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Se expirar, expirou: Trump e o futuro do tratado nuclear com a
Finanças

Se expirar, expirou: Trump e o futuro do tratado nuclear com a

Última Atualizacão 08/01/2026 18:04
PainelRJ
Publicado 08/01/2026
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Presidente dos EUA Donald Trump Fotógrafo: Will Oliver/EPA/Bloomberg
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou uma postura notavelmente descontraída em relação ao futuro do tratado nuclear New START com a Rússia, que se aproxima de sua data de expiração. Em declarações recentes, Trump afirmou que “se expirar, expirou”, sinalizando uma potencial falta de urgência ou, talvez, uma estratégia deliberada para renegociar os termos de um novo acordo. Este posicionamento do líder norte-americano gerou discussões e preocupações sobre as implicações para o controle global de armas, especialmente porque o tratado nuclear com a Rússia é o último pacto bilateral que limita o número de ogivas estratégicas implantadas pelas duas maiores potências nucleares do mundo. A expiração do New START, prevista para fevereiro, pode redefinir o panorama da segurança internacional.

O posicionamento de Trump e o tratado New START

O ‘se expirar, expirou’ e suas implicações

A declaração do presidente Donald Trump, “se expirar, expirou”, capturada durante uma entrevista, reflete uma abordagem sem precedentes em relação a um dos pilares do controle de armas nucleares. Tradicionalmente, tratados como o New START são considerados cruciais para a estabilidade estratégica global, e sua expiração sem um substituto é vista como um risco significativo. A postura de Trump sugere uma disposição em permitir que o acordo caduque, a menos que um “acordo melhor” possa ser negociado – uma visão que contrasta com a diplomacia cautelosa que normalmente cerca as discussões sobre arsenais nucleares. Esta retórica pode ser interpretada como uma tática de negociação para pressionar a Rússia, e futuramente a China, a participar de um novo pacto com condições mais favoráveis aos interesses dos Estados Unidos.

A indiferença expressa por Trump levanta sérias questões sobre as intenções de sua administração no que tange à contenção da proliferação nuclear e à manutenção da previsibilidade nas relações entre potências nucleares. Se o tratado for permitido expirar sem uma renovação ou um substituto, o mundo poderá entrar em uma era sem limites verificáveis sobre os arsenais nucleares estratégicos das duas maiores potências, o que poderia levar a uma nova corrida armamentista e a um aumento da instabilidade global. A frase, embora concisa, encapsula uma mudança radical na política externa dos EUA em relação ao controle de armas, que historicamente tem buscado a redução ou limitação de arsenais.

O contexto do New START

O New START (Strategic Arms Reduction Treaty) é o último tratado de controle de armas nucleares ainda em vigor entre os Estados Unidos e a Rússia. Assinado em Praga em 2010 pelos então presidentes Barack Obama e Dmitry Medvedev, e entrando em vigor em 2011, este pacto limita o número de ogivas nucleares estratégicas implantadas pelas duas nações a 1.550 para cada lado. Ele também restringe o número de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBMs) e bombardeiros pesados que podem carregar armas nucleares, totalizando 700 para cada país. Além disso, o tratado inclui um robusto sistema de verificação e inspeção, permitindo que ambos os países monitorem o cumprimento das obrigações do outro, garantindo transparência e construindo confiança mútua.

A importância do New START reside na sua capacidade de reduzir o risco de um conflito nuclear ao limitar a corrida armamentista e fornecer dados sobre os arsenais inimigos. Ele sucedeu outros acordos históricos de controle de armas da Guerra Fria, como o START I e o SORT, e é considerado um pilar da segurança internacional. O tratado permitiu que os Estados Unidos e a Rússia mantivessem um diálogo contínuo sobre questões de estabilidade estratégica, mesmo em períodos de tensões políticas elevadas. Sua expiração, sem um mecanismo de controle de armas equivalente, poderia desmantelar décadas de esforços para reduzir o perigo nuclear, eliminando as únicas restrições legalmente vinculantes sobre os maiores arsenais nucleares do mundo.

A proposta de um “acordo melhor” e a inclusão da China

Rumo a um “acordo melhor”

Ao mencionar a necessidade de um “acordo melhor”, o presidente Trump sinaliza que a renovação do New START nos termos atuais não é sua prioridade. A visão de sua administração é que o tratado, em sua forma original, não atende plenamente aos interesses dos EUA na atual conjuntura geopolítica. A busca por um “acordo melhor” provavelmente implica uma série de demandas, que podem incluir uma abordagem mais abrangente para o controle de armas, incorporando novas tecnologias e diferentes tipos de armas que não são cobertos pelo New START. É plausível que a administração Trump procure reduzir ainda mais o limite de ogivas, expandir as categorias de armas controladas ou impor novas condições que reflitam as preocupações estratégicas atuais dos EUA.

No entanto, a negociação de um novo tratado de controle de armas é um processo complexo e demorado, que exige concessões mútuas e um alto grau de confiança diplomática. Com a expiração do New START se aproximando rapidamente, o tempo é um fator crítico. A ausência de um acordo substituto antes de fevereiro de 2021 significaria um período sem qualquer tratado limitante entre as duas potências, um cenário inédito desde a década de 1970. Isso poderia criar um vácuo de segurança e incentivar ambos os países a expandir seus arsenais ou a desenvolver novas armas sem restrições, aumentando a imprevisibilidade e os riscos de erros de cálculo estratégicos. A Rússia, por sua vez, tem demonstrado abertura para estender o New START por cinco anos sem pré-condições, uma oferta que os EUA têm resistido.

A questão da China

Um dos pontos centrais da insistência de Trump para um “acordo melhor” é a inclusão da China em qualquer futuro tratado de controle de armas. A China, que não faz parte do New START, tem um arsenal nuclear significativamente menor que o da Rússia ou dos Estados Unidos, mas que está em constante crescimento e modernização. A administração Trump argumenta que qualquer futuro acordo de controle de armas deve ser trilateral para ser eficaz, refletindo a realidade de um mundo com três grandes potências nucleares. Pequim, no entanto, tem consistentemente rejeitado a ideia de se juntar a negociações traterais, alegando que seu arsenal é muito menor e que os EUA e a Rússia deveriam reduzir seus arsenais de forma mais substancial antes que a China considere participar.

A inclusão da China apresenta um desafio diplomático gigantesco. Além da relutância de Pequim, há a complexidade de negociar um acordo que satisfaça as três partes, considerando suas diferentes doutrinas nucleares, capacidades e interesses estratégicos. Os Estados Unidos veem a China como uma ameaça crescente e desejam conter seu desenvolvimento militar, incluindo seu arsenal nuclear. A China, por outro lado, vê o pedido como uma tentativa de limitar sua ascensão como potência global. A ausência da China em um acordo poderia levar os EUA a não quererem limitar seus próprios arsenais enquanto a China continua a expandir os seus, exacerbando as tensões e a instabilidade na região do Indo-Pacífico e globalmente.

O futuro do controle de armas

A possível expiração do tratado New START sem um substituto representa um momento crítico para o controle de armas nucleares. As implicações de tal cenário são vastas e preocupantes. Sem as restrições e mecanismos de verificação do tratado, tanto os Estados Unidos quanto a Rússia teriam a liberdade de expandir seus arsenais nucleares estratégicos sem limitações, podendo desencadear uma nova corrida armamentista. Isso não apenas aumentaria os riscos de um conflito acidental ou intencional, mas também diminuiria a transparência e a previsibilidade, tornando o ambiente de segurança internacional muito mais volátil. A retórica de “se expirar, expirou” de Trump, combinada com a complexidade da inclusão da China, coloca em xeque décadas de esforços para reduzir a ameaça nuclear e destaca a urgente necessidade de uma diplomacia renovada e eficaz para garantir a estabilidade global. O futuro da segurança nuclear mundial depende criticamente da capacidade das potências em encontrar um terreno comum.

FAQ – Perguntas frequentes sobre o tratado nuclear

O que é o tratado New START?
O New START (Strategic Arms Reduction Treaty) é o último tratado de controle de armas nucleares entre os Estados Unidos e a Rússia, que limita o número de ogivas nucleares estratégicas e os veículos de lançamento que as duas nações podem implantar.

Por que Donald Trump está disposto a deixar o tratado expirar?
Trump sugere que o New START não é um “acordo melhor” para os EUA e busca renegociar os termos, possivelmente com a inclusão da China, ou usar a ameaça de expiração como alavanca de negociação.

Por que Trump quer a China incluída em um novo tratado?
A administração Trump argumenta que a China, com seu arsenal nuclear crescente, deve ser parte de um acordo trilateral para que ele seja verdadeiramente eficaz na contenção global de armas nucleares.

Quais são os riscos se o New START expirar sem substituto?
A expiração do tratado sem um substituto pode levar a uma nova corrida armamentista, perda de transparência entre potências nucleares e um aumento significativo da instabilidade e imprevisibilidade na segurança global.

Mantenha-se informado sobre os desenvolvimentos futuros neste tema crucial para a segurança global.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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