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Rússia critica EUA na Venezuela e vê crise de liderança global
Finanças

Rússia critica EUA na Venezuela e vê crise de liderança global

Última Atualizacão 14/01/2026 10:38
PainelRJ
Publicado 14/01/2026
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Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov 16/09/2024 Alexander Zemlianichenko/...
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Em um cenário de crescentes tensões geopolíticas, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, fez duras críticas às operações dos Estados Unidos na Venezuela. Suas declarações, proferidas em 14 de janeiro, apontam para uma acentuada crise de liderança global, sugerindo que as ações de Washington no país sul-americano evidenciam uma preocupante fragmentação do sistema internacional. Lavrov argumentou que os Estados Unidos, outrora arquitetos da ordem global pós-guerra, parecem estar agora empenhados em desmantelar a própria estrutura que ajudaram a construir. Esta postura russa sublinha a complexidade das relações internacionais contemporâneas, onde o destino da Venezuela se torna um palco para a disputa de influência entre grandes potências e um reflexo da erosão de consensos que antes guiavam a governança mundial. Moscou reitera seu compromisso com os acordos bilaterais firmados com Caracas, indicando uma profunda divergência de abordagens e objetivos na cena política mundial.

A perspectiva russa sobre a política externa dos EUA
A visão de Moscou sobre a conduta internacional dos Estados Unidos tem sido consistentemente crítica, especialmente no que tange a intervenções em nações soberanas. Sergei Lavrov, ao abordar a situação venezuelana, articulou essa preocupação de forma contundente, descrevendo a estratégia americana como um fator desestabilizador. Para a Rússia, a persistente pressão dos EUA sobre o governo de Nicolás Maduro na Venezuela não é apenas uma questão de política externa, mas um sintoma de uma abordagem unilateral que mina os princípios do direito internacional e a soberania dos estados.

Ações na Venezuela e o sistema internacional
A retórica russa sugere que a política de Washington na Venezuela, que inclui sanções econômicas, apoio à oposição e o questionamento da legitimidade do governo eleito, representa um ataque direto à arquitetura do sistema internacional forjada no pós-Segunda Guerra Mundial. Lavrov destacou que os EUA, ao tentarem impor sua vontade sobre outras nações sem o aval de instituições multilaterais ou de um consenso global mais amplo, estão desmantelando o sistema que eles próprios ajudaram a estabelecer, baseado em regras e na cooperação. Essa percepção russa aponta para uma era de maior imprevisibilidade e para o risco de um retorno a dinâmicas de poder mais brutas, onde a força e a coerção se sobrepõem à diplomacia e ao respeito mútuo. A crise venezuelana, nesse contexto, torna-se um exemplo paradigmático das consequências dessa desconstrução.

O compromisso com a Venezuela
Em contraste com a postura americana, a Rússia reiterou seu firme compromisso com a Venezuela e os acordos bilaterais que as duas nações têm mantido. Essa parceria abrange diversos setores, incluindo defesa, energia e economia. Moscou tem sido um dos principais aliados do governo de Nicolás Maduro, oferecendo suporte político e financeiro crucial em meio às sanções e ao isolamento internacional impostos pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais. Esse apoio russo não apenas visa a manutenção de seus interesses estratégicos na América Latina, mas também serve como um contraponto à influência americana na região, reforçando a narrativa de um mundo multipolar. O compromisso da Rússia com a Venezuela é visto por muitos analistas como um esforço para solidificar sua presença em uma região historicamente dominada pelos EUA, ao mesmo tempo em que projeta sua visão de um sistema internacional mais equilibrado e menos dependente de uma única superpotência.

O contexto geopolítico e a fragmentação global
A crise na Venezuela é um microcosmo de tensões geopolíticas mais amplas que moldam o cenário mundial. As declarações de Lavrov não surgem isoladas, mas sim inseridas em um panorama onde diversas potências questionam o modelo de governança global liderado pelos Estados Unidos. A fragmentação da liderança global, como mencionada pela Rússia, manifesta-se em diferentes frentes, desde disputas comerciais e tecnológicas até conflitos regionais e a polarização em fóruns internacionais. A Venezuela, com suas vastas reservas de petróleo e sua posição estratégica, tornou-se um dos focos dessa disputa pela hegemonia e pela definição da futura ordem mundial.

A postura dos EUA e seus aliados
Os Estados Unidos, juntamente com diversos países ocidentais e latino-americanos, têm adotado uma linha dura contra o governo de Nicolás Maduro. Alegando violações de direitos humanos, corrupção e a ilegitimidade das eleições, Washington impôs sanções severas com o objetivo de pressionar pela saída de Maduro e apoiar o líder da oposição, Juan Guaidó. Essa política reflete a doutrina de que a democracia e os direitos humanos devem ser promovidos globalmente, mesmo que isso implique em intervenções ou pressões sobre governos que não se alinham a esses princípios. Para os EUA, a estabilidade regional e a restauração da democracia na Venezuela são cruciais, e a permanência do regime atual representa uma ameaça aos seus interesses e aos de seus aliados na região. A abordagem americana busca isolar o governo venezuelano no cenário internacional, mobilizando o apoio de organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Grupo de Lima.

Implicações para a ordem mundial
A situação na Venezuela e a divergência entre as grandes potências sobre como lidar com ela têm profundas implicações para a ordem mundial. A crítica russa à “fragmentação da liderança global” ressoa em um momento de questionamento das instituições multilaterais e do multilateralismo em si. Observa-se uma crescente dificuldade em formar consensos sobre questões críticas, desde a segurança internacional até as mudanças climáticas, devido à polarização e aos interesses divergentes das potências. A intervenção ou a não intervenção em estados soberanos, o uso de sanções econômicas como ferramenta política e a legitimidade de governos são temas que geram profunda discórdia. A Venezuela, ao se tornar um palco para essa disputa, evidencia a transição de um mundo unipolar para um cenário multipolar ou apolar, onde o poder está mais difuso e os desafios à governança global são mais complexos. Essa dinâmica de confronto de narrativas e ações pode levar a uma maior instabilidade e a uma erosão das regras que, por décadas, balizaram as relações internacionais.

Conclusão
As declarações do ministro Lavrov sobre as ações dos Estados Unidos na Venezuela e a subsequente crise de liderança global sublinham a crescente polarização no cenário internacional. A intervenção americana na Venezuela, percebida pela Rússia como uma ameaça à soberania e ao direito internacional, destaca as profundas fissuras que hoje marcam o sistema global. Enquanto Washington busca impor sua visão de democracia e estabilidade regional, Moscou reitera seu apoio a Caracas, defendendo um mundo multipolar onde a soberania nacional é respeitada acima de tudo. Essa disputa, concentrada no destino de uma nação sul-americana, é um reflexo claro da luta por influência e da redefinição das regras que regem as relações entre os estados. A persistência dessas divergências sinaliza um futuro de contínuos desafios para a cooperação internacional e para a construção de uma ordem global mais estável e consensuada.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que a Rússia alega sobre as ações dos EUA na Venezuela?
A Rússia, por meio de seu ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, alega que as ações dos Estados Unidos na Venezuela demonstram uma “fragmentação da liderança global” e que Washington está, na prática, desmantelando o sistema internacional que ajudou a construir. Moscou vê a postura americana como unilateral, desrespeitando a soberania venezuelana e os princípios do direito internacional.

2. Qual é a natureza do relacionamento entre Rússia e Venezuela?
Rússia e Venezuela mantêm uma parceria estratégica e abrangente. A Rússia é um dos principais aliados do governo de Nicolás Maduro, fornecendo apoio político, econômico e militar. Essa relação é baseada em acordos bilaterais de cooperação em áreas como energia, defesa e infraestrutura, e serve como um contraponto à influência ocidental na região.

3. Como a crise venezuelana se insere na “fragmentação da liderança global”?
A crise venezuelana é um palco para a disputa de poder e influência entre grandes potências, refletindo a “fragmentação da liderança global”. Enquanto os EUA e seus aliados defendem a mudança de regime por meio de sanções e apoio à oposição, a Rússia e outros países defendem a soberania do governo atual e se opõem a intervenções externas. Essa polarização impede o consenso internacional e evidencia a dificuldade de se manter uma ordem global unificada.

Para aprofundar a compreensão sobre os complexos desafios que moldam as relações internacionais e o futuro da ordem global, explore outras análises sobre a geopolítica contemporânea.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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