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Wall Street resiste a choques políticos e valida a agenda de Trump
Finanças

Wall Street resiste a choques políticos e valida a agenda de Trump

Última Atualizacão 18/01/2026 18:01
PainelRJ
Publicado 18/01/2026
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(Foto: Bloomberg)
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Em um período de intensas turbulências geopolíticas e domésticas, os mercados financeiros globais demonstram uma resiliência notável, desafiando previsões de instabilidade. Nas primeiras semanas do ano, eventos que outrora abalariam profundamente a confiança dos investidores — como a captura de um líder sul-americano, a abertura de uma investigação do Departamento de Justiça dos EUA contra o Federal Reserve e intervenções disruptivas da Casa Branca em áreas cruciais do comércio americano — foram absorvidos sem grandes abalos. Em vez de recuar, os principais índices registraram uma ascensão vigorosa, impulsionando um agressivo apetite por risco que parece validar a postura política audaciosa da administração. Essa dinâmica peculiar sugere que Wall Street, ao invés de atuar como um freio, está fornecendo um “cartão de pontuação” positivo para as ações governamentais, incentivando a continuidade de uma agenda que muitos consideram testar os limites tradicionais. A confiança dos investidores, impulsionada por dados econômicos robustos e sinais de desinflação, tem gerado um ambiente de baixa volatilidade, permitindo que a Casa Branca opere com restrições de mercado excepcionalmente reduzidas.

O cenário de resiliência dos mercados

Apetite por risco em níveis recordes

O cenário atual dos mercados financeiros é caracterizado por um apetite por risco sem precedentes, um fenômeno que se estende por diversos indicadores. Os fluxos de entrada em fundos de investimento negociados em bolsa (ETFs) focados em ações, por exemplo, alcançaram níveis extraordinários em janeiro, superando em cinco vezes a média histórica para o mês. Nos últimos três meses, esses fundos atraíram um volume recorde de US$ 400 bilhões, um claro indicativo da agressividade com que o capital está sendo alocado. A preferência por investimentos de maior risco é ainda mais evidente na comparação entre ETFs alavancados de longo prazo e aqueles que apostam na queda do mercado. Atualmente, os fundos de alavancagem de longo prazo detêm US$ 145 bilhões em ativos, contrastando acentuadamente com os modestos US$ 12 bilhões alocados em fundos que buscam proteção contra quedas.

Além disso, a alocação de caixa por parte dos investidores caiu para mínimos históricos, conforme dados de importantes instituições financeiras. No mercado de crédito, o comportamento evoca o cenário de 2007, com os prêmios de risco para manter títulos de alto rendimento (junk bonds) diminuindo, mesmo em um contexto de aumento dos empréstimos corporativos. Essa confiança exacerbada dos mercados não apenas gera pouca resistência às políticas da Casa Branca, mas, segundo alguns analistas, pode até incentivá-las. Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial, observou que o presidente utiliza os mercados como um “cartão de pontuação” e, sob essa ótica, considera-se vitorioso. Essa percepção pode levar o governo a aprofundar suas estratégias mais ousadas, sinalizando a possibilidade de “esperar o inesperado”.

Choques políticos como “ruído” e o otimismo econômico

A nova percepção de risco e o histórico de abril

A dinâmica atual dos mercados contrasta com experiências passadas, onde a reação dos investidores frequentemente moderava impulsos políticos. Um exemplo notável ocorreu em abril, quando ameaças de tarifas comerciais globais provocaram uma retração acentuada nos mercados mundiais, com o S&P 500 despencando imediatamente. Aquela reação serviu como um catalisador para que o governo revertesse seu ímpeto protecionista, demonstrando o poder dos mercados em influenciar decisões políticas em tempo real. No entanto, os choques políticos mais recentes são, em grande parte, tratados como “ruído” pelos investidores. Essa postura é alimentada pela crença de que qualquer revolta séria do mercado levaria a Casa Branca a recuar, replicando o cenário de abril.

Enquanto isso, o capital continua a perseguir temas de crescimento robusto, como a inteligência artificial, a recuperação industrial e uma retomada da demanda cíclica. Esse otimismo econômico se reflete claramente no posicionamento dos investidores. O ETF S&P 500 ponderado por igual, por exemplo, superou sua contraparte ponderada por capitalização neste ano, com um grande fundo que acompanha o índice menos concentrado atraindo US$ 3,7 bilhões em novos fluxos. Similarmente, o Russell 2000, que engloba empresas de menor capitalização e é frequentemente um termômetro da saúde econômica mais ampla, avançou 2% na semana, ampliando seu desempenho superior ao do S&P 500. Esses movimentos sinalizam apostas dos investidores de que a força econômica elevará um espectro mais amplo de ações, e não apenas as gigantes de tecnologia. Jack McIntyre, gerente de portfólio da Brandywine Global Investment Management, resume o sentimento: “Estamos vendo crescimento sem pressões inflacionárias. A economia está em bases sólidas em um momento em que a inflação ainda está se comportando”, acrescentando que há um certo “medo de ficar de fora” (FOMO), dado o período do ano.

Sinais econômicos fortes e baixa volatilidade

A sensação crescente de que as condições econômicas estão melhorando, aliada a mais sinais de que a inflação continua a diminuir, é corroborada por uma série de dados econômicos que superaram as expectativas. Desde os pedidos de auxílio-desemprego, que indicam mercados de trabalho resilientes, até o inesperado aumento da produção industrial dos Estados Unidos em dezembro, os indicadores econômicos consistentemente alimentam o apetite por risco dos investidores. Essa mudança de sentimento é igualmente evidente no mercado de opções. Mesmo com propostas governamentais para limitar as taxas de juros de cartões de crédito, o aumento da retórica em relação ao Irã e o confisco de ativos petrolíferos venezuelanos, o VIX — um índice que mede as oscilações esperadas do mercado de ações — permaneceu no 17º percentil de sua faixa de cinco anos, ou seja, em níveis muito baixos.

A inclinação, ou o prêmio que os investidores pagam para se proteger contra quedas acentuadas, permanece abaixo da média, mesmo com o aumento da incerteza política. Consequentemente, a demanda por proteção contra quedas, como opções de venda de índices ou “hedges” de risco de cauda, continua baixa. Peter Atwater, fundador da Financial Insyghts, aponta que “os investidores têm sido tão bem recompensados por ignorar os riscos geopolíticos que, a esta altura, eles precisarão ver algo incrivelmente tangível para abalar sua confiança”. É importante notar que nem todas as medidas de Washington são percebidas como ameaças. O redirecionamento do petróleo venezuelano pelos canais ocidentais poderia, por exemplo, aliviar as restrições de fornecimento global. Um teto para as taxas de crédito pode estimular os gastos das famílias de baixa renda no curto prazo. No entanto, o efeito macro é inegável: com o aumento dos ativos de risco e a redução da volatilidade, a Casa Branca parece estar operando em uma zona de restrições de mercado excepcionalmente baixas, o que lhe confere maior liberdade de ação.

A dinâmica de risco e o posicionamento do mercado

O risco inerente a este cenário não reside necessariamente no fracasso de uma única medida política, mas sim na possibilidade de que a disposição do mercado para absorver uma sucessão de choques reflita um posicionamento excessivamente unilateral. Quando a maioria dos participantes do mercado se inclina para a mesma direção, até mesmo pequenas mudanças no sentimento podem provocar movimentos desproporcionais e repentinos. A euforia e a baixa percepção de risco podem levar a uma complacência perigosa, onde a ausência de freios pode ser confundida com ausência de perigos.

Mesmo entre aqueles cujo posicionamento permanece mais cauteloso do que os índices de manchete sugerem, uma retração suficientemente acentuada provavelmente seria recebida com compras, impulsionadas pelo “medo de ficar de fora” (FOMO) ou pela percepção de oportunidades. Amy Wu Silverman, chefe de estratégia de derivativos da RBC Capital Markets, destaca que existe um contingente de investidores institucionais que se protegeria se houvesse uma “confirmação de baixa”. Esse grupo, que provavelmente foi afetado por quedas anteriores, continua mais pessimista do que o mercado reflete e é propenso a entrar no mercado se houver uma correção significativa, buscando oportunidades em um cenário de “desvio de vários padrões”. Esta dinâmica sublinha a fragilidade latente sob a aparente solidez, onde a busca por rendimento e a confiança na intervenção governamental podem estar criando as condições para uma reversão brusca, caso algo “incrivelmente tangível” de fato abale a convicção dos investidores.

Perguntas frequentes (FAQ)

Por que os mercados financeiros estão tão resilientes apesar dos choques políticos?
Os mercados têm demonstrado resiliência devido a um forte apetite por risco, impulsionado por dados econômicos robustos, sinais de desinflação e a percepção de que, em caso de instabilidade severa, a Casa Branca interviria para estabilizar a situação, como já ocorreu no passado. Além disso, há um fluxo significativo de capital para temas de crescimento como inteligência artificial e recuperação industrial.

Quais são os principais indicadores que demonstram o apetite por risco atual?
Entre os principais indicadores estão os fluxos recordes de entrada em ETFs de ações (US$ 400 bilhões em três meses), a predominância de ETFs alavancados de longo prazo sobre fundos de aposta na queda do mercado, a queda das alocações de caixa para mínimos históricos e o comportamento dos mercados de crédito com prêmios de risco mais apertados para títulos de alto rendimento.

Quais os riscos associados a um mercado tão confiante e “unilateral”?
O principal risco é o posicionamento “unilateral”, onde a maioria dos investidores está inclinada na mesma direção. Isso significa que pequenas mudanças no sentimento ou eventos inesperados podem causar movimentos desproporcionais e bruscos no mercado. A baixa demanda por proteção contra quedas e a complacência em relação aos riscos geopolíticos aumentam a vulnerabilidade a choques inesperados.

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Fonte: https://www.infomoney.com.br

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