou intensamente no cenário internacional, o governo da África do Sul solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O pedido visa discutir o recente ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. A nação africana expressou profunda preocupação, classificando a ação como uma grave violação da Carta das Nações Unidas. Esta carta fundamental estabelece o princípio da abstenção da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial e a independência política de qualquer Estado-Membro, além de proibir intervenções em assuntos internos soberanos. Este episódio marca um novo capítulo de tensões geopolíticas com amplas implicações globais.

África do Sul e a condenação internacional

Violação da Carta das Nações Unidas
A África do Sul não hesitou em classificar o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela como uma clara e inaceitável violação dos preceitos fundamentais da Carta das Nações Unidas. Em um comunicado oficial veemente, o governo sul-africano destacou que a Carta, pilar da ordem internacional, proíbe expressamente que os Estados-Membros ameacem ou usem a força contra a integridade territorial ou a independência política de outra nação. Além disso, sublinhou que a legislação internacional não concede autoridade para intervenções militares externas em questões que são, por essência, de jurisdição interna de um país soberano. A declaração enfatiza que tais atos unilaterais e ilegais minam a estabilidade global, desrespeitam o princípio da igualdade entre as nações e, historicamente, apenas aprofundam crises e geram instabilidade prolongada.

Reações globais e a voz da América Latina
A condenação sul-africana não ecoou isoladamente. O ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela provocou uma onda de manifestações e repúdio em diversas partes do mundo, com especial atenção da América Latina. Governos de vários países latino-americanos se pronunciaram, expressando sua preocupação e condenação à ação. Entre as vozes que se levantaram, destaca-se a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que repudiou veementemente os ataques dos Estados Unidos contra a soberania venezuelana. A tensão foi ainda mais acentuada com a suposta publicação, por parte do então presidente Donald Trump, de uma foto de Nicolás Maduro em um navio após sua captura, um gesto que intensificou a controvérsia e o debate sobre a legitimidade e as consequências da operação militar. Essas reações sublinham a gravidade do incidente e a apreensão quanto ao precedente que ele pode estabelecer para as relações internacionais.

Histórico e motivações por trás da intervenção

Precedentes na América Latina: o caso Panamá
O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, com a subsequente captura de seu presidente, evoca memórias de intervenções anteriores na América Latina, marcando um novo e controverso capítulo na história das relações Washington-região. A última incursão militar direta dos EUA em solo latino-americano ocorreu em 1989, no Panamá, em uma operação conhecida como “Just Cause”. Naquela ocasião, as forças armadas norte-americanas invadiram o país e prenderam o então presidente Manuel Noriega. As acusações contra Noriega envolviam narcotráfico, alegações que foram amplamente questionadas por alguns setores e que, para muitos, serviram como pretexto para uma agenda geopolítica mais ampla. A similitude dos cenários – a acusação de narcotráfico contra um líder soberano e a intervenção militar para sua captura – levanta preocupações sobre um padrão de atuação e os limites da soberania nacional.

Acusações de narcotráfico e o controle do petróleo
Assim como no caso de Manuel Noriega, os Estados Unidos têm acusado Nicolás Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano de drogas conhecido como “Cartel De Los Soles”. No entanto, essas alegações têm sido apresentadas sem provas concretas, e a própria existência desse cartel é questionada por especialistas em tráfico internacional de drogas. O governo de Donald Trump chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, uma medida que muitos críticos consideram desproporcional e parte de uma estratégia mais abrangente. Para esses críticos, a ação dos EUA transcende a mera luta contra o narcotráfico. Eles argumentam que se trata de uma medida geopolítica calculada para afastar a Venezuela de aliados globais estratégicos dos Estados Unidos, como China e Rússia. Além disso, a intervenção visaria exercer maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país sul-americano, que detém as maiores reservas comprovadas do planeta, conferindo à crise uma dimensão econômica e de segurança energética de grande peso.

Consequências e a estabilidade da ordem internacional
A solicitação da África do Sul para uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU destaca a profunda preocupação global com a escalada das tensões na América Latina e as suas amplas repercussões. A condenação sul-africana, ecoada por outras nações, ressalta a importância de aderir estritamente aos princípios da Carta das Nações Unidas, que são pilares da paz e segurança internacionais. O ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela não apenas reaviva o debate sobre a soberania nacional e a não-intervenção, mas também desafia a estabilidade da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial, baseada no direito internacional e na igualdade entre os Estados. A persistência de intervenções militares unilaterais, especialmente sob acusações não comprovadas e com claros interesses geopolíticos, ameaça fragilizar as instituições multilaterais e abrir precedentes perigosos para futuras crises. A comunidade internacional enfrenta agora o desafio de reafirmar a primazia do direito e buscar soluções diplomáticas que preservem a soberania e a estabilidade global.

Perguntas frequentes

Por que a África do Sul solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU?
A África do Sul solicitou a reunião em resposta ao ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa. O país africano considera a ação uma grave violação da Carta das Nações Unidas.

Quais são as principais críticas à ação dos Estados Unidos na Venezuela?
As críticas se concentram na violação da soberania venezuelana e da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de outro Estado. Além disso, questiona-se a falta de provas para as acusações de narcotráfico e as possíveis motivações geopolíticas, como o controle do petróleo e o enfraquecimento de alianças da Venezuela com China e Rússia.

O ataque à Venezuela tem precedentes na história das intervenções dos EUA na América Latina?
Sim, a ação evoca comparações com a invasão do Panamá em 1989, quando os EUA capturaram o então presidente Manuel Noriega, também sob acusações de narcotráfico. Este histórico levanta preocupações sobre um padrão de intervenção na região.

Qual a importância do petróleo venezuelano para as motivações por trás da intervenção?
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo comprovadas do planeta. Críticos argumentam que o controle sobre esses recursos é um fator significativo nas motivações dos Estados Unidos, buscando maior influência econômica e energética na região e globalmente.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos dessa crise global e seu impacto nas relações internacionais. Compartilhe sua opinião sobre a importância do direito internacional e da soberania dos povos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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