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PT-RJ e Benedita da Silva: Estratégia ignora foco em eleitorado evangélico
Política

PT-RJ e Benedita da Silva: Estratégia ignora foco em eleitorado evangélico

Última Atualizacão 31/01/2026 10:02
Painel RJ
Publicado 31/01/2026
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A política fluminense movimenta-se em compassos decisivos à medida que as eleições se aproximam, revelando ajustes estratégicos e disputas acirradas. Entre as notícias de bastidores, a campanha da pré-candidata ao Senado, Benedita da Silva, emerge com uma linha de atuação definida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio de Janeiro. A decisão centraliza-se em não priorizar o eleitorado evangélico, apesar de seu peso crescente no estado. Paralelamente, outra frente política se abre na Grande Tijuca com a promessa de revitalização do Esporte Clube Maxwell. O projeto, que o transformará no primeiro Centro Estadual Paralímpico de alto rendimento, já acende uma corrida entre pré-candidatos para reivindicar a paternidade da iniciativa, em um claro sinal da efervescência pré-eleitoral na região. Ambos os cenários ilustram a complexidade e as nuances do xadrez político carioca.

Benedita da Silva e a estratégia do PT para o Senado no Rio

A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Rio de Janeiro definiu uma linha estratégica clara para a campanha ao Senado de Benedita da Silva. Apesar de sua longa trajetória como presbiteriana, a pré-candidata não terá como foco principal a abordagem de temas que ressoam diretamente com as preferências do segmento evangélico. Essa postura dos dirigentes locais reflete um reconhecimento tácito de um desafio persistente que lideranças em Brasília, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus conselheiros, têm enfrentado. As inúmeras tentativas de furar a “bolha” do mundo evangélico pentecostal e neopentecostal, que frequentemente se alinha a pautas conservadoras e à direita política, têm se mostrado um obstáculo considerável para o partido. Mesmo com os mapas eleitorais indicando a relevância do voto religioso nas disputas, a campanha de Benedita optará por uma rota já consolidada em sua atuação política.

Priorizando pautas progressistas em detrimento do voto religioso

Em vez de desviar para o terreno das pautas evangélicas, a campanha de Benedita da Silva concentrará seu discurso e esforços no que a pré-candidata já pratica: o fortalecimento das pautas dos movimentos sociais e a defesa intransigente de direitos já conquistados, que atualmente se encontram sob ameaça. A estratégia inclui uma aproximação contínua e um caminhar lado a lado com os setores de perfil progressista da sociedade. Esta decisão, embora alinhada ao DNA do PT, contraria uma tendência demográfica marcante no Rio de Janeiro. Dados do último censo do IBGE revelam que os evangélicos já constituem cerca de 35% do eleitorado fluminense, com uma clara projeção de crescimento. Contudo, é crucial notar que este universo evangélico não é homogêneo. Dentro desse percentual ascendente, estão incluídos fiéis de denominações mais antigas, que demonstram maior simpatia por propostas de esquerda, como a distribuição de renda, a defesa dos direitos humanos e a democratização da educação. Igrejas Luteranas, Presbiterianas, Maranata e parcelas das denominações Batista e Assembleia de Deus são exemplos de comunidades evangélicas que historicamente mantêm um diálogo mais aberto com as causas sociais defendidas por Benedita e pelo PT. A complexidade desse mosaico religioso exige uma análise cuidadosa, e a campanha do PT parece ter optado por solidificar sua base tradicional, em vez de buscar uma inserção mais profunda em um segmento onde a resistência ideológica se mostra mais forte.

Revitalização do Esporte Clube Maxwell: disputa por paternidade política

Longe das discussões sobre o eleitorado, outra dinâmica política aquece os bastidores da Grande Tijuca. Pré-candidatos às eleições deste ano, que possuem redutos eleitorais na região, demonstram notável inquietação em torno da revitalização do Esporte Clube Maxwell. Localizado entre os históricos bairros do Grajaú e Vila Isabel, o clube, que esteve abandonado por nove anos, será transformado pelo governo estadual em uma instalação de ponta. O prédio degradado e invadido na avenida de mesmo nome, de propriedade do estado, passará por uma completa reestruturação para se tornar o primeiro Centro Estadual Paralímpico de alto rendimento. O ambicioso projeto prevê a construção de uma piscina olímpica, modernos consultórios médicos e alojamentos, visando oferecer infraestrutura completa para atletas paralímpicos. O anúncio, feito recentemente pelo governador Cláudio Castro, incluiu a apresentação do projeto já em fase final de aprovação burocrática. Na ocasião, o governador convidou os deputados estaduais aliados Fred Pacheco (Mobiliza) e Alexandre Knoploch (PL) para a foto oficial, um gesto que rapidamente reverberou no cenário político local.

O ouro da Grande Tijuca e as reivindicações de crédito

A divulgação do projeto de revitalização do Esporte Clube Maxwell desencadeou uma verdadeira corrida entre os políticos para associar seus nomes à iniciativa. No mesmo dia do anúncio governamental, o vereador Rafael Aloisio de Freitas (PSD), que faz parte do mesmo partido do prefeito Eduardo Paes, divulgou um vídeo com agilidade, endossando o “filho bonito” do projeto. Em sua comunicação, o vereador teve o cuidado estratégico de citar os dois deputados estaduais envolvidos na foto do governador, demonstrando a sensibilidade política necessária em um cenário de disputa por crédito. Aloisio de Freitas possui experiência em situações semelhantes, tendo sido o “pai” do Parque Piedade e enfrentado dificuldades com falsas reivindicações de paternidade em projetos anteriores, o que o torna ainda mais cauteloso. Os deputados, por sua vez, não hesitaram em justificar suas “paternidades”. Fred Pacheco fundamenta sua conexão lembrando que preside a Comissão da Pessoa com Deficiência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), conferindo um respaldo institucional à sua participação. Já Alexandre Knoploch apela à sua atuação anterior como presidente da Associação de Moradores da Tijuca, seu reduto eleitoral, e bairro vizinho ao futuro centro esportivo. A região da Grande Tijuca, com seus mais de 300 mil habitantes, representa um verdadeiro “ouro” eleitoral para os candidatos. Se o projeto realmente sair do papel e se concretizar, o Clube Maxwell tem tudo para chegar às eleições de outubro com uma vasta e inesperada lista de “pais”, “padrinhos” e “amigos”, todos ávidos por associar-se a uma obra de grande impacto social e visibilidade política.

Conclusão

Os bastidores da política carioca revelam uma complexa tapeçaria de estratégias eleitorais e articulações em vista do pleito vindouro. A decisão do PT fluminense de direcionar a campanha de Benedita da Silva para além da pauta evangélica, focando nos movimentos sociais e direitos progressistas, sinaliza uma consolidação de base, mesmo diante do crescimento demográfico do eleitorado religioso. Essa escolha estratégica reflete a dificuldade de penetração em um segmento majoritariamente conservador, optando por reforçar o eleitorado cativo, enquanto se reconhece a existência de vertentes evangélicas mais alinhadas a pautas sociais. Em paralelo, a prometida revitalização do Esporte Clube Maxwell na Grande Tijuca exemplifica a corrida por capital político em torno de projetos estaduais de grande impacto. A ânsia de diversos pré-candidatos em associar seus nomes à iniciativa destaca a importância de obras concretas como trunfos eleitorais, especialmente em regiões populosas. Ambos os cenários sublinham a intensa movimentação política no Rio, onde cada passo é calculado visando maximizar o apoio popular e assegurar posições em um ambiente eleitoral cada vez mais competitivo e polarizado.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual a nova estratégia do PT para a campanha de Benedita da Silva ao Senado?
A estratégia do PT do Rio de Janeiro é focar a campanha de Benedita da Silva nas pautas dos movimentos sociais e na defesa de direitos já conquistados, evitando priorizar temas específicos do segmento evangélico, apesar da pré-candidata ser presbiteriana.

Por que o PT decidiu não focar nos votos evangélicos?
A decisão reconhece a dificuldade do partido em penetrar o eleitorado evangélico pentecostal e neopentecostal, que majoritariamente se alinha a pautas conservadoras e de direita. O partido prefere consolidar o apoio em setores progressistas e movimentos sociais, embora reconheça a existência de vertentes evangélicas mais abertas a pautas sociais.

O que será do Esporte Clube Maxwell após a revitalização?
O Esporte Clube Maxwell será transformado no primeiro Centro Estadual Paralímpico de alto rendimento, com estrutura que inclui piscina olímpica, consultórios médicos e alojamentos, visando atender atletas paralímpicos.

Por que vários políticos estão reivindicando a “paternidade” do projeto Maxwell?
A revitalização do Clube Maxwell é uma obra de grande impacto e visibilidade em uma região com mais de 300 mil habitantes (Grande Tijuca), o que a torna um valioso trunfo eleitoral. Políticos locais e estaduais buscam associar seus nomes ao projeto para angariar apoio popular antes das eleições.

Para aprofundar-se nas nuances da política fluminense e acompanhar os desdobramentos dessas e outras estratégias eleitorais, assine nossa newsletter e receba análises exclusivas diretamente em sua caixa de entrada.

Fonte: https://diariodorio.com

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