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O cerco econômico dos EUA e a profunda crise Na Venezuela
Brasil

O cerco econômico dos EUA e a profunda crise Na Venezuela

Última Atualizacão 18/01/2026 09:33
PainelRJ
Publicado 18/01/2026
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© REUTERS/Maxwell Briceno/Proibida reprodução
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A Venezuela, detentora das maiores reservas de petróleo do planeta, tem sido palco de uma das mais complexas crises econômicas e sociais da história recente da América Latina. Por anos, o país sul-americano enfrentou as consequências de uma série de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, denominadas Medidas Coercitivas Unilaterais. Análises e estudos aprofundados revelam que esses cercos econômicos prolongados se tornaram uma ferramenta cada vez mais empregada na política externa para pressionar ou até mesmo derrubar governos específicos, um roteiro que se repete em nações como o Irã. As sanções econômicas são vistas por alguns como um instrumento para gerar descontentamento social e, consequentemente, promover uma mudança de regime, asfixiando experiências políticas que divergem do controle de potências globais.

O arsenal das sanções econômicas

Justificativas e mecanismos de pressão

As sanções econômicas contra a Venezuela foram implementadas sob o pretexto de proteger os direitos humanos, fomentar a democracia e combater o narcotráfico. O arcabouço legal para o bloqueio atual foi estabelecido em dezembro de 2014, durante a administração do presidente democrata Barack Obama, após uma onda de protestos contra o governo. Em março de 2015, uma Ordem Executiva declarou uma “emergência nacional” nos Estados Unidos, classificando a Venezuela como uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, o que autorizou a imposição de amplas sanções. Essas medidas visam dificultar a capacidade de financiamento do governo venezuelano e de sua economia, afetando diretamente diversos setores cruciais.

O bloqueio financeiro e comercial

O bloqueio financeiro e comercial contra a Venezuela é multifacetado. Ele obstruiu significativamente o financiamento da vital indústria petrolífera do país, impôs restrições ao refinanciamento da dívida externa e dificultou as transações monetárias no mercado mundial. Além disso, ativos venezuelanos no exterior foram congelados ou transferidos para o controle da oposição. Portugal e o Reino Unido também adotaram medidas de bloqueio de ativos, com o Banco Central da Inglaterra confiscando 31 toneladas de ouro venezuelano, avaliadas em aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

Washington colocou sob suspeita todas as transações ligadas à Venezuela, resultando no bloqueio de canais financeiros com instituições de outras nações. A situação se agravou com a proibição do pagamento de dividendos ao governo venezuelano provenientes da Citgo, principal filial da estatal petroleira PdVSA nos EUA. A Citgo, avaliada em bilhões de dólares, foi liquidada pela justiça norte-americana no final de 2025 para servir de ativo a credores internacionais da Venezuela, uma medida categorizada por Caracas como “roubo”.

A complexidade da crise econômica venezuelana

O debate sobre as causas do colapso

A crise econômica da Venezuela, que levou a uma contração de cerca de 75% do PIB entre 2013 e 2022 e impulsionou a emigração de mais de 7,5 milhões de pessoas (aproximadamente 20% da população), gera debates intensos sobre a responsabilidade. Alguns especialistas atribuem a maior parte da culpa à gestão interna dos governos, enquanto outros enfatizam o papel crucial das sanções dos EUA no aprofundamento do colapso.

A recessão no país teve início no segundo semestre de 2014, impulsionada pela queda global dos preços do petróleo. No entanto, as primeiras sanções abrangentes foram implementadas em agosto de 2017, durante o primeiro governo de Donald Trump, que restringiu o acesso da Venezuela ao mercado financeiro norte-americano. Novas sanções, visando o comércio de ouro, minérios, petróleo e diesel, foram aplicadas entre 2018 e 2020. Adicionalmente, Washington impôs sanções secundárias a empresas de outros países que negociavam com a Venezuela, ampliando o cerco.

Pesquisas recentes apresentam evidências de que, embora a má gestão interna tenha tido um peso significativo antes de 2017, o embargo econômico desempenhou um papel decisivo para aprofundar a crise e o declínio dos padrões de vida observados a partir de 2012. Especialistas argumentam que a retórica que atribui o êxodo venezuelano unicamente ao governo ignora o impacto fundamental das sanções nas condições de vida da população. Estima-se que a reimposição de sanções de pressão máxima poderia levar a uma emigração adicional de 1 milhão de venezuelanos nos próximos cinco anos, em comparação com um cenário sem tais medidas.

O impacto no setor petrolífero e a hiperinflação

A economia venezuelana, fortemente dependente do petróleo (mais de 95% das receitas de exportação), foi duplamente atingida. Em 2014, o preço do barril sofreu uma redução de quase 70%, o que explica a queda inicial do PIB e o início do desabastecimento. As sanções agravaram esse cenário, tanto as diretas, que dificultaram as importações essenciais, quanto as indiretas, que desestimularam empresas e países a fazerem negócios com a Venezuela.

A retração do setor petrolífero, que era de 11,5% em 2017, saltou para 30,1% em 2018, após a imposição do bloqueio financeiro. Essa diferença representou uma perda de US$ 8,4 bilhões em divisas cruciais para a manutenção das importações do país. Estudos indicam que essa perda bilionária de divisas e receitas, em decorrência do bloqueio, foi muito provavelmente o principal fator que empurrou a economia de uma alta inflação, existente quando as sanções de agosto de 2017 foram implementadas, para a hiperinflação que se seguiu e que se consolidou oficialmente em dezembro de 2017.

A situação piorou ainda mais a partir de 2019, com o bloqueio das reservas de ouro e a proibição de a Venezuela acessar seu principal mercado consumidor de petróleo, os Estados Unidos. Cálculos da época indicaram que a proibição do comércio de petróleo venezuelano resultaria na perda de mais de US$ 11 bilhões em receitas de exportação em 2020.

Consequências sociais e o cenário atual

Êxodo populacional e padrões migratórios

As severas consequências econômicas das sanções e da crise interna se traduziram em uma crise humanitária de larga escala. O colapso dos serviços básicos, a escassez de alimentos e medicamentos, e a perda vertiginosa do poder de compra impulsionaram a maior crise migratória da América Latina em décadas. Milhões de venezuelanos buscaram refúgio em países vizinhos e outras partes do mundo, criando um enorme desafio para a região e a comunidade internacional. A migração, impulsionada pela interrupção das receitas do petróleo que financiavam as importações de diversos setores, se tornou uma válvula de escape para uma população sufocada.

Perspectivas de recuperação e flexibilização

Apesar do cenário desolador, a economia venezuelana começou a mostrar sinais de recuperação a partir de 2022, após o relaxamento de algumas medidas pelo governo de Joe Biden. Relatórios de organismos internacionais apontam que a Venezuela apresentou um crescimento do PIB de 8,5% em 2024 e uma projeção de 6,5% para 2025, indicando uma melhora, ainda que frágil, após anos de recessão profunda. Essa recuperação sugere a correlação entre a intensidade das sanções e a performance econômica do país, ressaltando o peso dessas medidas no destino da nação.

Perguntas frequentes

O que são as sanções econômicas unilaterais impostas à Venezuela?
São medidas restritivas de natureza financeira e comercial, implementadas pelos Estados Unidos e, em menor grau, por outros países, sem o aval de organismos multilaterais. Elas visam pressionar o governo venezuelano por meio de bloqueios financeiros, comerciais, congelamento de ativos e restrições a setores econômicos vitais, como o petrolífero.

Qual o impacto das sanções no setor petrolífero venezuelano?
As sanções impactaram drasticamente a indústria petrolífera, que é a principal fonte de receita do país. Elas dificultaram o financiamento e a manutenção da infraestrutura, limitaram o acesso a mercados e tecnologias, e resultaram em uma queda acentuada na produção e nas exportações, contribuindo para uma perda bilionária de divisas e agravando a crise econômica.

As sanções são as únicas responsáveis pela crise na Venezuela?
Especialistas divergem, mas há um consenso crescente de que, embora a má gestão econômica interna tenha contribuído para a crise inicial, as sanções tiveram um papel significativo e decisivo no aprofundamento do colapso econômico, na hiperinflação e no êxodo populacional. A combinação de fatores internos e externos criou um cenário de vulnerabilidade extrema.

A economia venezuelana mostra sinais de recuperação atualmente?
Sim, a partir de 2022, após o relaxamento de algumas sanções pela administração dos EUA, a economia venezuelana começou a apresentar sinais de recuperação. Dados de instituições internacionais indicam crescimento do PIB em 2024 e projeções positivas para 2025, embora o caminho para uma recuperação sustentável e plena seja longo e desafiador.

Para aprofundar a compreensão sobre os desafios geopolíticos contemporâneos e seus impactos econômicos, continue acompanhando nossas análises detalhadas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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