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Eduardo Paes anuncia saída da prefeitura para disputar governo do Rio
Política

Eduardo Paes anuncia saída da prefeitura para disputar governo do Rio

Última Atualizacão 07/03/2026 07:01
Painel RJ
Publicado 07/03/2026
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Diário do Rio - Quem Ama o Rio Lê
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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), confirmou suas intenções de renunciar ao cargo nas próximas semanas para se candidatar ao governo do estado. Em um evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Paes expressou de forma descontraída seu desejo de “brincar em outro palácio”, em clara referência ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Essa movimentação política, amplamente esperada nos bastidores, marca o início de uma intensa corrida eleitoral para o executivo estadual, com implicações significativas para o cenário político carioca e fluminense. A declaração foi feita em Campo Grande, zona oeste da capital, região de grande peso eleitoral e palco de estratégias políticas de ambos os lados.

Paes anuncia renúncia para a disputa estadual

A declaração e a sucessão municipal
A declaração de Eduardo Paes ocorreu durante a cerimônia de inauguração do túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande, uma das regiões de maior densidade populacional do Rio de Janeiro. Em meio ao clima festivo do evento, que contou com a presença do presidente Lula, o prefeito não hesitou em anunciar seus planos. “Estou indo embora em 15 dias. Cansei do meu palácio. Estou querendo brincar em outro palácio”, afirmou Paes, utilizando uma metáfora que não deixou dúvidas sobre seu objetivo: o Palácio Guanabara, a sede do governo do estado.

Essa fala corrobora as expectativas de que Paes formalize sua renúncia à prefeitura do Rio no dia 20 de março. Tal medida é um passo obrigatório para quem busca disputar um cargo eletivo em outra esfera nas eleições que se aproximam. Com sua saída, quem assume a gestão municipal é o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere. A transição, embora esperada, reconfigura a dinâmica política da cidade e projeta a imagem de Paes diretamente para a arena estadual, onde os desafios e as alianças são de outra magnitude. A decisão de deixar o Palácio da Cidade e a Gávea Pequena, as residências oficiais do prefeito, simboliza o fechamento de um ciclo e a abertura de outro, com ambições maiores.

Inauguração estratégica na Zona Oeste

O túnel e o gesto político
A escolha do local para o anúncio de Paes, Campo Grande, na Zona Oeste, não foi fortuita e possui um forte componente estratégico. O evento marcou a entrega do túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, uma obra emblemática do Anel Viário de Campo Grande, cujo investimento é estimado em cerca de R$ 1 bilhão. Essa intervenção faz parte de um conjunto maior de obras de mobilidade urbana que visam melhorar a infraestrutura da populosa Zona Oeste. Durante a cerimônia, Paes e Lula protagonizaram um momento de descontração ao “apostar uma corrida” no interior do túnel recém-inaugurado, um gesto que buscou transmitir leveza e união entre as lideranças.

Contudo, o peso político de Campo Grande se manifesta em seu histórico eleitoral. Nas eleições presidenciais de 2022, a Zona Oeste, incluindo a região onde o evento foi realizado, apresentou uma ampla vantagem para o então presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre Lula. A presença conjunta de Lula e Paes nesse reduto eleitoral bolsonarista foi interpretada por analistas e aliados como um movimento calculado para aproximar-se de um eleitorado que, em grande parte, votou no ex-presidente no pleito anterior. É um esforço para dialogar com uma base eleitoral desafiadora, buscando construir pontes e solidificar apoios para a futura campanha estadual de Paes, que se alinhará com os interesses do governo federal em algumas frentes.

Estratégias e alianças para a chapa majoritária

Composição da chapa e o xadrez político
Ainda que aliado a Lula no cenário nacional, Eduardo Paes tem desenhado uma chapa majoritária com composições que refletem as complexidades do cenário político fluminense. Para a vice-governadoria, Paes acertou com Jane Reis (MDB), irmã do ex-deputado Washington Reis. A escolha é estratégica, mas também delicada, considerando que Washington Reis já manifestou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa presidencial futura. Essa aliança cruzada demonstra a fluidez e as negociações multifacetadas que caracterizam a formação de chapas no Brasil.

Para equilibrar essa composição e reforçar seu alinhamento com o campo progressista, Paes firmou um acordo com Lula para apoiar a candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT) a uma das vagas ao Senado. A presença de uma figura histórica do PT na chapa de Paes busca consolidar o apoio do partido e atrair seu eleitorado. A segunda vaga na chapa para o Senado, no entanto, ainda permanece em aberto, indicando que as negociações e articulações políticas estão em andamento e podem sofrer alterações até o prazo final das convenções partidárias.

Movimentações da oposição
Enquanto Paes costura suas alianças, o campo adversário também se organiza para a disputa pelo governo fluminense. O Partido Liberal (PL), principal partido de oposição no cenário nacional e com forte presença no Rio de Janeiro, definiu como pré-candidato ao governo o secretário estadual de Cidades e deputado estadual Douglas Ruas. A legenda articula um robusto palanque, buscando o apoio da federação formada por PP e União Brasil, o que pode dar força considerável à candidatura.

Dentro desse grupo, nomes de peso começam a surgir para compor a chapa. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), é cotado para a vice-governadoria, trazendo sua experiência e base eleitoral da Baixada Fluminense. Para as vagas ao Senado, o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (PP), figura entre os possíveis candidatos, ao lado do atual governador, Claudio Castro (PL), que também poderia buscar uma das cadeiras no Congresso caso decida não tentar a reeleição ou assumir outro papel estratégico na eleição. A corrida promete ser acirrada, com alianças complexas e muitos nomes influentes disputando o protagonismo.

Perspectivas para a corrida eleitoral no Rio
A decisão de Eduardo Paes de deixar a prefeitura do Rio para concorrer ao governo do estado reconfigura completamente o tabuleiro político fluminense. Sua candidatura, aliada às articulações de Lula e às movimentações da oposição, sinaliza para uma eleição vibrante e de alta complexidade. O cenário exige dos candidatos habilidade para tecer alianças, consolidar bases eleitorais e apresentar propostas que ressoem com os anseios da população. Os próximos meses serão decisivos para a definição das chapas e para o embate de ideias que moldará o futuro político do Rio de Janeiro, com muitos desafios e oportunidades em jogo.

Perguntas frequentes

Por que Eduardo Paes está deixando a prefeitura do Rio?
Eduardo Paes decidiu renunciar ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro para se candidatar ao governo do estado nas próximas eleições, buscando “brincar em outro palácio”, em referência ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.

Quem assume a prefeitura do Rio após a saída de Paes?
Após a renúncia de Eduardo Paes, o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, assumirá a administração da prefeitura do Rio de Janeiro.

Qual a relevância política da escolha de Campo Grande para a inauguração?
A escolha de Campo Grande para a inauguração do túnel, com a presença de Paes e Lula, foi estratégica. A Zona Oeste é um reduto eleitoral onde o ex-presidente Jair Bolsonaro teve ampla vantagem em 2022, e a presença conjunta das duas lideranças busca aproximar-se desse eleitorado.

Quem são os principais nomes cotados para a chapa de Paes e para a oposição?
Na chapa de Paes, Jane Reis (MDB) é cotada para vice, e Benedita da Silva (PT) para uma vaga ao Senado. A oposição, liderada pelo PL, tem Douglas Ruas como pré-candidato a governador, com Rogério Lisboa (PP) para vice e Márcio Canella (PP) e Claudio Castro (PL) como possíveis nomes para o Senado.

Para aprofundar-se nas análises políticas e acompanhar de perto cada movimento da corrida eleitoral no Rio de Janeiro, continue acompanhando as próximas reportagens.

Fonte: https://diariodorio.com

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