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Anvisa alerta sobre riscos de danos ao fígado com suplementos de cúrcuma
Brasil

Anvisa alerta sobre riscos de danos ao fígado com suplementos de cúrcuma

Última Atualizacão 06/03/2026 12:31
PainelRJ
Publicado 06/03/2026
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© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu recentemente um alerta de farmacovigilância crucial, direcionado a medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra. A medida surge após investigações internacionais identificarem casos, embora raros, de inflamação e danos graves ao fígado associados ao uso desses produtos, especialmente em suas formas de extratos concentrados ou em cápsulas. A preocupação centra-se nas formulações e tecnologias que amplificam significativamente a absorção da curcumina, o princípio ativo da cúrcuma, para níveis muito superiores ao consumo habitual através da alimentação. Este cenário global impulsionou a agência reguladora brasileira a fornecer orientações detalhadas para profissionais de saúde, fabricantes e, sobretudo, para os consumidores, visando a segurança pública.

Alerta sanitário global e os riscos da cúrcuma concentrada

Diversas agências reguladoras de saúde ao redor do mundo já haviam manifestado preocupação e emitido alertas semelhantes. Países como Itália, Austrália, Canadá e França registraram casos de toxicidade hepática ligada ao consumo de suplementos à base de cúrcuma. Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Meio Ambiente e do Trabalho (ANSES) documentou dezenas de relatos de eventos adversos, incluindo quadros de hepatite, após o uso desses produtos. Esses alertas internacionais sublinham a importância de uma análise aprofundada sobre a segurança da cúrcuma em altas concentrações.

A Anvisa esclarece que o cerne do problema reside na formulação dos suplementos e medicamentos. Enquanto a cúrcuma é amplamente reconhecida e utilizada com segurança na culinária, os produtos em cápsulas ou extratos concentrados contêm doses muito elevadas de curcumina e frequentemente incorporam tecnologias que aumentam drasticamente sua biodisponibilidade e absorção pelo organismo. Essa alta concentração e absorção excedem os níveis de consumo alimentar e podem sobrecarregar o metabolismo hepático de indivíduos sensíveis ou em condições específicas, potencialmente levando a reações adversas graves, como inflamação e danos no fígado.

Casos internacionais e a preocupação com a absorção

As investigações apontam que não é a presença da cúrcuma em si que representa o risco, mas sim a forma e a quantidade em que ela é consumida. A capacidade de algumas formulações de suplementos de potencializar a absorção da curcumina em níveis “muito acima do consumo normal”, conforme destacado pelas autoridades, é o principal fator de preocupação. Este fenômeno, embora muitas vezes desejado para aumentar a eficácia de compostos bioativos, pode, no caso da curcumina em doses extremas, desafiar a capacidade do fígado de processar a substância, resultando em efeitos tóxicos. Os dados compilados pelas agências internacionais forneceram um panorama robusto que justificou a ação preventiva da Anvisa, demonstrando um padrão de risco associado a essas formulações hiperabsorvíveis.

Distinção crucial: cúrcuma na culinária versus suplementos

É fundamental compreender a distinção entre o uso da cúrcuma como tempero e seu consumo em medicamentos ou suplementos. A Anvisa enfaticamente reitera que o pó de cúrcuma utilizado no preparo de alimentos cotidianos é considerado seguro. Não há evidências que associem o consumo da cúrcuma como alimento ou aditivo alimentar a qualquer risco de toxicidade. Pelo contrário, seu uso na culinária é tradicional e amplamente benéfico em pequenas quantidades. A segurança da cúrcuma na alimentação deve-se à sua concentração naturalmente mais baixa e à forma menos absorvível em comparação com os produtos farmacêuticos e suplementares.

A diferença primordial reside nas concentrações e na biodisponibilidade. Em medicamentos e suplementos, o produto é formulado para possuir concentrações significativamente mais elevadas e uma capacidade otimizada de ser absorvido pelo organismo. É essa otimização, que visa maximizar os efeitos terapêuticos, que, paradoxalmente, pode levar a uma sobrecarga hepática. Diante desse cenário, a Anvisa não apenas emitiu o alerta, mas também delineou medidas concretas para salvaguardar a saúde pública, abrangendo a notificação de eventos adversos e a atualização de informações nos produtos.

Sinais de alerta e as medidas regulatórias da Anvisa

A agência reguladora listou uma série de sinais e sintomas que podem indicar a necessidade urgente de avaliação médica após o uso de medicamentos ou suplementos com cúrcuma. Entre eles estão a pele ou os olhos amarelados (condição conhecida como icterícia), urina excessivamente escura, um cansaço inexplicável e persistente, e a ocorrência de náuseas acompanhadas de dores na região do abdômen. Ao identificar qualquer um desses indícios, a orientação é clara: o uso do produto deve ser interrompido imediatamente e um profissional de saúde deve ser procurado sem demora para um diagnóstico e tratamento adequados. A notificação de suspeitas de eventos adversos é crucial para a vigilância sanitária. Profissionais de saúde e cidadãos são incentivados a reportar ocorrências no sistema VigiMed para medicamentos e no e-Notivisa para suplementos alimentares, contribuindo para o monitoramento contínuo da segurança dos produtos.

Como parte de suas ações preventivas e regulatórias, a Anvisa determinou que as bulas de medicamentos específicos que contêm cúrcuma, como Motore e Cumiah, sejam atualizadas com avisos de segurança explícitos sobre os riscos hepáticos. Além disso, a agência informou que empreenderá uma reavaliação minuciosa do uso da substância em suplementos alimentares. Concomitantemente, será exigida a inclusão obrigatória de advertências sobre a possibilidade de efeitos adversos diretamente nos rótulos de todos os produtos suplementares contendo cúrcuma. Essas medidas visam garantir que os consumidores estejam plenamente informados sobre os potenciais riscos e que os fabricantes assumam a responsabilidade de comunicar essas informações de forma transparente.

Precauções e o futuro da regulamentação

O alerta da Anvisa sobre os suplementos de cúrcuma ressalta a importância da cautela e do consumo consciente, mesmo de substâncias percebidas como naturais e benéficas. A diferenciação clara entre o uso alimentar e a concentração em suplementos é vital para a saúde pública. A agência continua monitorando os dados e a literatura científica internacional, ajustando suas regulamentações para garantir que produtos disponíveis no mercado brasileiro sejam seguros e eficazes. A colaboração entre reguladores, profissionais de saúde, indústria e consumidores, através da notificação de eventos adversos, é fundamental para o sistema de farmacovigilância e para a constante evolução da segurança de produtos de saúde. Este episódio reforça que a busca por bem-estar através de suplementos deve ser sempre guiada por informações fidedignas e, idealmente, com acompanhamento profissional.

Perguntas frequentes (FAQ)

A cúrcuma usada na culinária é segura?
Sim, a Anvisa esclarece que o uso da cúrcuma como tempero ou aditivo alimentar é seguro e não está associado aos riscos de toxicidade hepática. Os problemas surgem com o consumo de produtos concentrados em cápsulas ou extratos.

Quais são os principais sinais de alerta de problemas no fígado causados por suplementos de cúrcuma?
Os sinais incluem pele ou olhos amarelados (icterícia), urina muito escura, cansaço excessivo e inexplicável, náuseas e dores na região do abdômen.

O que devo fazer se apresentar sintomas após usar suplementos de cúrcuma?
Interrompa imediatamente o uso do produto e procure um profissional de saúde. É importante também notificar a suspeita de evento adverso à Anvisa através do VigiMed (para medicamentos) ou e-Notivisa (para suplementos).

A Anvisa proibiu a venda de suplementos de cúrcuma?
Não, a Anvisa emitiu um alerta de farmacovigilância e está exigindo a atualização de bulas de medicamentos específicos e a inclusão de advertências nos rótulos de suplementos que contêm cúrcuma, além de reavaliar o uso da substância em suplementos. O objetivo é informar e garantir a segurança, não proibir.

Para sua segurança e bem-estar, consulte sempre um profissional de saúde antes de iniciar ou continuar o uso de qualquer suplemento alimentar e esteja atento aos sinais do seu corpo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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TAGGED:anvisacúrcumaprodutossuplementosuso
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