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Apoio de Paes A Benedita no senado: uma promessa sob desconfiança
Política

Apoio de Paes A Benedita no senado: uma promessa sob desconfiança

Última Atualizacão 25/01/2026 15:04
Painel RJ
Publicado 25/01/2026
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Diário do Rio - Quem Ama o Rio Lê
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A política fluminense foi agitada por um anúncio que reverberou nos corredores do poder: o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, teria assegurado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva seu apoio político à candidatura da deputada Benedita da Silva ao Senado. A notícia, que rapidamente se espalhou, gerou imediata desconfiança em diversos setores, dada a conhecida reputação de Paes de flexibilidade em seus compromissos. A questão central que emerge é se esse suporte se concretizará ou se trata apenas de uma movimentação estratégica para aplacar tensões e garantir alianças. O histórico político de Eduardo Paes, marcado por reviravoltas e pragmatismo, alimenta o ceticismo em relação à solidez dessa promessa, especialmente em um cenário eleitoral complexo e com múltiplos interesses em jogo no Rio de Janeiro.

A promessa no Planalto e a dinâmica eleitoral

O cenário que antecedeu a declaração de apoio de Eduardo Paes a Benedita da Silva revela um intricado jogo político. Em meados de janeiro, o prefeito do Rio de Janeiro se dirigiu ao Planalto para uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro, de natureza reservada, ocorreu em um momento de crescente inquietação no Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a real lealdade eleitoral de Paes no contexto do Rio de Janeiro. Dentro do PT, observava-se com cautela os movimentos do prefeito, que, ao mesmo tempo em que buscava alinhamento com o governo federal, também flertava com segmentos mais à direita e bolsonaristas no estado.

Nessa conversa, Paes teria comunicado sua intenção de se afastar da Prefeitura em 20 de março para concorrer ao governo estadual. Foi nesse contexto que ele prometeu apoiar a candidatura de Benedita da Silva ao Senado, um gesto interpretado como uma tentativa de dissipar o mal-estar gerado por suas aproximações com a direita. O pano de fundo dessa negociação incluía o receio do prefeito de uma eventual articulação entre o Partido dos Trabalhadores e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, que poderia resultar na ascensão de André Ceciliano ao governo interino por meio de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Embora o aceno de Paes tenha sido recebido positivamente em um primeiro momento, a confiança plena do Planalto permaneceu cautelosa, diante das incertezas sobre as alianças políticas em nível nacional e do histórico recente de flexibilidade do prefeito carioca em seus posicionamentos.

A complexa equação de Pedro Paulo

A narrativa de apoio a Benedita da Silva encontra um grande obstáculo na figura do deputado federal Pedro Paulo. Ele é amplamente reconhecido como o principal representante e articulador político de Eduardo Paes no Congresso Nacional. Pedro Paulo não é um coadjuvante; ele desempenha um papel central no projeto político de Paes em Brasília, sendo uma peça fundamental para a interlocução e defesa de interesses.

A complexidade surge porque, enquanto não houver uma desistência formal de Pedro Paulo de sua pré-candidatura ao Senado, o apoio declarado a Benedita da Silva permanece sob forte suspeita. É desafiador conceber que Eduardo Paes não envidaria todos os esforços para garantir a eleição de Pedro Paulo para o Senado. Afinal, se Benedita da Silva for eleita e Pedro Paulo não, Paes perderá seu principal articulador na capital federal, um elo crucial para seus projetos e governabilidade. Mesmo com a disponibilidade de duas vagas para o Senado no próximo ciclo eleitoral, é improvável que Paes tenha o poder de eleger dois indicados seus. Isso o forçaria a priorizar uma das campanhas. A escolha entre Benedita e seu principal articulador político em Brasília, Pedro Paulo, parece ter uma resposta evidente no tabuleiro político, onde a lealdade e os interesses de longo prazo costumam prevalecer.

O “caçador de servidores” e a reforma administrativa

A figura de Pedro Paulo ganha contornos ainda mais específicos ao considerarmos seu papel na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa. Ele angariou o apelido de “Caçador de Servidores Públicos Concursados” por sua atuação como coordenador do grupo de trabalho e relator da última versão dessa PEC. Esta proposta legislativa tem como um de seus pontos centrais o incentivo à contratação temporária de pessoal, em detrimento dos concursos públicos tradicionais para cargos efetivos.

A prefeitura do Rio de Janeiro, sob a gestão de Eduardo Paes, já faz uso extensivo de contratos temporários, nomeações políticas disfarçadas de cargos de confiança e terceirizações. A preocupação é que, caso Paes seja eleito governador, essa “preferência” por vínculos precários e seu suposto “desprezo” pelos servidores concursados sejam transplantados para o âmbito estadual, alterando profundamente a estrutura e a qualidade do serviço público.

O impacto da contratação temporária

É crucial entender as implicações da contratação temporária e por que ela gera tanta controvérsia:

Vínculo precário e dependência política: A contratação temporária estabelece um vínculo de trabalho frágil, pessoal e, inerentemente, politicamente dependente. Ao contrário do servidor concursado, que possui estabilidade, o contratado temporário está constantemente buscando a renovação de seu vínculo. No contexto da Prefeitura do Rio de Janeiro, esses contratos podem se estender por até seis anos.
Submissão a interesses: A necessidade de renovação do contrato pode levar o temporário a não se orientar primordialmente pela Constituição e pela legislação, mas sim a se submeter à vontade de quem o contratou. O receio é que, para garantir a continuidade de seu emprego, o profissional possa se sentir compelido a seguir ordens – mesmo que ilegais ou inadequadas – sob pena de não ter seu contrato renovado.
Fragilização do Estado: Em contraste, o servidor concursado goza de estabilidade justamente para se resguardar de pressões políticas, tendo como única bússola a lei e a Constituição. A PEC da Reforma Administrativa, ao fragilizar essa estabilidade e incentivar a precarização, não é uma medida neutra. Ela tende a enfraquecer a autonomia do Estado e a fortalecer o controle político sobre a máquina pública, minando a imparcialidade e a eficiência dos serviços essenciais. A atuação de Pedro Paulo nesse tema no Congresso Nacional é, portanto, de grande relevância, seja ele deputado federal ou, com um poder ainda maior, um senador.

A pré-candidatura de Pedro Paulo ao Senado em curso

A pré-candidatura de Pedro Paulo ao Senado não é uma mera hipótese distante, mas uma estratégia já consolidada e em pleno desenvolvimento. Ela surgiu aproveitando o espaço deixado por Flávio Bolsonaro, que havia direcionado seus planos para uma eventual pré-candidatura à Presidência da República.

A movimentação foi publicamente detalhada em dezembro passado, quando uma reportagem revelou um jantar estratégico em Ipanema. Nesse encontro, foram delineadas as diretrizes do Partido Social Democrático (PSD) para o pleito de 2026, com Pedro Paulo sendo formalmente colocado na vaga do Senado. Além disso, a reunião definiu a disputa pela candidatura a deputado federal entre Guilherme Schleder e Márcio Ribeiro. Ou seja, o projeto da campanha de Pedro Paulo ao Senado está claramente em curso, com organização e publicamente assumido.

A contradição que exige clareza e vigilância permanente

É nesse ponto que a matemática política não se fecha. Se Eduardo Paes realmente tenciona apoiar Benedita da Silva ao Senado, isso implica, necessariamente, desistir da candidatura de Pedro Paulo para essa mesma disputa. Abrir mão de Pedro Paulo, contudo, seria abdicar de seu principal operador político no Congresso Nacional – justamente o relator da reforma administrativa que se alinha aos seus interesses. A pergunta que se impõe é: seria crível que Paes priorizaria a campanha de Benedita, negligenciando a eleição de Pedro Paulo e, consequentemente, o que ele representa em Brasília? A resposta, no contexto da política pragmática, parece ser uma.

Gesto concreto como prova de apoio

Enquanto Pedro Paulo mantiver sua pré-candidatura ao Senado, qualquer discurso de apoio a Benedita da Silva será, inevitavelmente, percebido como uma manobra retórica eleitoral. Trata-se, nesse cenário, de um gesto simbólico para tranquilizar o Planalto, não um compromisso efetivo. Desse modo, o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores têm todos os motivos para manterem-se cautelosos diante da declaração de apoio de Paes a Benedita. A política é forjada por sinais inequívocos e ações concretas, não por declarações vagas. O sinal indubitável, neste complexo arranjo, seria a desistência formal de Pedro Paulo da corrida ao Senado e sua eventual candidatura à Câmara Federal.

Portanto, a cena política fluminense permanece em modo de espera. Até o momento, não há qualquer informação substancial sobre a desistência de Pedro Paulo de sua pré-candidatura ao Senado. Sem esse gesto decisivo, o prometido apoio de Eduardo Paes a Benedita da Silva continuará soando como uma estratégia para atender a expectativas pontuais – ou, mais precisamente, para acalmar o presidente Lula e o PT. A política, em sua essência, exige coerência entre discurso e ação. E, neste capítulo, a história da política carioca ainda está longe de exibir uma narrativa consistente.

Perguntas frequentes

Por que o apoio de Eduardo Paes a Benedita da Silva é visto com desconfiança?
O apoio é visto com desconfiança devido ao histórico de flexibilidade política de Eduardo Paes e à pré-candidatura já estabelecida de Pedro Paulo, seu principal articulador político em Brasília, ao Senado. A contradição entre apoiar Benedita e ter Pedro Paulo na mesma disputa levanta dúvidas sobre a sinceridade do compromisso.

Qual o papel de Pedro Paulo na política de Eduardo Paes?
Pedro Paulo é o principal articulador político de Eduardo Paes no Congresso Nacional. Ele atua como um elo crucial para a defesa de interesses e para a governabilidade de Paes, sendo, inclusive, relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Administrativa, um tema de grande interesse para a gestão do prefeito.

O que é a “PEC da Blindagem” e como ela se relaciona com Pedro Paulo?
A “PEC da Blindagem” é um apelido dado à Proposta de Emenda à Constituição da Reforma Administrativa, que visa incentivar a contratação temporária em substituição aos concursos públicos. Pedro Paulo coordenou o grupo de trabalho e é o relator da última versão dessa PEC, o que o conecta diretamente à pauta de precarização do serviço público, vista como alinhada aos interesses de gestões que priorizam a flexibilidade na contratação.

O que seria um sinal concreto do apoio de Paes a Benedita da Silva?
Um sinal concreto e inequívoco do apoio de Eduardo Paes a Benedita da Silva seria a desistência formal de Pedro Paulo de sua pré-candidatura ao Senado. Sem essa movimentação, o compromisso de Paes é interpretado como uma manobra política para acalmar o Planalto, sem um efeito prático na disputa.

Não perca os próximos capítulos desta trama política. Mantenha-se informado sobre os desdobramentos e as articulações que moldam o futuro do Rio de Janeiro.

Fonte: https://diariodorio.com

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