O rompimento de uma adutora de grande porte da concessionária Águas do Rio causou inundações significativas em vias do bairro de Xerém, em Duque de Caxias, no fim da tarde da última quinta-feira, 29 de fevereiro. O incidente, que transformou a Estrada Rio D’Ouro em uma “cachoeira”, resultou na invasão de imóveis próximos pela força da água, gerando transtornos e prejuízos materiais para os moradores. Apesar de a tubulação subterrânea ter sido reparada durante a madrugada seguinte, os impactos persistem, com muitas residências ainda enfrentando problemas no abastecimento de água. A empresa mobilizou equipes para monitorar a situação, promover a limpeza da área afetada e apurar as causas do vazamento, que ainda são desconhecidas.
O incidente e seus desdobramentos imediatos
O cenário em Xerém foi de caos e surpresa quando, por volta do final da tarde de quinta-feira, a adutora da Águas do Rio cedeu. Testemunhas descreveram uma elevação súbita do pavimento e, em seguida, um jorro massivo de água que se assemelhava a uma cachoeira em plena via pública. A força e o volume da água foram tamanhos que a Estrada Rio D’Ouro rapidamente ficou intransitável, e o líquido invadiu casas e comércios em ruas adjacentes, arrastando objetos e causando danos consideráveis. A comunidade foi pega de surpresa, com muitos moradores tentando, desesperadamente, proteger seus bens e isolar suas propriedades da enxurrada.
Detalhamento do rompimento e a “cachoeira”
O local exato do rompimento foi identificado em uma tubulação subterrânea de grande diâmetro localizada na Estrada Rio D’Ouro, uma artéria importante de Xerém. A pressão da água ao escapar da tubulação causou um jato poderoso que se ergueu por metros, criando a impressionante “cachoeira” que se tornou o símbolo visual do desastre. A invasão das águas nas propriedades não apenas danificou estruturas, mas também comprometeu eletrodomésticos, móveis e outros pertences de valor, impactando diretamente o cotidiano de dezenas de famílias. O ocorrido mobilizou não só as equipes da concessionária, mas também a Defesa Civil local e a polícia, para garantir a segurança da área e orientar os moradores. A rápida propagação do alagamento deixou muitos sem tempo para reagir, agravando a extensão dos prejuízos.
Suspensão do abastecimento e desafios pós-reparo
Como medida emergencial para conter o vazamento e permitir o reparo, o fornecimento de água foi interrompido em diversas áreas de Duque de Caxias, especialmente em Xerém e bairros vizinhos. As equipes de emergência da Águas do Rio trabalharam incessantemente durante a madrugada, conseguindo concluir o conserto da adutora por volta das 3h50 da sexta-feira. Embora o reparo físico tenha sido finalizado, a retomada da operação e a normalização completa do abastecimento são processos graduais. A previsão inicial é de que o fornecimento seja totalmente restabelecido em até três dias. Contudo, a situação pode ser mais demorada em regiões elevadas e em trechos que são “ponta de rede”, onde a pressão da água leva mais tempo para se estabilizar. Esta interrupção prolongada no serviço gera uma série de desafios para os moradores, desde a higiene pessoal até a preparação de alimentos, forçando-os a economizar o recurso e buscar alternativas.
Ações da concessionária e o impacto na comunidade
Diante da gravidade do incidente, a concessionária Águas do Rio agiu em diversas frentes para mitigar os impactos e prestar assistência à população afetada. Além do reparo emergencial da adutora, a empresa direcionou esforços para a limpeza das vias e para o processo de ressarcimento dos prejuízos sofridos pelos moradores. A comunicação com a comunidade também se tornou um pilar fundamental, orientando sobre o uso consciente da água e os procedimentos para solicitar indenizações. No entanto, a repercussão do evento levanta questões sobre a manutenção e fiscalização da infraestrutura, especialmente em tubulações de grande porte que atravessam áreas urbanas.
Resposta da Águas do Rio e o processo de reparo
Após o rompimento, a Águas do Rio rapidamente mobilizou uma força-tarefa composta por engenheiros, técnicos e equipes de apoio. O desafio era grande: uma tubulação subterrânea de dimensões consideráveis exigia um trabalho complexo e coordenado. Paralelamente ao conserto, que foi priorizado para estancar o vazamento e retomar a infraestrutura, a concessionária iniciou uma investigação interna para determinar a causa exata da falha. Embora ainda não haja informações conclusivas sobre o que provocou o rompimento, a empresa garante que todas as possibilidades estão sendo avaliadas, desde o desgaste natural do material até fatores externos que possam ter contribuído para o incidente. A transparência na apuração dos fatos é crucial para prevenir futuros acidentes e garantir a segurança e a confiabilidade do sistema de abastecimento.
Prejuízos, ressarcimento e a situação dos moradores
Os prejuízos causados pelo alagamento são visíveis e variados. Moradores de Xerém relatam perdas de móveis, eletrodomésticos, documentos e até mesmo danos estruturais em suas residências. A Águas do Rio afirmou publicamente seu compromisso em ressarcir os moradores que tiveram bens perdidos ou danificados em decorrência do alagamento. Para tanto, a empresa orienta que os afetados documentem os danos com fotos e vídeos e entrem em contato pelos canais oficiais para iniciar o processo de solicitação de indenização. Esta medida é essencial para amenizar o sofrimento das famílias, muitas das quais viram anos de esforço serem levados pela água em questão de horas. A recuperação, tanto material quanto emocional, será um processo contínuo, e a atuação da concessionária nesse sentido é fundamental para a reconstrução da normalidade.
Desafios persistentes e a reconstrução da normalidade
O rompimento da adutora em Xerém é um lembrete vívido da fragilidade da infraestrutura e dos impactos diretos que falhas em serviços essenciais podem ter na vida das pessoas. Enquanto a Águas do Rio trabalha na normalização do abastecimento e no suporte aos afetados, a comunidade de Duque de Caxias permanece vigilante. A situação exige atenção contínua da concessionária, das autoridades locais e dos próprios moradores, que devem se manter informados e colaborar com as orientações de economia de água. A busca por respostas sobre as causas do incidente e a garantia de manutenções preventivas robustas são cruciais para evitar que eventos semelhantes se repitam no futuro.
Perguntas frequentes sobre o incidente
1. Quando e onde ocorreu o rompimento da adutora?
O rompimento ocorreu no fim da tarde da última quinta-feira, 29 de fevereiro, na Estrada Rio D’Ouro, no bairro de Xerém, em Duque de Caxias.
2. Quais regiões foram afetadas pela suspensão do abastecimento de água?
Partes de Duque de Caxias, especialmente Xerém e bairros próximos, foram afetadas pela suspensão do fornecimento de água após o incidente.
3. A Águas do Rio vai ressarcir os moradores pelos prejuízos?
Sim, a concessionária Águas do Rio informou que vai ressarcir os moradores que perderam bens por conta do alagamento. A orientação é que os afetados documentem os danos e entrem em contato com a empresa.
4. Qual a previsão para a normalização completa do fornecimento de água?
A previsão é de que o fornecimento seja totalmente normalizado em até três dias a partir do reparo (concluído na madrugada de sexta-feira, 30 de fevereiro). Em áreas mais elevadas e “ponta de rede”, o processo pode ser mais lento.
5. O que os moradores devem fazer em caso de falta d’água ou para relatar danos?
Moradores devem economizar água nas próximas horas e, em caso de problemas no abastecimento ou para solicitar ressarcimento por danos, devem entrar em contato com os canais de atendimento da Águas do Rio.
Para mais informações e atualizações sobre o abastecimento de água em sua região, entre em contato com a Águas do Rio pelos canais de atendimento oficiais ou acompanhe as notícias locais.
Fonte: https://temporealrj.com



