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Aumento da tarifa das barcas: calor e falta de ar-condicionado persistem no
Rio de Janeiro

Aumento da tarifa das barcas: calor e falta de ar-condicionado persistem no

Última Atualizacão 08/02/2026 18:01
PainelRJ
Publicado 08/02/2026
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O trajeto diário entre a Praça Quinze, no Rio de Janeiro, e Araribóia, em Niterói, tornou-se mais caro e, para muitos passageiros, ainda insuportavelmente quente. Desde o último domingo, a tarifa do serviço de barcas sofreu um reajuste de R$ 0,30, elevando o valor da passagem para R$ 5. No entanto, o aumento no custo não se traduziu em melhorias na qualidade da viagem. Usuários do serviço continuam enfrentando o desconforto das barcas sem ar-condicionado, uma realidade persistente, especialmente durante o intenso verão fluminense. Essa disparidade entre o preço pago e o serviço oferecido tem gerado crescente insatisfação, com muitos questionando a falta de investimento em infraestrutura adequada que garanta o mínimo de conforto aos milhares de trabalhadores e estudantes que dependem diariamente desse modal de transporte.

Aumento da tarifa e a persistência do desconforto

Impacto direto no bolso e na experiência diária

O recente reajuste de R$ 0,30 na tarifa das barcas, que elevou o valor da passagem para R$ 5, gerou um impacto imediato no orçamento dos milhares de passageiros que utilizam o serviço diariamente para se deslocar entre Rio e Niterói. Contudo, essa mudança no preço não veio acompanhada de melhorias perceptíveis na qualidade da experiência a bordo. Pelo contrário, relatos de usuários indicam que a situação de desconforto, especialmente em relação à falta de ar-condicionado, permanece inalterada, mesmo com as temperaturas elevadas características do verão fluminense.

A frota responsável pela travessia da Baía de Guanabara, atualmente operada pela Barcas Rio, ainda inclui um número considerável de embarcações antigas. Estas não possuem sistemas de refrigeração modernos, dependendo apenas da ventilação natural por meio das janelas. Em dias de calor intenso, com temperaturas que facilmente ultrapassam os 40°C, a brisa que entra pelas janelas se mostra insuficiente para oferecer qualquer alívio significativo. Para passageiros como a analista de RH Ana Paula Fernandes, que faz o trajeto diariamente entre 6h e 8h, a situação é inaceitável. “Pelo preço que a gente paga na tarifa, é um absurdo. Com o calor de 40°C que faz no Rio, é um absurdo circular barca sem ar”, desabafa Fernandes, destacando a frustração de pagar mais por um serviço que não atende às necessidades básicas de conforto, especialmente em um clima tropical como o do Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) afirma que as embarcações com ar-condicionado estão disponíveis nos horários de pico, mas a experiência dos usuários frequentemente contradiz essa afirmação.

Soluções paliativas e a insatisfação dos usuários

Climatizadores: uma tentativa falha de refrigeração

Diante das crescentes reclamações e da impossibilidade de substituir a frota antiga a curto prazo, a Barcas Rio implementou uma estratégia para tentar mitigar o problema da falta de refrigeração. A empresa instalou 76 ventiladores climatizadores nas barcas mais velhas, que não possuem sistema de ar-condicionado convencional. Estes equipamentos são do tipo evaporativo, ou seja, utilizam água para umidificar e, em tese, refrescar o ar.

No entanto, a percepção dos passageiros sobre a eficácia desses climatizadores é majoritariamente negativa. Segundo Ana Paula Fernandes, os aparelhos fazem pouca diferença. “Eu não gosto do climatizador porque nem sei de onde sai aquela água que ficam jogando em cima da gente. E não faz diferença nenhuma”, comenta, expressando ceticismo e desconforto com a névoa de água produzida. O militar Jackson Silva, outro usuário diário do serviço, corrobora essa visão. “Os climatizadores que colocam no verão são muito fracos. São muito pouco potentes. Só refrescam quem tá bem na frente deles; o restante dos passageiros vai ficar no calor”, explica Silva. Ele descreve o dilema que muitos passageiros enfrentam: a necessidade de chegar ao trabalho ou em casa a tempo, muitas vezes os obriga a embarcar em uma barca sem ar-condicionado, mesmo que prefiram esperar por uma embarcação mais confortável. “Eu tento sempre optar por esperar uma barca com ar-condicionado, mas acontece de, às vezes, a gente precisar correr pra não atrasar no trabalho ou querer chegar em casa logo, e aí não tem escolha: é obrigado a enfrentar o calor”, completa o passageiro, ilustrando a rotina de sacrifícios enfrentada pelos usuários.

Promessas futuras e a fiscalização da frota

Melhorias prometidas para 2026 e o histórico de problemas

Em resposta às críticas e à insatisfação dos passageiros, a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) divulgou planos para a melhoria do serviço. A pasta informou que há um processo em andamento para a contratação de serviço de ar-condicionado para as barcas, que atualmente está em fase de instrução e elaboração do Termo de Referência. A previsão é que a instalação desses sistemas de refrigeração comece somente em 2026. A Setram não especificou se o plano contempla toda a frota de 16 barcas operadas pela Barcas Rio na Baía de Guanabara, mas reiterou que tem atuado “continuamente em melhorias para o conforto dos passageiros”. A espera de mais de dois anos para a implementação de uma solução efetiva para o problema do calor é vista com ceticismo por muitos usuários, que enfrentam o desconforto diariamente.

Paralelamente à questão do ar-condicionado, a frota das barcas tem sido alvo de fiscalizações rigorosas. Em outubro do ano passado, duas embarcações foram interditadas durante uma operação conjunta da Marinha do Brasil, Setram e comissões de Transporte e de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). As interdições ocorreram devido a vazamento de óleo, um problema grave que levanta preocupações sobre a manutenção geral e a segurança da frota. Uma das barcas interditadas operava na rota Praça Quinze x Araribóia, a mesma que é alvo das reclamações sobre o ar-condicionado, enquanto a outra fazia o trajeto Ilha do Governador x Praça Quinze. Este episódio reforça a percepção de que os desafios da Barcas Rio vão além do simples conforto térmico, abrangendo questões mais amplas de infraestrutura e gestão.

Perspectivas dos passageiros e a busca por um serviço adequado

A rotina de milhares de passageiros que dependem diariamente das barcas entre Rio e Niterói continua marcada pela disparidade entre o custo do serviço e a qualidade entregue. Com o recente aumento da tarifa para R$ 5, a expectativa por um mínimo de conforto e adequação às condições climáticas do verão fluminense é ainda maior. No entanto, a realidade de embarcações sem ar-condicionado e a ineficácia das soluções paliativas, como os climatizadores, frustram os usuários que se veem obrigados a enfrentar o calor intenso. As promessas de melhorias, com a instalação de ar-condicionado prevista apenas para 2026, indicam um longo caminho a ser percorrido até que o serviço de transporte aquaviário atinja os padrões de qualidade esperados por seus frequentadores. A fiscalização que já revelou problemas como vazamento de óleo em algumas embarcações apenas adiciona mais camadas de preocupação à experiência de quem utiliza as barcas.

Perguntas frequentes sobre o serviço das barcas

1. Qual foi o recente aumento na tarifa das barcas e qual o novo valor?
A tarifa para o trajeto Rio x Niterói aumentou em R$ 0,30, elevando o valor da passagem para R$ 5,00 desde o último domingo.

2. Por que os passageiros reclamam das barcas sem ar-condicionado?
Os passageiros reclamam da falta de ar-condicionado porque muitas embarcações da frota são antigas e não possuem sistema de refrigeração, o que causa grande desconforto com o calor intenso do verão fluminense, com temperaturas que chegam a 40°C.

3. Quais são as soluções que a Barcas Rio implementou e qual a percepção dos usuários sobre elas?
A Barcas Rio instalou 76 climatizadores evaporativos nas barcas antigas. No entanto, os passageiros consideram esses equipamentos pouco eficientes, pois só refrescam quem está muito próximo e, para alguns, a névoa de água gerada é um incômodo.

4. Quando as autoridades preveem melhorias no sistema de ar-condicionado?
A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) informou que há um processo em andamento para contratação de serviço de ar-condicionado, com previsão de início da instalação em 2026.

5. Houve outros problemas recentes na frota das barcas?
Sim, em outubro do ano passado, duas embarcações foram interditadas por vazamento de óleo em uma fiscalização da Marinha do Brasil e órgãos estaduais, evidenciando problemas de manutenção na frota.

Você tem vivenciado os desafios do transporte público aquaviário no Rio de Janeiro e Niterói? Compartilhe sua experiência e ajude a iluminar a discussão sobre a qualidade dos serviços essenciais.

Fonte: https://temporealrj.com

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