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Ministério Público reabre investigação de rachadinha contra Carlos Bolsonaro
Política

Ministério Público reabre investigação de rachadinha contra Carlos Bolsonaro

Última Atualizacão 25/02/2026 07:00
Painel RJ
Publicado 25/02/2026
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Diário do Rio - Quem Ama o Rio Lê
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) decidiu pela reabertura de uma investigação complexa que apura a suposta prática de “rachadinha” no gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) durante sua atuação na Câmara Municipal do Rio de Janeiro (CMRJ). A medida surge após um período de análise crítica, revertendo uma decisão de arquivamento tomada em 2024. A reabertura se baseia em um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que apontou a necessidade de aprofundar as apurações. Este desenvolvimento insere um novo capítulo em um caso que envolve desvio de dinheiro público e levanta questões sobre a conduta de parlamentares. O retorno das investigações promete trazer à tona detalhes anteriormente desconsiderados e implicações significativas para os envolvidos.

Reabertura das investigações e os bastidores da decisão

A decisão de reabrir o caso contra Carlos Bolsonaro não foi imediata, sucedendo um período de intensa avaliação interna dentro do Ministério Público. Inicialmente arquivada, a investigação ganhou novos contornos com a intervenção da Procuradoria-Geral de Justiça. Em um despacho crucial emitido no dia 9 de fevereiro, o subprocurador-geral de Justiça de Atribuição Originária, Marcelo Pereira Marques, foi o responsável por determinar que um novo promotor assumisse a frente do inquérito. Essa movimentação, segundo informações, ocorreu “por delegação do Procurador-Geral de Justiça”, sublinhando a importância da questão dentro da estrutura do MP.

Revogação do arquivamento e novos rumos

Dias antes da determinação de um novo promotor, Marcelo Pereira Marques já havia sinalizado a “não homologação da decisão de arquivamento” da investigação. Essa posição foi reforçada pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, que, após receber um parecer da assessoria criminal, classificou o arquivamento do caso envolvendo Carlos Bolsonaro como “prematuro”. A análise técnica da assessoria criminal foi fundamental para essa revisão.

Com base nessa reavaliação, no mesmo dia 9 de fevereiro, o procurador-geral determinou a “remessa dos autos à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada para a realização de diligências complementares”. Essa decisão indica que há lacunas nas provas ou aspectos que necessitam de maior esclarecimento para a completa elucidação dos fatos. Um ponto relevante para a continuidade das investigações em primeira instância judicial foi a “inexistência de prerrogativa de foro em razão do cargo de vereador”, o que permitiu ao MP prosseguir com as apurações sem as restrições inerentes a cargos de maior hierarquia.

As alegações de rachadinha e as provas em questão

A “rachadinha” é um esquema onde funcionários públicos, nomeados para gabinetes parlamentares, são supostamente forçados a devolver parte de seus salários ao político ou a terceiros indicados por ele. As acusações contra Carlos Bolsonaro giram em torno dessa prática, que teria ocorrido durante seus mandatos como vereador. A reabertura da investigação se concentra agora na busca por elementos que corroborem as denúncias, que anteriormente não haviam sido consideradas suficientes para incriminá-lo diretamente.

O foco nas provas e o desvio de recursos

Quando o caso foi arquivado, elementos probatórios significativos haviam sido desconsiderados pela assessoria da PGJ. Naquele momento, sete funcionários que atuaram no gabinete de Carlos Bolsonaro foram formalmente denunciados pelo Ministério Público, acusados de desviar dinheiro público por meio da prática da rachadinha. Apesar das denúncias contra os funcionários, não teriam sido encontrados indícios suficientes que ligassem diretamente o então vereador ao crime.

A denúncia apresentada em 2024 apontava Jorge Luiz Fernandes, que ocupava a posição de chefe de gabinete de Carlos, como o principal responsável pela nomeação dos funcionários que, subsequentemente, seriam lesados pelo próprio Jorge. As estimativas indicam que, ao todo, um montante de R$ 1,7 milhão teria sido desviado no período em que operavam no gabinete de Carlos Bolsonaro.

A assessoria criminal da PGJ, em seu despacho que resultou na reabertura do caso, destacou como “pertinente a realização de oitivas dos investigados, com o objetivo específico de indagá-los acerca do padrão de saques realizados após o recebimento de seus vencimentos”. Essa abordagem visa identificar um padrão de devolução de valores que é característico dos esquemas de rachadinha, reforçando a necessidade de aprofundamento das provas.

Além de Carlos Bolsonaro, as investigações também se estenderam a outras 26 pessoas, supostamente envolvidas na prática de rachadinha. Entre os nomes figuram o de sua ex-madrasta, Ana Cristina Siqueira Valle, que exerceu a função de chefe de gabinete de Carlos até 2008, em um período anterior à atuação de Jorge Luiz Fernandes. Nas fases iniciais das investigações, o MP-RJ já havia levantado suspeitas de que Ana Cristina e outros funcionários seriam colaboradores fantasmas, ou seja, pessoas que recebiam salários sem efetivamente prestar serviços.

Implicações políticas e a trajetória de Carlos Bolsonaro

A reabertura das investigações contra Carlos Bolsonaro tem repercussões significativas, especialmente considerando sua trajetória política. Em dezembro, o político renunciou ao seu mandato de vereador no Rio de Janeiro, cargo que ocupou por sete mandatos consecutivos desde sua primeira eleição em 2000. A renúncia ocorreu para que ele pudesse concorrer a uma vaga ao Senado por Santa Catarina, um movimento que agora é acompanhado por este novo desenvolvimento em sua esfera judicial. A investigação adiciona uma camada de escrutínio público à sua carreira e aos seus planos futuros, podendo influenciar a percepção do eleitorado e a narrativa política em torno de seu nome e de sua família.

Conclusão

A decisão do Ministério Público do Rio de Janeiro de reabrir a investigação sobre a suposta prática de “rachadinha” no gabinete de Carlos Bolsonaro representa um passo crucial na busca por clareza e justiça. Após a classificação do arquivamento anterior como “prematuro” e a identificação de lacunas probatórias, o caso retorna à 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada para a realização de diligências complementares. As alegações de desvio de R$ 1,7 milhão e o envolvimento de dezenas de pessoas, incluindo antigos chefes de gabinete e familiares, reforçam a complexidade e a gravidade das acusações. A ausência de prerrogativa de foro permite que a investigação avance na primeira instância, prometendo desvendar novos detalhes sobre o esquema e suas responsabilidades.

FAQ

O que é a prática da rachadinha?
A rachadinha é um esquema ilegal em que servidores públicos, geralmente de gabinetes parlamentares, são coagidos a devolver parte de seus salários aos políticos que os nomearam ou a intermediários, configurando desvio de dinheiro público.

Por que a investigação contra Carlos Bolsonaro foi reaberta?
A investigação foi reaberta após um parecer da assessoria criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) e a decisão do procurador-geral, que considerou o arquivamento anterior “prematuro”, indicando a necessidade de mais diligências e análise de provas antes de um desfecho.

Quem são os principais envolvidos além de Carlos Bolsonaro?
Além do ex-vereador, a investigação envolveu 26 outras pessoas, incluindo seu ex-chefe de gabinete, Jorge Luiz Fernandes, e sua ex-madrasta, Ana Cristina Siqueira Valle, que também atuou como chefe de gabinete e foi mencionada em suspeitas de ser “funcionária fantasma”.

Qual o valor supostamente desviado no gabinete?
Segundo as investigações, estima-se que um montante de R$ 1,7 milhão tenha sido supostamente desviado do gabinete de Carlos Bolsonaro por meio da prática da rachadinha.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste caso acessando regularmente nosso portal de notícias.

Fonte: https://diariodorio.com

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