O Shopping Tijuca permanece fechado sem previsão de reabertura, três dias após ser atingido por um incêndio de grandes proporções na última sexta-feira, 2 de fevereiro. Nesta segunda-feira, 5 de fevereiro, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro continuam atuando intensamente no local para o rescaldo e a garantia da segurança. O trágico incidente resultou na morte de dois brigadistas e deixou pelo menos três pessoas feridas, cujo estado de saúde não foi detalhado. A administração do Shopping Tijuca informou que o centro comercial só retomará suas atividades após a conclusão de todos os procedimentos de perícia e vistoria pelos órgãos competentes, que buscam determinar as causas e avaliar a extensão dos danos. A Avenida Maracanã, em frente ao shopping, segue com interdição parcial, impactando o trânsito na região.
Cronologia do incêndio e atuação das equipes
O início do sinistro e a complexidade do combate
O incêndio que devastou parte do Shopping Tijuca teve início por volta das 16h10 da última sexta-feira, 2 de fevereiro, na loja Bell’Art, localizada no subsolo do centro comercial. Segundo relatos e informações preliminares, as chamas se propagaram rapidamente a partir de uma área de difícil acesso, o que representou um desafio significativo para as equipes de combate ao fogo. A topografia do local, com muitos corredores e áreas fechadas, contribuiu para uma concentração de fumaça muito superior ao comum em incidentes dessa natureza, dificultando a visibilidade e a respiração das equipes. No momento em que o fogo começou, o shopping abrigava aproximadamente sete mil pessoas, que foram rapidamente evacuadas em um processo coordenado. Antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros, brigadistas do próprio estabelecimento atuaram de forma heroica para conter as chamas iniciais e auxiliar na retirada segura dos frequentadores.
Rescaldo e a permanência dos trabalhos
Desde a eclosão do incêndio, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro têm trabalhado incessantemente. Mesmo após a extinção das chamas principais, o rescaldo é uma etapa crucial e demorada, fundamental para evitar reignições. Até o domingo, 4 de fevereiro, os bombeiros ainda combatiam potenciais novos focos de incêndio que surgiam em meio aos escombros e materiais combustíveis. Nesta segunda-feira, 5 de fevereiro, a atuação no local persistia, com bombeiros utilizando técnicas específicas para resfriar estruturas e remover materiais que ainda pudessem gerar calor. A operação exige um alto grau de cautela e expertise, dada a complexidade da estrutura do shopping. Para facilitar o acesso dos veículos de emergência e a movimentação das equipes, a Avenida Maracanã, na altura da Rua Barão de Mesquita, permanece interditada no sentido Maracanã, causando impactos na fluidez do trânsito na região da Tijuca. A liberação total da área externa e interna depende da avaliação contínua da segurança e da conclusão dos trabalhos técnicos.
O impacto humano da tragédia
Vítimas fatais e feridos
A tragédia no Shopping Tijuca teve um custo humano devastador. Dois integrantes da equipe de brigadistas do centro comercial perderam suas vidas na linha de frente do combate ao incêndio. Foram identificados como Anderson Aguiar do Prado, supervisor de brigadistas, e Emellyn Silva Aguiar Menezes, brigadista. Ambos foram atingidos pelas chamas e inalaram grande quantidade de fumaça, não resistindo à gravidade dos ferimentos. A comunidade da Tijuca e o país lamentam a perda desses profissionais, que atuaram com bravura para proteger a vida de milhares de pessoas. Além das vítimas fatais, o incidente deixou pelo menos três pessoas feridas, que foram prontamente atendidas e levadas a hospitais. Informações detalhadas sobre o estado de saúde e a identidade dos feridos não foram divulgadas, mas o foco principal tem sido o suporte às famílias e a investigação das circunstâncias que levaram a essas perdas.
Repercussões para funcionários e lojistas
O fechamento prolongado do Shopping Tijuca acarreta sérias repercussões para a vasta comunidade de trabalhadores e lojistas que dependem do centro comercial. Centenas de funcionários, desde vendedores a equipes de limpeza e segurança, encontram-se em um limbo de incerteza quanto à manutenção de seus empregos e salários durante o período de interdição. Para os lojistas, a situação é igualmente preocupante, com a interrupção abrupta das vendas e a potencial perda de estoque e faturamento, especialmente em um período de início de mês. Muitos são pequenos e médios empresários que investem suas economias nos negócios ali estabelecidos. A administração do shopping, juntamente com as associações de lojistas, deverá enfrentar o desafio de oferecer suporte e planejar a retomada econômica, mitigando os prejuízos e garantindo a subsistência de seus colaboradores e parceiros. A ausência de um prazo definido para a reabertura agrava a ansiedade e a necessidade de respostas claras para todos os envolvidos.
Próximos passos e a questão da reabertura
Perícia e vistorias: o caminho para a segurança
A reabertura do Shopping Tijuca depende fundamentalmente da conclusão de um rigoroso processo de perícia e vistorias técnicas. A Polícia Civil e os peritos do Corpo de Bombeiros são responsáveis por investigar as causas exatas do incêndio, analisando o ponto de origem, a dinâmica de propagação e quaisquer fatores que possam ter contribuído para a gravidade do sinistro. Paralelamente, equipes de engenharia e da Defesa Civil deverão realizar vistorias aprofundadas em toda a estrutura do prédio para avaliar a integridade da edificação, identificar danos estruturais, elétricos, hidráulicos e nos sistemas de segurança contra incêndio. A administração do Shopping Tijuca foi categórica ao afirmar que o centro comercial só retomará suas operações quando “todos os procedimentos de perícia e vistoria pelos órgãos competentes” estiverem concluídos e garantida a segurança plena de frequentadores e colaboradores. Esta abordagem visa priorizar a segurança pública acima de quaisquer interesses comerciais e é um passo essencial para a recuperação da confiança da comunidade.
O futuro do Shopping Tijuca e a comunidade local
O Shopping Tijuca é mais do que um centro comercial; é um importante ponto de encontro, lazer e um motor econômico para a região da Tijuca e bairros vizinhos. A interdição e a incerteza quanto à data de reabertura geram preocupação entre os moradores, que veem uma parte essencial de sua rotina diária impactada. A expectativa é que, após a liberação das autoridades e os necessários reparos, o shopping possa voltar a operar, restaurando não apenas o comércio, mas também o convívio social e as atividades de lazer que oferece. O desafio será reconstruir e modernizar os espaços afetados, implementando talvez novas medidas de segurança para tranquilizar o público. O futuro do Shopping Tijuca estará intrinsecamente ligado à capacidade de superar essa tragédia, aprender com ela e emergir como um ambiente ainda mais seguro e acolhedor para a comunidade que o abraçou por tantos anos.
Conclusão
O incêndio no Shopping Tijuca representa uma dolorosa tragédia, marcada pela perda de vidas e pelo impacto profundo em toda uma comunidade. Enquanto as equipes de rescaldo dos bombeiros persistem no local, a prioridade máxima é a segurança e a elucidação das causas do sinistro por meio de rigorosas perícias e vistorias. A incerteza sobre a data de reabertura reflete a seriedade da situação e o compromisso em garantir que o retorno às atividades ocorra somente quando todas as condições de segurança estiverem plenamente restabelecidas. A memória dos brigadistas falecidos serve como um lembrete do heroísmo e dos riscos inerentes à segurança pública, enquanto a comunidade aguarda a reconstrução e o retorno de um dos seus mais importantes espaços.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Quando o Shopping Tijuca será reaberto?
Não há previsão de reabertura para o Shopping Tijuca. A administração informou que o centro comercial só retomará suas atividades após a conclusão de todos os procedimentos de perícia e vistoria pelos órgãos competentes, que buscam determinar as causas e avaliar a extensão dos danos, garantindo a segurança de todos.
2. Quais foram as vítimas fatais do incêndio?
O incêndio resultou na morte de dois brigadistas do próprio shopping: Anderson Aguiar do Prado, supervisor de brigadistas, e Emellyn Silva Aguiar Menezes, brigadista. Além deles, três outras pessoas ficaram feridas, mas suas identidades e estado de saúde não foram detalhados.
3. O que causou o incêndio no Shopping Tijuca?
As causas exatas do incêndio ainda estão sob investigação. Sabe-se que o fogo começou na loja Bell’Art, localizada no subsolo do shopping, na última sexta-feira, 2 de fevereiro. Peritos da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros estão atuando para determinar as origens e a dinâmica do sinistro.
4. Os bombeiros ainda estão atuando no local?
Sim, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro continuam atuando no local nesta segunda-feira, 5 de fevereiro, realizando o trabalho de rescaldo. Essa etapa é crucial para extinguir potenciais novos focos de incêndio e garantir a segurança estrutural do edifício, evitando reignições.
Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta ocorrência e a segurança de espaços públicos, acompanhando as notícias e comunicados oficiais das autoridades competentes.
Fonte: https://temporealrj.com



